El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 20 de novembro de 2017

Cruz Roja atende a mais de 200 extremenhas vítimas de maltrato

Os requisitos são ir a programas de atenção especial e não convivir com o agressor. O faz através do serviço {ATENPRO}, um dispositivo telemóvel ativo as 24 horas

R.S.R. 13/09/2017

Antes de chegar a a violência física, à agressão direta, há um período de maltrato psicológico, de controlo, de não deixar-lhe ter amigos, nem falar com a sua família, nem vestir-se de determinada maneira. São atitudes machistas que conseguem que a mulher se fique só e cada vez lhe resulte mais difícil pedir ajuda», expressa Elisa Barrientos, diretora do Instituto de la Mujer na Extremadura ({Imex}). Esse isolamento social no qual põe o foco Barrientos, e que se vive como uma dura condena invisível, é uma das principais conclusões do recente estudo sobre/em relação a vulnerabilidade elaborado por Cruz Roja e que nesta ocasião centra-se exclusivamente nas vítimas de violência de género.

Esta entidade oferece um serviço de proteção a estas mulheres {través} do sistema {ATENPRO}, um recurso mais do Ministério da Saúde que consiste num dispositivo telemóvel que permite às vítimas um contacto direto a qualquer momento com um centro atendido por pessoal especializado. Para poder/conseguir aceder a este mecanismo de proteção temos de cumprir dois requisitos: não convivir o agressor e participar nos programas de atenção especializada que existam na Extremadura.

Atualmente, na região há 208 usuárias ativas do serviço {ATENPRO}, enquanto a cifra a nível nacional no mês de Julho era de 12.265.

Através de uma mostra aleatória das mesmas, Cruz Roja tem elaborado seu estudo sobre/em relação a vulnerabilidade. Deste modo, em relação à violência psicológica, mais do 90% assegura que o torturador minava sua autoestima, as intimidava, ameaçava com fazer-lhes dano, as menosprezava ou humilhava diante de outras pessoas e as ignorava como seres humanos.

Quanto à economia doméstica, o 70% assinala que o agressor lhes impedia tomar decisões relacionadas com a economia familiar e/ou realizar compras de forma independente; enquanto o 69,6% indica que ele se apropriava de seu dinheiro e no 47,4% dos casos também não lhe permitia trabalhamos/trabalhámos ou estudar fuera do lar.

Sobre/em relação a o isolamento social, o 89,9% das vítimas manifesta que a ex-companheira insistia em saber onde estava em cada momento; o 88,3% afirma que ele se zangava se ela falava com outras pessoas; e num 80,5% dos casos tentava evitar que se relacionasse com a sua família. Além disso, o controlo do telemóvel e redes sociais afeta a perto do 80% das mulheres que necessitam este serviço de proteção.