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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 14 de dezembro de 2017

«Sem formação, nuns anos terá um défice de médicos»

JESÚS OLIVAS MENAYOMédico Interno {Residente} (MIR)

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
19/06/2017

 

O emeritense Jesús Olivas, residente de quarto ano na especialidade de Cirurgia Plasticidade, Reparadora e Estética na Clínica Universidade de Navarra (Pamplona), tem obtido o primeiro prémio no IV Certame de Casos Clínicos para Médicos Internos Residentes (MIR), uma iniciativa que organiza o Ordem dos Médicos de Navarra e à que neste ano se apresentaram 52 casos clínicos. Olivas reconhece que chegou à medicina porque gostava de a arquitetura e afirma que continuará a estudar para aprofundar no cancro de mama, uma especialização que lhe permitirá ajudar às mulheres para que possam enfrentar com mais vontade uma nova vida.

-&{lt};b&{gt};¿Como chegou à medicina?

&{lt};/b&{gt};-A verdade é que sempre me {decanté} por corridas/cursos de ciências e a medicina não é vocacional. Com os anos me fui formando e considerando opções até que em segundo de Ensino secundário me dei conta de que a medicina era o meu. Acredito/acho que me {decanté} pela cirurgia plasticidade por meu antigo hobby/adeptos à Arquitetura e porque sempre fui muito criativo. Era a especialidade médica na qual via um pouco/bocado mais de criatividade porque podes pôr teu sinal. {Considero} que a cirurgia plasticidade se diferença do resto de especialidades pela criatividade e porque não tem um terreno delimitado, mas podes tratar qualquer parte do corpo.

&{lt};b&{gt};-¿Em que consistiu o caso clínico com o que ganhou o certame?

&{lt};/b&{gt};-Tratava duma menina de quatro anos que tinha um Síndrome de {Moebius}, uma doença estranha que se carateriza porque desde que nascem os meninos não podem gesticular nem transmitir emoções. À menina lhe fizemos dois cirurgias de dez horas e começou a sorrir dois ou três meses mais tarde. Foi muito gratificante para toda a equipa dirigido pelo médico {Hontanilla}, chefe do departamento de Cirurgia Plasticidade da Clínica Universidade de Navarra.

&{lt};b&{gt};-O conselheiro de Saúde da Junta aposta em aumentar os médicos internos residentes para cobrir as reformas, ¿que acha deste projeto?

&{lt};/b&{gt};-O vejo muito bem. Acredito/acho que dentro de três ou quatro anos vão a jubilar muitíssimos médicos na Extremadura e se não suprem essa falta de médicos formando a mais e abrindo mais praças/vagas à residência, se produzirá um défice de médicos importante.

&{lt};b&{gt};-¿E sobre/em relação a a ideia de criar a figura &{lt};/b&{gt};&{lt};b&{gt};do médico emérito para prolongar a reforma até os 72 anos?

&{lt};/b&{gt};-Embora a esperança de vida aumente, isso é uma desculpa para suprir o défice de formação que há agora. Na crise se produziu uma descida tremendo das praças/vagas de especialização médica e acredito/acho que pôr o título de emérito prolongando a reforma é uma porcaria. No fim o que se necessita é pessoas jovem, com ilusão/motivação e que queira melhorar a assistência em nossos hospitais. As pessoas com muitos anos no fim acaba-se queimando e não tem a mesma ilusão/motivação que os jovens.

&{lt};b&{gt};-Lhe ficam dois anos de residência, ¿que pensa fazer depois?

&{lt};/b&{gt};-Me {planteo} fazer alguma estadia mais no estrangeiro para seguir/continuar especializando'm em algo relacionado com a reconstrução do cancro de mama. Ainda há muitíssimo por fazer em relação ao cancro de mama, tanto/golo para melhorar o diagnóstico como para encurtar os tempos da reconstrução e poder/conseguir retirarle essa mutilação às mulheres tão cedo quanto possível. No cancro de mama fica muito por fazer, para além de que é uma patologia muito frequente. É muito satisfatório ajudar e gostaria seguir/continuar aprofundando nesta doença.

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