El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Alberto Delgado, os 500 ‘{despejes}’ e um telefone que não para de soar/tocar

O capitão do Cacereño conta que o apoio de seus parentes tem ajudado a digerir o mau momento suscitado por seu autogolo. O lateral cântabro, aflito, diz estar mais comprometido ainda em subir

JOSÉ MARÍA ORTIZ 14/01/2020

«Esse bola o tenho limpo já 500 vezes». São as 19.15 horas e passaram quase 30 desde que Alberto Delgado Quintana (Cabeçudo da Sal, 4 de Junho de 1991) {protagonizara} o {despeje} até sua própria baliza que supôs o 1-2 do {Eibar} perante o Cacereño em Copa del Rey. A crueldade do futebol se acentuou com o dado de que o tanto/golo se produziu na última jogada.

O capitão do {CPC} assume que tem dormido mau «porque os que me conhecem sabem o exigente que sou comigo mesmo», mas ao mesmo tempo se sente reconfortado por todas as amostras de carinho que recebeu. «O telefone não deixou de soar/tocar nem um minuto», aponta nas suas declarações a este diário/jornal. De facto, o celular chegou a bloquear-se ontem durante umas horas. ¿Causa-efeito?

Mas Delgado se sente reconfortado por isso, e não somente pelo aluvião de solidariedade recebido através das redes sociais: os seus pais, chegados expressamente desde/a partir de seu povo/vila cântabro, e Rocío, sua namorada cacerenha, lhe têm apoiado sobremaneira. Seus progenitores, que se deslocaram a Cáceres para ver o encontro e passar uns dias com ele, regressaram ontem de manhã a casa especialmente orgulhosos de Alberto.

Seu irmão Javi, também futebolista «muito melhor que eu, e é média/meia ponta ou avançado/ponta de lança», não pôde vir, mas também, como tantos outros companheiros/colegas e excompanheiros/colegas («Luismi me mandou uma mensagem muito carinhoso», revela sobre/em relação a o que fora média/meia ponta do {CPC}) lhe tem {insuflado} tudo o ânimo do mundo ao que foi um dos jogadores mais nomeados no futebol nacional durante o fim-de-semana.

«Minha ideia era {echar} esse bola à grupo/ponta para assegurar-me porque tinha a um rival detrás, mas me caiu mais baixo do que {calculé}», explica sobre/em relação a a ação pontual do golo. O lateral o lamenta e o assume, mas a unânime corrente a seu favor lhe fez valorizar o que tem por volta de e olhar para diante. Sobre/em relação a a falta anterior ao golo, que ele lançou com Quadros/Marcos Torres ao lado, é autocrítico e afirma: «se calhar me {precipité}, mas tinha o convencimento de que podia metê-la». ¿Ambição? É evidente. E o assume, mas o que não arrisca não costuma ganhar.

De facto, sua fixação é evidente: conseguir o promoção à Segunda Divisão B com o Cacereño ao cumprir-se sua terceira época. «O temos que conseguir», diz, sublinhando assim a qualidade humana do balneário do decano do futebol extremenho. «Não vou comparar em relação aos outros dois anteriores, mas isto é uma ananás», assegura o canhoto do {CPC}.

Enquanto, ontem se conheceu que o {Eibar} convidou a um jogo/partido ao defesa verde. Este gesto foi elogiado pelo próprio Cacereño. O futebolista cântabro também o agradeceu, embora sua fixação, na verdade, é unívoca: subir com seu «grande equipa» em Maio ou Junho.