El Periódico Extremadura | Sábado, 22 de septembro de 2018

Famosos após salvar a vida de seu amigo

Sergio Lasso e Aitor González se fizeram populares, a seu pesar, por praticar exercícios de reanimação a Luis, um colega de classe, em risco de morte por paragem/desempregada/parada {cardiorespiratoria}. Todos os meios querem conhecer sua história

CARMEN HERNÁNDEZ MANCHA 12/01/2018

«Nestes momentos, estamos saindo em televisão» comentava entre risos um grupo de adolescentes de regresso a casa após uma jornada de classes no Instituto/liceu de Ensino secundário Norba Caesarina. Eram mais das duas e sabiam que, a essa hora, são os informativos das cadeias. As câmaras tinham entrado nas salas de aula para gravar a dois jovens de dezanove anos, Sergio Lasso e Aitor González, que na segunda-feira tinham salvo a vida de um colega de classe ao praticarle exercícios de reanimação após sofrer uma paragem/desempregada/parada {cardiorespiratoria}. Câmaras, imprensa, microfones de rádio, mesmo um programa de televisão, Aitor González assegura «ainda não somos conscientes» da fama que têm adquirido.

Os jovens que comentavam divertidos seu aparecimento em televisão pareciam encantados, mas os verdadeiros protagonistas da história se o tomam com muita mais surpresa e, mesmo, timidez.

No entanto, não atuaram como {timoratos} na segunda-feira passada, quando sem {pensárselo}, «nos saiu do alma», assegura Sergio Lasso, praticaram uns primeiros auxílios a seu amigo Luis que lhe arrancaram da morte e permitem que agora se recupere na Unidade de Cuidados Intensivos do Hospital San Pedro de Alcántara. «Temos tentado ir a ver a Luis, mas não nos deixaram entrar, como está na {UCI}», explica Lasso, como lhe chamam seus amigos, «mas a família nos disse que está melhor, que já fala e está consciente», embora ainda não têm podido intercambiar palavra com ele. Sim o fizeram com os seus pais que, segundo contam, lhes abraçaram ao ver-los sem saber como agradecer-los sua ação, «também não sabemos como reagir a tanta euforia», comenta Aitor.

Os dois jovens conhecem como realizar exercícios de reanimação, mas nunca se imaginaram que os iam a levar à prática. Não são os únicos que têm estes conhecimentos neste centro, por exemplo, o professor de Educação Física, Antonio Salas, também os tem mas «estava fuera do prédio», comenta, quando Luis ficou em paragem/desempregada/parada {cardiorespiratoria}, por isso não puderam chamarle. Mas aí estavam Lasso e Aitor, que souberam reagir rápido embora «é muito diferente na vida real», asseguram a coro, aos exercícios que se praticam com os bonecos nas classes de instrução. «A parte de ter a tensão, os nervos, a vida duma pessoa depende de ti...», se estremece Aitor, «porque o boneco se te pode morrer, mas bom, lhe {das} a mudar o programa e o {vuelves} a fazer», diz Lasso; mas com Luis não tinha segunda opção e, apesar de sua juventude, ambos tiveram o sangue fria de saber levar os seus conhecimentos à prática de maneira bem-sucedida.

Ambos consideram que «é muito importante» que tenha desfibrilhadores nos institutos ou lugares normalmente muito concorridos, «mas também tem que haver pessoas que saiba como utilizá-los, para isso te têm que dar cursos». A mesma opinião partilha a chefe de Estudos, {Berta} Rodríguez, «é fundamental, visto o visto». E neste sentido se tem pronunciado também o sindicato de professores {Anpe}, que solicita, segundo seu presidente regional, Antonio Vera, «a instalação de desfibrilhadores semiautomáticos externos, sobretudo nos institutos da região, bem como habilitar um programa formativo para os profissionais de ditos centralismos».

Humildade

Aitor e Lasso reagem com humildade às perguntas da imprensa e não se esquecem do resto de seus companheiros de classe, dos que asseguram, «souberam reagir muito bem, chamando ao 112 e seguindo/continuando as instruções dos professores » e resumem, «foi o processo de todos» o que conseguiu salvar ao seu companheiro.

Lasso e Aitor saem do instituto/liceu com pressa, porque têm que comer antes de ir a Mérida a contar sua história num programa de televisão. Embora atendem amavelmente a todos os meios, querem que já passe tudo o alvoroço e celebrar, em grande, o regresso de Luis.