El Periódico Extremadura | Quinta-Feira, 22 de agosto de 2019

Dois dos quatro faixas de rodagem de Virgem de Guadalupe se limitarão a 30 {km}/h

As vias laterais terão reduzida sua velocidade e se partilharão pelos condutores e os ciclistas. As duas centrais serão de 50 quilómetros. A juízo da Câmara Municipal, se descongestionará o trânsito

MIGUEL ÁNGEL MUÑOZ caceres@extremadura.elperiodico.com CÁCERES 17/07/2018

Antes de Navidad el Ayuntamiento de Cáceres quiere haber cumplido su objetivo de finalizar la reforma de la avenida Virgen de Guadalupe, umas obras que previsivelmente começarão em finais de Agosto, segundo avançou ontem a este diário/jornal o vereador de Participação Cidadã, Víctor Bazo. O projeto da equipa de governo que lidera Elena Nevado inclui quatro faixas de rodagem em ambos sentidos, a novidade é que os dois laterais, os que estão junto aos estacionamentos, terão uma velocidade limitada a 30 quilómetros por hora e serão de uso partilhado entre condutores e ciclistas. Os dois centrais serão de 50.

A reforma de Virgem de Guadalupe é um dos projetos mais ambiciosos desta legislatura. Está cifrada em 550.000 euros, um investimento à que temos de acrescentar os mais de 200.000 que se empregaram na rede de saneamento. Víctor Bazo enfatizou que a avenida sofrerá uma mudança «radical e necessário». A via suporta um volume diário/jornal de trânsito que ronda os 15.000 veículos. A juízo do vereador, a obra servirá para descongestionar a circulação/trânsito. Além disso, se conservam as linhas de estacionamento a ambos lados, aumentando o número de praças/vagas e alargando os acerados, que com a obra disporão de mais de quatro metros.

Outra grande mudança tem a ver com o passeio central, onde se conserva a linha de palmeiras e flores da época. A isso se acrescentará um nova iluminação, abaixo do arborizado, que dará «mais luminosidade ao ambiente», que se dotará também de mobiliário urbano. «As pessoas vai-se a alegrar e o vai a agradecer bastante», apontou o vereador.

Obra igualmente próxima será a de {Moctezuma}, antiga procura de vizinhos. Em 2017 se executou uma primeira fase que rondou os 600.000 euros, que se investiram na renovação da rede de saneamento em {Caupolicán}, cuja passeio/calçada dos ímpares se fez mais acessível. Em finais de Agosto se acometerá a segunda fase com 350.000 euros para reparar problemas de iluminação, acerados e acessibilidade nos pares de {Caupolicán} e limítrofes, como {Atahualpa} e {Mulhacén}.

Tal como já informou este diário/jornal, a mesa de Contratação, reunida na amanhã de sexta-feira passado, procedeu à avaliação do procedimento convocado para a contratação das obras de reforma integral da avenida Virgem de Guadalupe, desde a rua Vem até {Gil} {Cordero}.

EMPRESAS / A dito concurso, com um orçamento de licitação de 576.000 euros, têm concorrido um total de 15 empresas, com uma das ofertas numa possível baixa temerária. Perante esta circunstância se acordou dar um prazo de cinco dias úteis para justificar dita baixa e proceder a realizar proposta de adjudicação.

O segundo dos pontos tratados na mesa foi o da contratação das obras de acondicionamento e melhorias de acessibilidade no bairro de {Moctezuma}. A este concurso se apresentaram um total de 10 empresas e, como no caso anterior, se produziu uma possível baixa temerária, pelo que se deu um período de cinco dias para justificar a oferta. Uma vez se justifique, ou não, se procederá à adjudicação da obra. Para a concessão do projeto à empresa, no caso de Virgem de Guadalupe se terá em conta a oferta económica, o prazo de garantias e as melhorias no mobiliário. Em {Moctezuma} se valorizará especialmente a oferta económica.

A obra de Virgem de Guadalupe contou com a oposição/concurso público da associação Cáceres Verde que tem alertado da «destruição do património verde urbano» com a retirada de «até 78 árvores» da centralizadora via. Neste sentido, a presidenta da Câmara Municipal, Elena Nevado, reiterou em várias ocasiões que «as {acacias} não vão a perder» mas «se poderão transferir a outras zonas» da cidade em outono, o momento de plantação adequado para fazê-lo.

Tal como já publicou este jornal, a presidenta da Câmara Municipal insistiu que antes de executar as obras, seu plantel/elenco de governo abriu um diálogo com vizinhos/moradores e comerciantes, os mais afetados pela intervenção, e se chegou a um consenso sobre/em relação a a reforma da avenida, entre três projetos diferentes.

No entanto, desde Cáceres Verde lamentaram que a Câmara Municipal não tivesse em conta nenhuma das seis propostas alternativas que fizeram, faz mais de um ano. O coletivo, em declarações a este diário/jornal, disse que em Cáceres, «prima o asfalto sobre/em relação a os árvores» e considerou que a avenida não será um passeio mas uma via rápida.

As obras da avenida Virgem de Guadalupe se unem ao projeto de melhoria que o gabinete de Elena Nevado início com a "pedonalização" da rua São Pedro de Alcántara, uma atuação enquadrada dentro do Plano Estratégico para o Comércio Local que foi elaborado pelo Ayuntamiento de Cáceres e que contou com um orçamento de um milhão de euros.

São Pedro de Alcántara foi uma das 68 medidas que contemplava esse plano, criado com o objetivo de atender, disse a presidenta da Câmara Municipal nesse momento, de atender a uma «procura histórica» com o fim de «revitalizar» esta área comercial. Após as obras de reforma a rua tornou-se num foco de reunião cidadã e de melhoria do comércio, com o colonato de novas franquias.