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A volta à barra/balcão do bar

Arranca na região a Fase 3 com um timidíssimo reencontro com o interior dos locais e as reservas dos hoteleiros pelas restrições de lotação H «Este é meu sítio, a tenho {echado} de menos e o primeiro dia não podia faltar», sustenta um dos clientes

 

Regresso 8 Luis Miguel Álvarez bebe uma ‘cana’ esta segunda-feira na barra/balcão do bar do {Ascarza}, em Badajoz. - SANTI GARCÍA

Desescalada 8 Un cacereño lee EL PERIÓDICO {EXTREMADURA} mientras se sirve una {cocacola} en la ‘nova’ barra/balcão de um local em Cáceres. - FRANCIS VILLEGAS

G. GUERRA / A. M. R.
09/06/2020

Si já o cantava Gabinete {Caligari}. «Bares / que lugares / tão agradáveis para conversar». E com razão. E se nesse imaginário da música vêm à cabeça, de repente, milhares de canções sobre/em relação a eles é porque em suas barras se têm forjado milhares de conversações fortuitas, amizades esporádicas, e quem sabe, algum amorio inesperado. Os bares representam a normalidade em sua máxima expressão. O dia-a-dia. Assim, no meio de um tranze que os tem destinado ao fecho, aos poucos, recuperam sua vida e com ela, recuperam a sua seus {parroquianos}. Os que nunca falham na hora do café ou a cana e que, desde/a partir de esta segunda-feira, com as boas-vindas/bem-vinda à fase 3 na Extremadura, têm podido encontrar-se novamente com a barra/balcão. Isso sim, com a máscara obrigatória. Até agora já podiam consumir em terraço ou nas mesas do interior, mas afastados da zona privilegiada junto ao empregado de mesa.

Em Cáceres, Juan Carlos pede o de sempre. Café com gelo e limão. No bar {Poppy}. Conversa com o empregado de mesa e o resto de clientes, a uns metros. Ontem regressou a sua rotina. «É a costume, me tomo o café aqui, na barra/balcão, e ao estreitamente», sustenta. Vive junto à praça de touros e trabalha no reciclagem de papel, para ele não houve quarentena, e reconhece que {echaba} de menos «esse momento de pausa». Em Badajoz, Luis Miguel Álvarez faz o próprio. «Eu sou adepto à barra/balcão, é uma questão de hábitos, de gostos, de boa companhia, de muitos fatores. Chão visitar só/sozinho esta barra/balcão, este é meu sítio. A tenho {echado} de menos e o primeiro dia não podia faltar. Foi premeditado e com aleivosia. Os dias nos que não esteve aberto o bar, como é lógico não tenho vindo, mas o primeiro dia que abriram o velador, me fui encostando às mesas interiores o fim-de-semana passado e hoy tocava por fim barra/balcão. Pouquinho a pouquinho», põe a manifesto.

Em toda a região, os assíduos como Juan Carlos e Luis Miguel não quiseram perder a oportunidade de voltar a sua rotina mas o certo é que esse reencontro com as barras foi ainda tímido pelo temor. Na capital cacerenha, a maioria dos clientes preferiu por enquanto os espaços abertas das terraços e em Badajoz ontem também não foi fácil encontrar ao meio-dia a pessoas apoiadas nas barras dos bares, porque a maioria seguem/continuam optando pelas terraços, convidados pelo bom clima e pela segurança que proporciona a distância de separação. Mas é precisamente a proximidade o que convida a muitos clientes a preferir as barras às mesas. Sobretudo quando vão sós aos bares. Na barra/balcão existe a proximidade com o empregado de mesa, que convida à conversa, segundo contava um barman do {Ascarza} enquanto conversava com um dos seus clientes.

Este novo passo na {desescalada}, embora aplaudido, coincide também com certas reservas dos hoteleiros pelas restrições de lotação. Por seu lado, Francis Refolio, proprietário de vários estabelecimentos de hotelaria expõe que «é um erro abrir as barras» enquanto se mantenham as limitações entre clientes. «Tradicionalmente é um elemento social e agora tens que escrever uma carta se {quieres} falar com alguém», anota. À margem, Juan Carlos e Luis Miguel já puderam ontem recuperar uma parcela que o coronavirus lhes tinha roubado. E só/sozinho isso já merece um brinde.