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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 22 de novembro de 2017

A animal de estimação digital

RAFAEL Angulo
04/09/2017

 

Num canto da Papeleira Santa {Eulalia} (entre as {Abadías} e os Chineses) nos {criamos} os {Angulo}: {papá} {Artemio}, mamã Glória, seus quatro filhos e {Centella}. {Centella} era uma cadela boa mistura de {setter} e não sei que a quem minha mãe tratava com o quinto de suas afeições. A lavava, {peinaba} (melhor cabelo que eu tinha), dava de comer e a deixava {arrellanarse} debaixo do {aparador} (móvel dois séculos antes de {Ikea}).

A {Centella} só/sozinho lhe faltava dizer as coisas por seu nome (isto o solucionou {Walt} {Disney} pondo a falar aos animais), mas esta estranha virtude de estar calada (e disso não nos {arrepentiremos} nunca) a fazia ser a mais prudente da família. E, naturalmente, a ninguém se ocorreu-lhe chamar-la essa {cursilería} de animal de estimação ou animal de estimação. Essa {bobada} vinho muito depois.

Agora me inteiro de que cada vez terá menos animais de estimação porque as pessoas não necessita cães (de quatro patas) em casa. Os têm substituído por esses artefactos denominados telemóveis ou tabletes que exercem o trabalho de animais de estimação sem necessidade de lavá-los, dar-lhes de comer e, sobretudo, sem contraprestações de carinho; basta com recarregar-los.

É tal a força de atração destes ferros-velhos sem cauda que faz com que passem a segundo plano os pequenos grandes momentos da família: comer juntos, discutir juntos, reconciliar-se juntos; se come com a tablete, vai-se a missa com o telemóvel, se {desatienden} os trabalhos domésticas porque te {has} atarefado {digitalmente}, não {estás} pendente do jogo/partido porque te têm posto um anedota. A isso acredito/acho que lhe chamam a brecha digital, a fazer de pessoas normal/simples {borreguitos} adictos aos {pantallazos}. Ao cão que lhe dêem, {afectivamente} (com a).

Adorei a frase de {Janet} {Vicent} que partilho com vocês quatro, cifra de leitores que meu filho calcula lêem isto: «Quanto mais vazia está teu vida, mais a cheias com o telemóvel». Pois isso.

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