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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

«Não podemos mudar as leis educativas constantemente»

TRINIDAD NOGALESDirectora do museu de arte romana

por LYDIA SÁNCHEZ merida@extremadura.elperiodico.com
22/07/2019

 

Arqueóloga, professora, política, cientista e investigadora. São muitas as maneiras que existem para descrever a Trinidad Nogales, diretora do Museu Nacional de Arte Romana de Mérida desde Julho de 2017. No entanto, há uma delas que resume todas as demais, é que esta emeritense é uma mulher feita a sim mesma a base de um arma que ela considera indestrutível: o trabalho.

&{lt};b&{gt};-¿Porque é que estudou arqueologia?&{lt};/b&{gt};

-Para uma emeritense, estudar arqueologia é algo quase consubstancial à própria cidade. Eu {estudié} num colégio que estava às costas donde nessa altura estava o museu. À saída de classe passávamos por ali e eu via aquelas peças... Além disso, meu pai, que tinha sido aluno de dom {Maximiliano} {Macías}, o que escavou o teatro, me contava muitas histórias de sua infância e das escavações. Isso forjou em mim uma certa predisposição e, sobretudo, uma fascinação e uma paixão pela arqueologia.

&{lt};b&{gt};-¿Em que mudou o museu desde que é sua diretora?&{lt};/b&{gt};

-Acredito/acho que não sou a pessoa adequada para dizê-lo porque penso que cada diretor lhe concede ao projeto uma parte de sua personalidade. Sou uma pessoa à que gosta de muito trabalhamos/trabalhámos em plantel/elenco e que se apresenta muitos reptos/objetivos. O tenho difícil, porque penso que o diretor anterior levou esta instituição de maneira impecável durante mais de 30 anos. Eu fiz parte da equipa, pelo que meu caso foi uma continuidade, embora aos poucos vou introduzindo mudanças.

&{lt};b&{gt};-¿Que balanço faz de sua gestão durante estes dois anos?&{lt};/b&{gt};

-Me encontro satisfeita. Estamos numa etapa difícil porque temos o repto/objetivo da alargamento, que não depende de mim, mas do Ministério, de que os projetos avancem e de que se desbloqueiem muitas circunstâncias. Estou trabalhando tudo o que posso para lutar pelo centro, para que continue a ser o museu mais visitado da Extremadura e também um dos centros de referência dos museus nacionais de Espanha.

-&{lt};b&{gt};¿Em que fase encontra-se o projeto para o alargamento?&{lt};/b&{gt};

-Estamos numa fase de nova licitação da adjudicação da obra, dado que a empresa que a tinha renunciou à mesma. Não há data de início concreta/concretiza porque estes procedimentos na administração são lentos e requerem bastante tempo.

&{lt};b&{gt};-Sua vida profissional é muito ativa, ¿alguma vez se apresentou deixar de lado alguma atividade para ter mais tempo livre?

&{lt};/b&{gt};-Acredito/acho que tenho bastante tempo para minha vida pessoal, porque a pessoa com a que partilho minha vida, que é meu marido, trabalha no mesmo área que eu, pelo que nossa vida profissional e pessoal estão muito vinculadas. Nós também {disfrutamos} com atividades que levamos a cabo em nosso tempo livre.

&{lt};b&{gt};-¿Nalguma ocasião se tem sentido subvalorizada por ser mulher?&{lt};/b&{gt};

-Muitas vezes. Fui a conservadora de museus mais jovem de Espanha na altura própria, e isto fazia que alguns companheiros de profissão ou determinados responsáveis me vissem como uma mulher jovem. Em meu caso, como meu marido também era do mesmo corpo profissional, tinha pessoas que pensava que se ele já tinha uma carreira profissional para que queria eu ter outra, isso às vezes é muito duro. Felizmente, acredito/acho que nisso a sociedade está a mudar e as mulheres temos que ser muito beligerantes. Eu o fui sempre com um arma que é indestrutível: o trabalho. Com meu trabalho tenho demonstrado que eu tinha capacidade e possibilidades de ter responsabilidades iguais ou superiores às de um homem. Mesmo assim, há muito que fazer e fica ainda muita consciencializa social que criar. Às mulheres ainda se nos penaliza se temos família quando escolhemos nossa carreira profissional porque se pensa que a {abandonas}. As mulheres temos que ter exatamente as mesmas possibilidades que têm os homens, mesmo mais nalgum caso porque às vezes temos uma carga/carrega maior.

&{lt};b&{gt};-¿Que deveria aprender o sistema educativo espanhol do de outros países?&{lt};/b&{gt};

-O sistema educativo espanhol primeiro necessitaria de um consenso geral, não podemos estar mudando de leis educativas constantemente. Temos que fazer um sistema educativo forte, porque a educação é a base de qualquer sociedade. No ensino não universitária se necessita uma lei educativa do século XXI que responda à sociedade atual. O sistema educativo universitário necessita um profunda mudança e não o digo eu, o dizem as análises que se fizeram.

&{lt};b&{gt};-¿Acredita que os cidadãos emeritenses valorizam o património histórico e cultural da cidade? &{lt};/b&{gt};

-Eu acredito/acho que sim. Desde que a arqueologia começou a receber protagonismo na cidade de Mérida a começos do século XX, os emeritenses têm ido vendo como esta fez crescer à cidade e como seu património é um valor e quase a razão de ser de Mérida. Não obstante, às vezes {echo} em falta que os emeritenses se impliquem mais com seu património e com sua herança cultural, mas felizmente acredito/acho que se está a fazer uma lavor/trabalho importante desde diferentes minutas.

&{lt};b&{gt};-¿Que carências tem a vida cultural de Mérida e que dá o museu a essa vida cultural?&{lt};/b&{gt};

-Eu acredito/acho que falta ter mais programação e mais coordenação entre as instituições. Essa é uma luta que nós desde o MNAR levamos a cabo. Eu acredito/acho que o museu tem seu espaço no plano cultural da cidade, mas o tem desde sua criação no século XIX, Nós o que queremos é que os emeritense nos vejam como uma instituição aberta e próxima na qual possam usufruir e participar da cultura e de seu património.

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