Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

Entre o eclipse e o {aserejé}

RAFAEL Angulo
22/07/2019

 

Tentativa dar baño'm em lugar discreto na Charca, por ocultar barriga, e me vou perto de a abandonada ermida de São Isidro entre pó, suor e {jaramagos}; como o ano está seco, a Charca está baixa mas nessas estou quando vejo a {Pelín} pelo arroio das {Pardillas} enquadrado por esse resplendor avermelhado que às vezes tinge de beleza os entardeceres de {Proserpina}. Acredito/acho ver em seu rosto uma certa aparência humana e esse halo delicado, como um resplendor, que acompanha seu fundo silêncio ausente de tristeza. Porque {Pelín} pode que sofra ou que chore, mas triste não está nunca, é outro dos convencidos de que a tristeza é aliada do inimigo e inclusivamente nos piores momentos me fala como se murmurasse palavras de amor (simples e tenras, Joan Manuel), conseguindo que me divirta, entendendo por divertido aquilo que me faz sonhar. Tentando fugir da melancolia lhe {pregunto} por sua vida (é um dizer) e me responde que andor procurando {cotufas} (deve ser outro dizer) das que era muito rica o arroio das {Pardillas} em tempos dos romanos. Só/sozinho lhe falta indicar que leva um saco para pegar/apanhar {gamusinos}, porque lhe acreditaria, o fantasma contam as coisas como lhe parece, não como são (minha irmã Glória diz que eu também) e transmite sinceridade embora se ponha épico, lírico, cómico ou atlético vermelho e branco.

{Pelín} me convida a ver o eclipse lá pela Serra {Carija}, junto a um {chumbano} que se fez em tempos imemoriais e desde o que {oteaba} o sol desde seu {orto} até ao ocaso. Tudo um poema, piroso mas poema. Na terça-feira às 10 da noite ali estávamos tentando ver como a sombra da terra ensombrava à lua um {ratino} e um pedaço mas, embora estava escuro, aquilo era como eclipse um desastre, como ocultação uma porcaria e como tertúlia um fracasso pois não tinha nem comida/almoço nem bebida. {Pelín} me fez notar que aquele fiasco era a vingança da Lua porque esse dia, essa noite (nesse satélite sempre é de noite) o eclipse coincidia com o lançamento faz 50 anos da missão {Apolo} 11 que subiu aos astronautas {Neil} {Armstrong}, {Buzz} {Aldrin} e Michael Collins para {hollar} sua superfície. «Isso, mais que um eclipse é um {aserejé}», me disse imperturbável. ¿E que é um {aserejé}?, lhe {pregunté}. Pois, «{Ja} deixe {tejebe} {tude} {jebere}, {sebiunouba} {majabi} {an} de {bugui} {an} de {buididipí}», me disse o malandro rindo-se, uma vez mais, de mim.

As notícias mais...