El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 28 de fevereiro de 2020

Reconstrução com ares ambíguos

O Cáceres Património da Humanidade chega ao equador da liga regular/orientar acima das expectativas após sua má campanha passada, mas em dinâmica negativa (cinco derrotas nos últimos seis partidos) e a ‘cruz’ de perder os finais apertados

JAVIER ORTIZ 14/01/2020

Terminó a primeira volta para o Cáceres Património da Humanidade com um décimo posto graças a seu balanço de 8 vitórias e 9 derrotas. Provavelmente, melhor do que se esperava em pré-época, mas com o sabor amargo de ter piorado sua dinâmica no último mês, quando só/sozinho tem ganho um jogo/partido dos últimos seis. Estas são as chaves do acontecido… e do que pode acontecer.

Contra o lembrança duma época quase fatídica

Durante o que vai de campanha se esteve lutando contra o lembrança do acontecido na anterior, quando a equipa esteve em zona de descida/desmpromoção durante a maior/velho parte do ano e teve que esperar à última jornada para salvar-se. Tendo sofrido tanto/golo, qualquer cenário que o melhorasse ia a soar/tocar positivo. Tudo faz indicar que não tinha maior/velho músculo financeiro para construir o pessoal, o que obrigou a várias apostas por jogadores que não tinham experiência na LEB Oro.

Isso levantou algumas reservas, sobretudo após algum resultado feio em pré-época, mas em geral houve bastante pontaria. Ao plantel/elenco lhe custou um pouco/bocado pegar/apanhar as ideias do renovado treinador, Roberto Blanco, mas a partir da segunda-terceira jornada começou a transmitir mensagens otimistas e a somar vitórias mais a miúdo que a época anterior.

De facto, o sétimo triunfador se conseguiu na undécima jornada quando no exercício anterior não se alcançou até à {vigesimosexta}. Isso deu margem para a tranquilidade e inclusivamente também para sonhar com estar nos ‘{playoffs}’ de promoção depois de/após quatro anos de ausência. No entanto, uma rajada de três derrotas seguidas/continuadas –três delas por uma margem de 1-2 pontos-- travaram possíveis euforias. Ficava muito que remar ainda e não se podia perder a humildade.

Não tantos triplos e a defesa como sinal de identidade

Uma das principais reservas que levantou o Cáceres durante a preparação foi a suspeita de que ia a depender demasiado do tripla para funcionar {ofensivamente}. E foi assim, mas não tanto como se esperava. Com 24 tentativas por jogo/partido e um 33,1% de medida certa, a equipa está nas médias da liga, nem muito alto nem muito baixo. Sim é certo que o ataque flui especialmente quando há pontaria desde/a partir de longe, mas isso passa em todos os {baloncestos} de mundo, mas se encontraram mais formas de encontrar a canastra, como os bolas ao poste para {Arkeem} Joseph e Jorge Bilbao e penetrações e tiros/lançamentos a média/meia distância dos exteriores.

A característica principal foi mais bem a defesa: quando se conseguiu proteger bem o aro próprio em faixas mais ou menos longas dos partidos, o extremenho foi um conjunto/clube temerário. Os 71,4 pontos encaixados por encontro só/sozinho os melhoria o segundo classificado, o {Detelco} {GBC} (68). Isso sim: se esqueceu-se de defender, a consequência foi perder, sim ou sim.

Uma plantel/quadro {coral} na distribuição do protagonismo

Poucas vezes no Multiusos se tem usufruído de um plantel/elenco no qual se reparta tantíssimo o tempo na pista: os dez jogadores que formam agora o pessoal estão entre os 24:33 em média de {Jordy} {Kuiper} e os 16:23 de {Sylvester} {Berg}, seu reserva. Outros casais estão equilibradas: 21:57 de Aitor Zubizarreta e 20:42 de Ricardo Úriz; 22:47 de {Arkeem} Joseph e 16:53 de Jorge Bilbao…

Se costuma utilizar/empregar quase sempre o mesmo quinteto, mas o peso não recai estritamente em ninguém duma forma determinada. O demonstra também que três homens estejam quase empatados como máximos anotadores: 10,6 pontos de Úriz, 10,2 de Joseph, 10,1 de {Rakocevic} e 9,4 de {Kuiper}.

A única nota discordante desta ideia foi {Kosta} {Jankovic}, que não terminou de pegar/apanhar seu {rol} e acabou absorvido pelo empurre de {Berg}. Sua situação acabou resultando incómoda, sendo a rescisão do contrato a consequência lógica. Agora falta por ver se seu substituto, que não termina de fechar-se, encaixa bem no ecossistema consolidado. Em princípio, terá um perfil similar.

A grande cadeira pendente são os finais apertados

Se há um ponto preto no Cáceres 2019-20 é o mau que está resolvendo os finais de jogo/partido apertados. Perdeu os quatro encontros que se decidiram por um ou dois pontos de diferença, algum deles em circunstâncias bastante duras. Contra Ourense, recebeu uma canastra debaixo do aro à falta de pouco/bocado mais de um segundo e não teve os suficientes reflexos de pedir um tempo morto para tirar de meio campesinato (68-69). Em {Palencia} teve posse para ganhar tanto/golo no fim do tempo regulamentar como da prorrogação e se desaproveitaram (87-86). E contra Alicante nem se conseguiu levantar o último tiro com 63-65 no marcador. Mais {defendible} foi cair na pista do campeão da primeira volta, o {Carramimbre} Valladolid (77-76) depois de/após ir a reboque durante os 40 minutos.

No outro pólo, o mais elogiável foi certamente o {pegajoso} que é este plantel/elenco. Não se {descuelga} praticamente nunca dos partidos, não baixa os braços nem os dá por perdidos. E também melhorou sua eficácia fora de casa, habitual {sima} no passado, chegando a acumular três triunfos seguidos/continuados a domicílio ({Breogán}, Lleida e {Castellón}), algo muito pouco/bocado visto nesta nova etapa do clube.

O desafio é {reenganchar} a boa parte da hobby/adeptos

Os bons resultados do primeiro terceto de competição provocaram que alguns adeptos que tinham deixado de ir ao Multiusos lhe dessem uma nova oportunidade ao Cáceres. Esse é o caminho que procura o clube: recuperar a uma inchada que na altura própria foi {numerosísima} e apaixonada e que agora se tem que conformar com não sofrer na LEB Oro.

À equação se lhe pretende acrescentar/adicionar a condição de entidade que se apoia em suas categorias inferiores, mas, retirando a grande aparecimento de {Berg}, os jogadores do filial do filial, o Torta del Casar, têm tido orientado a {echar} uma mão nos treinos. Está por chegar o dia no qual um {canterano} tenha peso específico. Enquanto, a auto-exigência de oferecer uma boa imagem a nível institucional se mantém como repto/objetivo constante, alimentando numerosas atividades sociais para além de o desportivo em si.