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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 19 de outubro de 2018

A voz de mulheres e meninas com deficiência

A extremenha Ana Peláez, natural de Zafra, implantará na ONU seu programa de defesa dos direitos com visão de género e inclusivo

REDACCIÓN
09/06/2018

 

É a primeira pessoa com deficiência que fará parte do comité da ONU contra a discriminação. E é extremenha, nomeadamente da localidade de Badajoz de Zafra (onde nasceu em 1966 e {adonde} vai cada vez que pode; agora permanece em Nueva York). Ana Peláez acaba de fazer história graças o apoio de 153 dos 193 Estados membros de Nações Unidas para desenvolver um programa dentro do Comité de Direitos das Mulheres com uma clara visão de género e inclusivo.

Peláez (nasceu cega), que é além disso conselheira executiva de Relações Internacionais da ONZE, vicepresidenta execútavel da Fundação {CERMI} Mulheres e vicepresidenta do Fórum Europeu da Deficiência ({EDF}), tem conseguido um largo apoio dos países signatários da {CEDAW} (em suas siglas em inglês), que têm apreciado nela «a representação genuína» dos interesses, procuras e desejos das mais de 600 milhões de mulheres e meninas com deficiência que existem no mundo, uma parte fundamental da população feminina que até agora não tinha voz direta e própria neste mecanismo de Nações Unidas.

Sua nomeação significa um avanço para a visibilidade, presença e toma de consciencializa relativamente a elas, bem como a incorporação definitiva às questões de género da perspectiva inclusiva da deficiência.

Ana Peláez se converte assim numa voz mundial contra o que ela chama «discriminação {múltiple}». Terá um mandato de quatro anos em seu novo cargo.

Uma de cada cinco

Segundo a ONU, uma de cada cinco mulheres tem deficiência e apesar de supor uma quinta parte dessa população, «nem as políticas gerais de deficiência nem as políticas que se dirigem aos assuntos de mulheres ou de igualdade de género as tomam em consideração», tal como manifestava ela mesma numa entrevista.

Peláez se licenciou ao mesmo tempo em dois corridas/cursos: Ciências da Educação e Psicologia, na Universidade de {Sevilla}. É só/sozinho um exemplo que evidencia sua vontade de aprender e crescer. De facto, se tem ido especializando até converter-se numa das peritas internacionais mais importantes quanto a mulher e deficiência.

Desde há duas décadas, se encarrega de assessorar a governos e à sociedade civil para que se cumpra a plena inclusão e se respeitem os direitos humanos.

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