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El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 14 de dezembro de 2017

Dom {Grabrié}

RAFAEL Angulo
19/06/2017

 

Embora pareça fácil dizer Gabriel, em meu bairro sempre foi «Dom {Grabrié}» e assim lhe {llamábamos} em seus rotineiros itinerários vitalistas/vitais, a saber: Paróquia de São José, Estádio Romano, bar de Pepe Hernández (os vinhos e os {chochitos} em cima de uma lápida romana por mesa) e pelas ruas da nossa pequena Mérida.

Dom {Grabrié} esteve desde 1971 até 1998 em São José e se enraizou entre nós, mimetizando's com o paisagem (e o {paisanaje}), e aproximando, a sua maneira e sem raridades, à pessoas a Deus. Eram célebres seus avisos ao início da missa: «Tranquilos que {llegáis} ao jogo/partido de futebol». E a {fuer} de sincero que {llegábamos} quando o árbitro apitava o início daquele Mérida memorável dos anos 90 (não sei como mas Dom {Grabrié} já estava no campo, {sospechábamos} que tinha um passadiço entre a sacristia e os balneários). E em suas liturgias não faltava nada; ia {rapidito}, sim, mas sem comer-se rubrica alguma.

Dom {Grabrié} era tão de Mérida que para além de São José foi capelão da Polícia Nacional, cura da Cruz Vermelha e do psiquiátrico, e atendia El Carrascalejo (onde se jubilou à {vera} da {hermosísima} Virgem do Caminho). Dom {Grabrié} tinha em seus pés o pó e lama de A Argentina e sua sotaina cheiraba às ovelhas que {conformábamos} seu rebanho {periférico} (entre os que se inclui este {cabestro} que faz soar o {cencerro} às segundas-feiras). Aquilo era um cura próximo e não... não, não me {embalo} que depois me ralha Antonio Becerra.

Noutro dia lhe {acompañé} na missa que se lhe ofereceu em São José, onde faltou pouco/bocado para ouvir sua voz gritar: «{Arrodillaos}», diante da epidemia de falta de respeito que impede a muitos fincar o joelho na {consagración}, ganhando esse tempo com o troça de dar-se a paz (um autêntico {dislate} nalguns funerais). {Ay} se Dom {Grabrié} voltasse, vos {ibais} a inteirar.

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