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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de septembro de 2018

Que belo é viver

RAFAEL Angulo
08/01/2018

 

Fiel a uma longa tradição natalícia estes dias voltei a encontrar-me com o deslumbrante e prodigioso ator {James} {Steward} e com esse formidável contador de histórias que é {Frank} {Capra}. Fiel às natal voltei a comover-me com Que belo é viver, filme cheio de vida que ressuma {humanismo} de raízes profundas e que desperta essa verdadeira pátria que é a infância que todos levamos dentro. Temos de ser genial para unir numa filme, riso, pranto e fantasia, contornando a tragédia, imerso na comédia. Neste ano que se me têm ido muitos, demasiados Senhor, começando pelo grande {Chema} Postigo e ontem, não mais, Isidro Parra, Fernando Rodríguez ou Luis Lamata, em Que belo é viver tenho revivido a fábula esperançosa do homem corrente que luta dia-a-dia por tirar adiante a sua família. Que difícil é fazê-lo sem pensar num mesmo ({vayas} a onde {vayas} {encontrarás} heroísmo, canta {Marara}). É que temos de ter muita coragem para ser heroico no pequeno, sabendo recomeçar sempre. Coragem é esforçar-te pelos teus, desafiar a ameaça do fracasso e, se te o {tropiezas}, levantar-te. Temos de ter coragem para ser bons. Enfrentando o que dirão: Não conheço a chave do êxito mas a do fracasso deve ser tratar de comprazer a toda a gente. Para herói meu pai levantando's às cinco da manhã na Papeleira.

Lá os críticos aborrecidos e os intelectuais pedantes que considerem passada na moda a sensibilidade, para mim o filme é imperecedoura, clássica, sincera, uma das melhores de todos os tempos porque sempre necessitaremos, já lhes digo, histórias otimistas que nos levem pelo caminho da esperança, transbordando ilusão/motivação por viver. Um filme entusiasta para pessoas simples à que temos de dizer-lhe –em palavras de {Capra}- que nenhum homem é um fracassado. No fim, um grita quando tudo já passou: ¡Que belo é viver!

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