El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 20 de junho de 2018

Condenadas por levar droga à cadeia numas sapatilhas

Adiam uma vista para que a defesa se prepare ao pedir o fiscal uma agravante. Um ano e 9 meses de prisão para um acusado/arguido de venda ao pequeno tráfico de haxixe

F. L. 12/01/2018

A dois anos e 3 meses de prisão e multa de 3.300 euros foram condenadas duas mulheres -R. Ou. S. e L. C. C.-, num juízo de conformidade, pela entrada em prisão de umas sapatilhas com droga em seu interior, que devia entregar uma delas a um recluso, primo seu, que se o pediu, e que lhe deu a outra mulher numa bomba de gasolina. O juízo celebrou-se ontem na Audiência, com a conformidade entre o fiscal e os dois letrados da defesa. Ao assumir ambas os factos/feitos, embora as duas {sustuvieron} que desconheciam que as sapatilhas contiveram 12 {bolsita} de haxixe, a Procuradoria reduziu a penal inicial de 4 anos e 6 meses.

Do mesmo modo, também de conformidade, se condenou a A. G. P., a um ano e 9 meses de cadeia como autor de um delito contra a saúde pública, pela venda ao pequeno tráfico de 98 gramas de haxixe e várias doses de cocaína e heroína, em Julho de 2016, no interior da prisão. Inicialmente o fiscal pedia 5 anos.

SUSPENSÃO / Por outro lado, o presidente da Secção Primeira da Audiência suspendeu o juízo iniciado ontem contra R. P. L. acusado/arguido de um delito sobre/em relação a substâncias nocivas para a saúde, acontecido entre Novembro e Dezembro de 2016, quando a polícia obteve informação de várias pessoas que tinham comprado droga e o assinalaram como vendedor, o que deu origem a um registo da habitação da sua família e o bar no qual era encarregado, ambos propriedade de a sua mãe, que foi investigada inicialmente, arquivando-se a causa contra ela.

No registo do bar se encontrou dinheiro em numerário, 395 gramas de haxixe, vários de cocaína e um de heroína. Por estes factos/feitos, o Ministério Público, que ontem representou o fiscal chefe, Juan Calixto Galán, solicitava inicialmente 6 anos e 6 meses de prisão e multa de 15.000 euros, enquanto a defesa, exercida por Miguel Ángel Trigo, solicitava a absolvição por não ser proprietário da casa nem do bar e não estar nele quando se efetuou o registo.

Não obstante, o fiscal apresentou ontem que solicitaria a agravante, para além de reincidência, por venda em lugar público, o que levou ao defensor pedir a suspensão para estudar uma nova estratégia de defesa, dado que de aplicar-se dita circunstância, a pena pode subir até os 9 anos, acedendo o presidente.