El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 17 de outubro de 2018

O PSOE inicia um debate com a cidadania pelo comboio e Portagem

Os socialistas querem defender que os Orçamentos Gerais do Estado não se inflem com promessas incumpridas e garantam um abastecimento e umas comunicações dignas para Cáceres

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ 16/05/2018

Fazia tempo que a sede da Agrupamento Provincial Socialista de Cáceres não reunia com luz e taquígrafos a quatro de seus órgãos fundamentais. É interessante a análise porque o que fizeram ontem os socialistas foi visualizar uma imagem de união através de uma fórmula pouco/bocado ao uso, a duma assembleia aberta à que vão os cidadãos. No atril, juntos, {Fran} Sánchez, da executiva provincial, César Ramos, deputado nacional, e Belén Fernández Casero, presidenta do agrupamento local e membro da executiva federal. Todos para falar cara a cara com militantes e vizinhos/moradores dos Orçamentos Gerais do Estado e seu impacto na cidade. Não é um assunto fútil, mais bem uma crónica de promessas incumpridas, no entender de os socialistas, que tem {arrinconado} à capital e a está deixando fora do circuito empresarial, industrial e de desenvolvimento da Extremadura. São cada vez mais numerosas as vozes que falam desta desídia que {acogota} a Cáceres e o PSOE tem tomado a dianteira para tratar de travar no Congresso o que considera «um agravo de negativas consequências».

A última vez que se celebrou uma assembleia aberta na cidade foi a começos de ano quando a vicesecretária geral da comissão executiva federal, {Adriana} Lastra, vinho ao Complexo Cultural São Francisco para falar das pensões. As assembleias abertas têm começado a pôr-se em valor com a designação de Pedro Sánchez como secretário-geral do PSOE. Querem recuperar os socialistas a ideia sempre valiosa, e bastante {zarandeada} por certo nos últimos tempos, de que a política se faz na rua. De modo que a Agrupamento Provincial de Cáceres falou ontem, mas também ouviu aos cidadãos.

Quase 9 milhões de euros contemplam os Orçamentos do Estado para Portagem. A quantidade/quantia para o abastecimento se incorpora ano a ano mas nunca se executa. Parece incompreensível, mas sim acontece. Por isso o PSOE apresentou emendas para que se melhore a qualidade da água na cidade, o abastecimento e seu uso sustentável. Mas, além disso, defende que se realize um estudo de viabilidade que analise definitivamente se Portagem é viável e, em caso contrário, procurar uma solução alternativa.

Com as verbas/partidas para o Museu de Cáceres acontece três quartos do mesmo e seu grau/curso universitário de execução em anos anteriores é inferior ao previsto. O comboio é o terceiro carril desta via que por enquanto conduz a nenhuma parte porque a situação do caminho de ferro em Cáceres é tão maltratada como no resto da Extremadura. Por isso o PSOE quer que nos orçamentos se reflita a iniciativa que o passado Janeiro o grupo municipal socialista que lidera Luis Salaya levou a Madrid em forma de reunião com o presidente de {Adif}, Juan Bravo. A proposta passa pela construção de um {apeadero} de mercadorias em Capellanías, a integração macia do caminho de ferro (isto é, eliminar o muro que produz a via e que divide a cidade em dois) e a reforma da estação de comboio. «Já que a presidenta da Câmara Municipal, Elena Nevado, tem tomado como sua esta ideia que é nossa, lhe pedimos que interceda com os deputados do PP no Congresso para que se faça realidade», dizia Belén Fernández perante um público formado por militantes mas também por simpatizantes preocupados pelo futuro de Cáceres.