El Periódico Extremadura | Domingo, 17 de novembro de 2019

{Solvia} tira a leilão a parcela recriativa do antigo matadouro

O prazo é até à meia-noite de quinta-feira. Ontem não tinha registada nenhuma pedido/solicitação. Um empresa se tem dirigido à Câmara Municipal interessando's em desenvolver o terreno

JOSÉ LUIS BERMEJO caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES 09/10/2019

Solvia tem tirado a leilão a parcela do antigo matadouro. O terreno é propriedade do {Sareb}, segundo confirmaram ontem fontes da imobiliária encarregada da venda do terreno. O prazo para a apresentação de ofertas se fechará a meia-noite de quinta-feira. A dia de ontem ainda não tinha nenhuma oferta registada, segundo as fontes consultadas, que precisaram que entre as condições que devem cumprir as empresas interessadas está a de acreditar a disposição de um milhão de euros para a compra do chão.

Esta parcela está pensada para usos recriativos, segundo as condições do plano geral de urbanismo. Embora se permitem usos comerciais, os mesmos não podem estar individualizados dos recriativos, mas têm que fazer parte da mesma edificação ou centro de lazer. Não caberia um parque de medianas empresas como tal (como noutras zonas comerciais planificadas no plano geral) com naves destinadas em exclusiva a usos comerciais.

A superfície da parcela é de 30.810 metros quadrados e a edificabilidade é de 26.248 metros quadrados, segundo a ficha do plano geral de urbanismo de 2010, que é o que está em vigor. A Câmara Municipal chegou a tramitar uma modificação do plano geral para dar mais peso aos usos comerciais face aos recriativos, uma mudança que não prosperou devido a que se arquivou o processo ao desistir os promotores do desenvolvimento do projeto. Este foi o segunda tentativa para transformar a parcela, depois de/após que também não tivesse prosperado o primeiro, que enfrentaram os três empresários cacerenhos que compraram este terreno junto ao Carrefour faz quinze anos.

Diretivos da empresa Serviços E Investimentos Em {Gla} reuniram-se na passada semana com representantes da Câmara Municipal para mostrar seu interesse/juro por desenvolver este terreno com um projeto comercial. Segundo se detalha na sua página web, esta empresa é uma sociedade de promoção, desenvolvimento, serviços e investimentos em ativos imobiliários de carácter comercial e {dotacional}, entre os que destaca a promoção duma trintena de centros comerciais em localidades espanholas.

A Câmara Municipal tirou à venda esta parcela faz quinze anos para que se convertesse no centro de lazer da cidade. O recriativo foi e é seu principal uso, embora em posteriores mudanças da norma urbanística tem ido aumentando o comercial. Segundo o plano de urbanismo, a este fim se destinam 5.554 metros quadrados edificáveis dos 26.248 da parcela. Quando se tramitou a modificação do plano, que não chegou a prosperar, se pretendeu que a edificabilidade comercial se dobrasse e chegasse aos 10.054 metros quadrados. Além disso parte da edificabilidade (7.536 metros quadrados) permitida se tem que destinar a uso hoteleiro.

PROJETOS / Há dois projetos de desenvolvimento de novo chão comercial que se iniciaram na passada legislatura, um é o sector da feira, que é o de maior tamanho, e outro é o parque de medianas empresas junto ao {híper} de Carrefour e a avenida do Caminho de ferro. O primeiro conta com um programa de execução aprovado, o segundo ainda não.

A cavalo entre o anterior mandato e o atual há uma terceira iniciativa que resgata o uso da parcela comercial de Novo Cáceres. Se apresentou a consulta de viabilidade e provavelmente se aprovará sua declaração na comissão informativa de Urbanismo que reúne-se amanhã. A este terceiro projeto soma-se o interesse/juro por desenvolver a parcela do antigo matadouro, que se diferença das anteriores iniciativas em que o uso do terreno é mais para fins recriativos que comerciais e que ainda não tem nem agrupamento de interesse/juro urbanística constituída nem consulta de viabilidade apresentada.

Perguntado/questionado ontem por projetos empresariais como o de Novo Cáceres, o do antigo matadouro e a possível alargamento do espaço ocupado por {Aki} para uma nova nave comercial, o presidente da Câmara Municipal, Luis Salaya, manifestou que «todos os projetos que se apresentam não sairão adiante», para além de sublinhar que o facto/feito de que «se apresentem projetos com a intenção de que tenham uma viabilidade empresarial não significa que a vão a ter. O que sim se vão ter é todas as facilidades da Câmara Municipal para poder/conseguir sair adiante», enfatizou ontem Salaya em declarações recolhidas por Efe.