El Periódico Extremadura | Sábado, 22 de septembro de 2018

A região regista 77 transplantes de órgãos e sobe um 10% os doadores

São 5 doadoras mais, 50 ao todo, e a taxa regional se situa na média/meia nacional. O hospital Infanta Cristina realiza 54 operações de rim e outras 23 de figado

G. M. 12/01/2018

A solidariedade continua a crescer na Extremadura. A região fechou o ano 2017 com um total de 50 dadores de órgãos, o que supõe uma taxa de 46,7 doadoras por milhão de habitantes. São cinco doadoras mais que no 2016 (um 10% mais), quando se registaram 45, superando já largamente o objetivo dos 40 doadoras anuais fixado pela Organização Nacional de Transplantes (ONT) para o ano 2020 e ficando atrás países como Estados Unidos (com 30 doadoras por milhão de habitantes) ou a média da União Europeia (21,5).

Estes dados foram apresentados ontem pela ministra de Saúde, {Dolors} {Montserrat} e a diretora da ONT, {Beatriz} Domínguez-Gil, e colocam a Extremadura na média/meia nacional, situada em 46,9 doadoras por milhão de população e um total de 2.183 doadoras.

Quanto aos transplantes, a atividade praticamente se mantém na Extremadura com um total de 77 operações durante no passado ano, três menos que em 2016 e não muito longe do recorde que registou a região no 2015, com 83 transplantes. Concretamente, durante 2017 o Hospital Infanta Cristina de Badajoz, o único autorizado, realizou 54 transplantes de rim, o que supõe a melhor cifra anual desde que realiza-se esta intervenção na comunidade. Quanto aos transplantes {hepáticos}, se registaram 23 operações, seis menos que em 2016 e cabe destacar que um desses transplantes de figado se praticou a um menor de 16 anos.

As estatísticas conhecidas ontem voltam a situar a Espanha como líder mundial tanto/golo em doações como em transplantes, um dado que leva ocupando durante os últimos 26 anos. Os dados nacionais supõem que cada dia seis pessoas têm doado seus órgãos e se têm realizado 14 transplantes.

A diretora da ONT assinalou que é um balanço «histórico», ao que tem contribuído o fomento da doação em {asistolia} (paragem/desempregada/parada cardíaca), que tem crescido um 16% e supõe o 26% do total das doações. «Detrás de estes números há sobretudo histórias de pessoas e famílias salvas e de pessoas que doam seus órgãos e oferecem vida», assinalou.

Todas as comunidades superaram os 35 dadores de órgãos por milhão de habitantes durante no passado ano, mas destacam especialmente quatro regiões que alcançaram os 70: Cantabria (74,1), A Rioja (71), Navarra (70,3) e País Basco (70,3). Só/sozinho há três comunidades –Canárias, Castela-A Mancha e Castela e Leão– que têm diminuído seus doadoras em relação ao 2016. Quanto às características disto, um 4,2% são por acidente de viação, a cifra mais baixa até agora, enquanto cresce a idade das pessoas que cedem seus {orgános}: mais da metade (o 54,6%) supera os 60 anos; um 30% tem mais de 70 anos e um 9% alcança os 80. Além disso, têm descido as negativas das famílias à doação, passando do 15,7% registado no 2016 ao 12,9% do ano passado e se reduz a um 6,5% no caso dos doadoras por paragem cardíaca.

Relativamente aos transplantes, os dados nacionais seguem/continuam colocando a Espanha como líder mundial com um total de 5.261 operações durante 2017, um 9% mais. Baixa a lista de espera, mas há mais de 4.800 pessoas (74 meninos) esperando um transplante.