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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

Paixão pela radiohobby/adeptos

Uns 40 adeptos de Mérida de entre 20 e 60 anos usufruem da comunicação com os lugares mais remotos através da rádio H Conseguiram o terceiro posto no concurso da Casa Real

MANUEL LÓPEZ merida@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
27/08/2017

 

Apesar das novas tecnologias que hoje abundam na sociedade, ainda se conserva algo de a essência das primeiras comunicações que se criaram. Sem ir mais longe, algo como a rádio, essa comunicabilidade que se transmite mediante ondas, ainda é utilizada em Espanha sendo o terceiro país com maior número de licenças de radioadeptos, enquanto na Extremadura há cinco delegações da União de Radioadeptos Espanhóis ({URE}) com mais de 200 licenças em uso.

No caso de Mérida, a associação está formada por umas 40 pessoas de entre 20 e 60 anos aproximadamente e se iniciou em finais de os anos 80. A intenção destes radioadeptos é sempre «contactar com países e com ilhas perdidas, conhecer pessoas, aprender idiomas e contactar com quanta mais pessoas melhor de países impossível», afirma Pedro Garrido, presidente da União de Radioadeptos de Mérida. Estes radioadeptos contactam com outras pessoas do mundo mediante diferentes maneiras como a {fonía}, que é mediante a fala, e em forma de telegrafa, que é o código {morse}. Além disso também contactam de maneira digital mas a forma mais utilizada é a {fonía}.

Esta comunicação realiza-se através de antenas de fios chamadas {dipolos}. «Cada um tem as suas em casa», afirma Garrido. A União de Radioadeptos de Mérida participou pela primeira vez no concurso de Sua Majestade O Rei e fizeram-no desde o castelo de Montánchez. Neste concurso os participantes fizeram dois coisas: travaram comunicações e deram a conhecer o castelo e o povo/vila, porque «tudo aquele que falou connosco se lhe mandou um cartão postao com os dados do castelo e do povo/vila», assegura o presidente.

Este tipo de concursos, consistem em contabilizar o máximo número de contactos e a delegação emeritense contactou com toda Europa, EUA, Japão, China, Indonésia e América do Sul, conseguindo assim o terceiro posto a nível nacional. Algo «muito gratificante», confirmou o presidente.

Concurso de prestígio

Por seu lado, desde a delegação emeritense elaboram também um dos concursos mais prestigiosos a nível nacional no qual tratam de dar promoção aos monumentos da cidade. O concurso Mérida Património da Humanidade, que já se celebrou em cinco ocasiões, teve como prémio na passada edição uma visita a Mérida de dois dias, alojamento num hotel de quatro estrelas, entrada gratuita ao festival de teatro e aos monumentos da cidade, assegurou o presidente do a delegação emeritense.

Mas não toda a gente pode manipular estas rádios. Antes, se deve conseguir uma licença de radioadepto após passar uma série de provas e exames na direção provincial de telecomunicações, em Badajoz. «Os exames consistem em manejo de emissoras, em radioeletricidade, regulamento e vários temas mais», assegura Garrido.

Passam os anos e as tecnologias seguem/continuam evoluindo mas este grupo de radioadeptos segue/continua lutando e usufruindo duma comunicação tão antiga como efetiva.

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