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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

«O xadrez de base necessita mais apoio institucional»

BENJAMÍN {GARCÍAPresidente} do Clube de Xadrez {Cibeles}

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
22/04/2019

 

Xadrezista desde pequeno. Benjamín García fez de sua paixão pelo xadrez uma forma de vida que lhe levou a ser presidente do Clube de Xadrez {Cibeles} de Mérida, um cargo que concilia com sua faceta formativa e competitiva, que lhe levou a participar em numerosos torneios por tudo o país e a nível internacional. Por terceira vez, García tem ganho recentemente o campeonato da Extremadura absoluto e participará no nacional.

-¿Como começou com o xadrez?

-{Aprendí} os movimentos através de um familiar sendo muito menino, mas foi com 13 anos quando me apontei a umas classes que foram a dar a minha colégio. A partir de aí conheci o clube {Cibeles} e a muitas pessoas que me deram vivências e amizade. Me senti muito a gosto praticando este desporto porque {entendí} que era muito mais que um simples jogo, me permitia expressar-me e desenvolver-me como pessoa.

-Atualmente compete e por sua vez instrui aos xadrezistas...

-Jogo pela hobby/adeptos e também para completar a formação. Para além de monitor de base sou treinador desportivo e tenho a vários rapazes que estão destacando a nível nacional. Minha dedicação fundamental é a formação, o facto/feito de poder/conseguir transferir os conhecimentos que vou adquirindo nos torneios aos mais jovens. É um exercício complexo para os meninos tão pequenos, numa sociedade na qual tudo vai tão rápido, que se parem a pensar e sejam reflexivos. Numa sociedade tão mudável {formamos} a jovens para que tomem melhores decisões. De facto, se {capitalizas} essas virtudes é mais fácil que no futuro tenha cidadãos mais críticos e justos, como os valores que se derivam do xadrez.

-O clube tem uns 30 anos, ¿como foi sua trajetória?

-O clube {Cibeles} é o mais antigo em ativo da cidade e foi o alma {máter} de tudo o desenvolvimento que houve em torno do xadrez. Conseguimos muitos campeonatos escolares e uma pedreira/formação muito importante de jogadores. Temos uns 50 jogadores, dos que uns 30 são escolares.

-¿Que lhe falta ao xadrez regional?

-Na Extremadura temos grandes promessas do xadrez. O xadrez de base necessita mais apoio institucional. Investir no xadrez vale a pena, em muitos sítios se comprova que um evento {ajedrecístico} pode ser interessante para atrair o turismo. Na Extremadura não temos isso e é um dos problemas que temos para poder/conseguir desenvolver a base, porque os escolares não podem participar em competições homologáveis e diretamente têm que estar viajando fora. Poderíamos fazer eventos em nossa terra, com relativa facilidade, e dar prosperidade ao desenvolvimento dos jogadores jovens.

-¿Como valoriza o panorama {ajedrecístico} na cidade?

-Embora Mérida está a ser muito representativa no xadrez, talvez esteja faltando um evento importante que atraia ao conjunto/clube de xadrezistas já num plano internacional e que se mantenha no calendário. Também está o tema de apoiar o xadrez de base, porque embora houve alguma iniciativa com reconhecimento por parte das instituições e entidades locais faz faltar ter uma certa constância neste sentido, porque é o que te permite trabalhamos/trabalhámos com certa segurança. Necessitamos tudo o apoio por parte da administração pública para a difusão do xadrez.

-¿A cidadania tem uma perceção enganada do xadrez?

-Há muitos lugares-comuns, mas o certo é que o xadrez é um treino da mente, das aptidões e, portanto, é uma atividade saudável. A projeção não é ser o melhor jogador do mundo, mas ser melhor cada dia. É um exercício de superação e não é privativo para ninguém, por isso, se se organizará algum evento que pudesse aproximar mais o xadrez, no caso de Mérida utilizando por exemplo o património, as pessoas veria que é um desporto muito ameno, que dá muito pé também à socialização.

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