El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Salaya tem na mão aprovar seu primeiro orçamento municipal

Cs também está em disposição de alcançar um acordo para apoiar as contas de 2020. O pacto PSOE-UP tem medidas como um plano de bairros, um plano de aluguer social ou mudanças no autocarro

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres2extremadura.elperiodico.com CÁCERES 14/01/2020

O presidente da Câmara Municipal socialista Luis Salaya tem na mão a aprovação dos orçamentos de 2020, os primeiros que apresenta e que ascendem 68,3 milhões de euros em seu rascunho/esboço/minuta, mesmo poderia chegar a conseguir dezasseis votos, três mais que os que necessita para ter maioria absoluta, que no plenário/pleno da corporação local com vinte e um vereadores é de treze votos. A porta-voz de Ciudadanos, Raquel Preciados, mostrou ontem a predisposição de seu grupo a apoiar os orçamentos. Cs soma-se nessa intenção a Unidas Podemos e ao vereador não inscrito {Teófilo} Amores

O voto que já praticamente tem Salaya é o de Unidas Podemos (UP). PSOE e UP vão a fechar nos próximos dias um acordo político para a legislatura com medidas para seu desenvolvimento até 2023. Não é de estabilidade, apesar de que desde/a partir de o PSOE se tem qualificado assim, porque PSOE e UP somam 12 vereadores, um menos dos 13 que se requerem para a maioria absoluta. É um acordo que está em sintonia com o alcançado por ambas formações a nível estatal, mas sem que suponha a bilhete dos três vereadores de UP no governo municipal, não se apresentou nem por parte de Podemos nem pelo PSOE. Ontem só/sozinho estava pendente para fechar-se de que se confirmar-se pelo governo local de que iam a introduzir algumas modificações em verbas/partidas do rascunho/esboço/minuta dos orçamentos para dotar de crédito mudanças no serviço dos autocarros urbanos.

Este acordo é para a legislatura, mas {revisable} cada ano. Entre as questões que apresentou UP e que se incluem no documento político estão uma maior/velho igualdade entre os distritos com um plano de bairros, um plano de emprego local, uma mudança no modelo dos orçamentos participativos, que os subsídios se concedam por concorrência competitiva e que não sejam nominativas, um plano de aluguer social, uma revisão da política fiscal (o principal imposto local é o {IBI} cujo tipo se reduziu em 2018 e 2019), o seguimento dos planos sociais de resgate cidadão e a {remunicipalización} de serviços que possam voltar a uma gestão pública. O que se quer é «um viragem até políticas de esquerda e de defesa do público», segundo resumiu na semana passada a porta-voz de UP, Consolo López.

Com Unidas Podemos se fechará um acordo político, de legislatura, não só/sozinho apertado às contas de 2020. Com Ciudadanos é de encaixe de propostas da formação laranja nos orçamentos municipais. Preciados citou ontem a cidade dos meninos, investimento a acometer na alargamento do parque do Príncipe, ou o plano de fachadas para facilitar sua reabilitação, programa que está apoiado por um acordo do plenário/pleno da corporação local. Por enquanto a predisposição de Cs para alcançar um acordo com o governo socialista de Salaya é «positiva», apontou Preciados.

VOTO NÚMERO TREZE / Salaya tirará o orçamento se tem o voto de Ciudadanos e de Unidas Podemos, com o que somaria 15 dos 25 da corporação. Mas se lhe falha um dos dois partidos fica com 12, insuficiente. Por isso a importância da decisão que finalmente adote o vereador não inscrito {Teófilo} Amores. Ainda não lhe deu o sim ao PSOE e segue/continua esperando a que o PP, que é o principal grupo da oposição/concurso público na Câmara Municipal, presente sua alternativa. Amores reiterou ontem sua disposição a que tenha orçamento por um projeto de base já que «não é adequado que o orçamento se alargue um ano mais», anotou ontem.

«É necessário que a Câmara Municipal tenha uns orçamentos» para o exercício de 2020, acrescentou o vereador não inscrito. Em 2019 a Câmara Municipal funcionou com o orçamento alargado de 2018 e não todas as despesas podem passar-se de um exercício a outro, o que obriga a modificações durante o ano. Amores segue/continua na corporação, faz duas semanas sugeriu a possibilidade de deixar a ata, questão que não voltará a apresentar-se até después do plenário/pleno no qual se aborde a aprovação dos orçamentos, que têm que passar duas vezes por este organismo, uma para a ratificação inicial e outra para a definitiva se há alegações.

O que não terá o orçamento de 2020 é o apoio dos outros dois vereadores não inscritos, Francisco Alcántara e Mar Díaz, integrados no jogo/partido Cáceres Viva. Alcántara recordou ontem que a intenção de ambos era participar com as suas propostas nos orçamentos, mas «-por parte do governo- não têm requerido nosso apoio», indicou o vereador, que questionou o rascunho/esboço/minuta de orçamentos apresentado pelo governo porque supõe «um recuo absoluto, não se tem procurado um orçamento que seja mais expansivo».

O porta-voz do governo local, Andrés Licerán, confiava na semana passada em que antes de que acabasse Janeiro se pudessem levar as contas à comissão informativa de Economia e ao plenário/pleno da corporação. O porta-voz do PP, Rafael Mateos, duvidou ontem, em declarações a Efe, que se cumpra essa previsão e acrescentou que ontem não tinham notícias do conselho de participação, que num princípio ia a celebrar hoy, para decidir os investimentos do orçamento participativo.

Num princípio essas investimentos não estão no orçamento. A intenção do governo é ir incorporando-as e financiá-las com os rendimentos já obtidos de venda de chão (em 2019 se tinham ingressado 2,3 milhões).