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A magia das pedras grafítis

Rubén do Poço tem posto em marcha um singular jogo que está tendo muito bom acolhimento, já que seu objetivo principal é fazer feliz aos demais H Os participantes pintam rochas e as escondem pela cidade para que outros se surpreendam ao encontrá-las

 

Usuários de {Down} Mérida escondendo uma das rochas que têm pintado. - CEDIDA

por CARMEN HIDALGO merida@extremadura.elperiodico.com
23/02/2020

Centenas de pedras grafítis invadem a cidade desde/a partir de no passado mês de Janeiro. O motivo: uma singular iniciativa que tem como objetivo principal fazer felizes aos demais. Fazer parte deste jogo é tão fácil como ir passeando pelo parque da Ilha e encontrar uma rocha grafíti nalgum lugar do caminho com uma mensagem na parte posterior que reza o seguinte: ‘Sobe uma foto a Facebook Mérida-Roc, logo guarda ou esconde’. Lido esta frase, um já está em disposição de aceitar a proposta, escondê-la nalgum lugar e fazer feliz à seguinte pessoa que a encontre. A ideia é assim de simples.

O promotor desta iniciativa, que arrancou sua andamento no passado mês de Novembro em Badajoz, é Rubén do Poço. Este de Badajoz explica que a ideia de pô-la em marcha lhe vinho à cabeça a causa de uma viagem que fez há três anos a Inglaterra. Relata que um dia passeando por um parque inglês encontrou-se com uma pedra grafíti com a bandeira de Cuba, que o único que tinha na parte traseira era a referência de um grupo de Facebook, pelo que decidiu fazer-lhe uma fotografia e procurar a página. Foi aí quando viu no que consistia esse jogo, embora não contava com demasiados seguidores. «Nós temos ajustado o jogo à realidade extremenha. É muito mais latino porque há muita interação com as pedras», assinala.

A iniciativa se desenvolve através do grupo de Facebook denominado ‘Mérida-Roc (Rochas grafítis em Mérida {ESP}). Desde/a partir de sua abertura na rede social, no passado 7 de Janeiro, a página conta com perto de 5.000 membros, e no último mês regista mais de 10.000 publicações. Estes dados dão boa conta do êxito que está tendo esta ideia na cidade, já que a cada día que passa é mais habitual encontrar pedras em qualquer canto, já seja em parques, abrigos de autocarros, ambientes monumentais, mobiliário urbano ou qualquer outro sítio que o portador da rocha escolha para escondê-la. Isso sim, na página também recomendam não deixá-las em lugares que possam resultar perigosos ou incomodativos para o resto da cidadania.

Na página Mérida-Roc, que está aberta ao público, os participantes podem deixar pistas sobre/em relação a onde têm escondido sua pedra e juntar ao mesmo tempo fotografias da rocha em questão e do ambiente no qual encontra-se. «Uma pizza {encontrarás} se por esta rua da Calçada te dá por passar», escreve uma participante. «A escola {Trajano} terás que rodear para encontrar a {Ding} {Dong}», escreve outra. Além disso, quem encontra uma pedra pode subir uma fotografia para que a pessoa que a tenha pintado saiba que foi localizada. Uma vez que se tem o ‘troféu’ rochoso, se pode voltar a esconder para que continue o jogo ou bem guardá-la.

«A palavra que mais se repete no grupo é ilusão/motivação e isso é o mais importante», destaca Do Poço. É que, esta iniciativa não só/sozinho ajuda a promover a felicidade, mas também tem uma importante vertente criativa e de interação pessoal entre seus participantes. «Temos detetado que o jogo ajuda a passar mais tempo com a família, a viver os parques doutra maneira, a colaborar com pessoas desconhecidas doutra maneira... É uma iniciativa simples, mas completa», afirma.

O processo criativo

Na hora de escolher as pedras, na página se recomenda aos participantes que usem rochas lisas e de um tamanho a partir de quatro centímetros. Para pintá-las, se aconselha o uso de pinturas acrílicas e posteriormente fazer uso de marcadores permanentes escuros para escrever sobre/em relação a elas. Por último, se no fim do processo se acrescenta um verniz transparente quando se sequem, as pedras serão «indestrutíveis». Não obstante, e como ao fim e ao cabo o mais importante é participar, se pode utilizar/empregar qualquer material, mesmo {lacas} de unhas e {pinceles}. A capacidade criativa chegará até onde chegue a imaginação. De facto, se podem fazer séries de rochas grafítis baseadas em temáticas como superheróis, artistas, animais ou plantas, entre outras.

É tal a acolhimento que tem tido esta iniciativa, que já chegou a numerosos municípios da região e a outras cidades do país. Em todos os grupos de Facebook que se criam/acreditem os administradores são Rubén e seu casal/par {Susana} {Luengo}, enquanto os moderadores são os membros mais envolvidos em cada lugar, que no caso de Mérida são {Mayte} Porto e {Vanessa} Muñoz-Reja, quem está muito contenta com a acolhimento do jogo: «As pessoas está respondendo muito bem. É um jogo em família que convida a sair aos parques com os meninos e isso está genial».