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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

Vara estende a mão para fixar uma postura comum sobre/em relação a o financiamento autonómica

Sobre/em relação a Catalunha, advoga por um «largo consenso»: «Dentro da lei se pode falar de tudo», afirma. Propõe um debate monográfico na Assembleia para recolher as propostas de PP, Podemos e {Cs}

ROCÍO ENTONADO
08/09/2017

 

O tempo de esperar em silêncio se esgotou». Extremadura celebra seu dia com a reivindicação de um comboio digno, mas também com o olhar posta na unidade de Espanha perante o processo soberanista catalão, a reforma do sistema de financiamento autonómico e preocupado pelo desemprego, a violência machista ou a emigração de suas jovens. Reptos/objetivos aos que fazer frente e que ontem ecoaram na Assembleia, que por terceiro ano voltou a vestir-se de gala para acolher os atos institucionais do Dia da Extremadura. Autoridades políticas, civis e militares deram-se cita/marcação/encontro no hemiciclo para comemorar à região e defender o orgulho de ser extremenhos.

O presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, estendeu à mão aos grupos parlamentares, os sindicatos e o patronato para fixar uma postura comum face a a reforma do sistema de financiamento autonómico, que será um dos capítulos que nos próximos meses marcará a atualidade política espanhola e, junto ao comboio, também a extremenha. «{Apelo} à capacidade de mobilização da nossa terra. O que não façamos nós por nós mesmos, ninguém fá-lo-á», disse o presidente.

Fernández Vara recordou que a reforma do sistema de financiamento autonómico se {aboradará} «mais cedo que tarde» e para fixar uma posição comum e defender os interesses da região nesta senda que não será fácil de transitar apresentou aos grupos parlamentares a celebração de um debate monográfico com o fim de somar as propostas de PP, Podemos e Ciudadanos. Tudo isso, além disso, no seio da {conciertación} social com os sindicatos e o patronato extremenho.

O Executivo não tem ainda uma postura definida em relação, mas Fernández Vara já tem avisado que a batalha pela novo financiamento autonómico será «a cara de poucos amigos». Em várias ocasiões insistiu em que antes de proceder a repartir os recursos temos de apresentar-se questões como «que saúde queremos», porque é impossível {deslindar} a quantia dos fundos do destino dos mesmos. Além disso, também se deverão abordar fatores como o peso da dispersão geográfica ou o envelhecimento na distribuição dos recursos. Nesse sentido já o porta-voz socialista, Valentín García, pediu no seu discurso de ontem ao Governo central que não se abandone às regiões pouco/bocado povoadas.

O debate será iminente, pois está previsto que já neste mês as comunidades passem a analisar o relatório/informe que tem elaborado o grupo de peritos {desginado} pelo Governo para rever o modelo atual. A negociação prevê-se tensa e difícil, sobretudo com o processo soberanista catalão de por meio, uma questão que também preocupa na Extremadura. Tanto/golo Fernández Vara como os grupos parlamentares (a exceção de Podemos) referiram-se ao assunto ontem nos seus discursos.

DESAFIO CATALÃO / O presidente advogou pelo consenso e defendeu que «dentro da lei se pode e se deve falar de tudo». «A Espanha das autonomias se começou a construir sem projeto básico nem de execução e chegou o momento de procurar largos consensos para terminar o prédio. Mas fuera da lei não pode nem deve ter nada porque significa a falência do Estado de Direito que {definede} e proclama nossa Constituição», sentenciou Fernández Vara.

O mais combativo neste assunto foi o ex-presidente e líder do PP, José Antonio Monago, que defendeu que a unidade de Espanha é «uma obrigação» perante desafios como o terrorismo jihadista ou o independentismo catalão e que nem o Estatuto de Autonomia de Extramadura nem a Constituição devem ser «calcados». Por seu lado, a deputada de {Cs}, Vitória Domínguez, assegurou que em Catalunha se tem visto «o que faz um Parlamento vergonhosamente quando se incumprem as leis democráticas e as sentenças dos tribunais».

A luta contra as alterações climáticas e o repto/objetivo demográfico foram outras das questões às que Fernández Vara referiu-se no seu discurso, onde também recordou aos jovens que estão fora e pelos que trabalha «para que um dia possam voltar». Recordou também às vítimas do terrorismo jihadista e lançou uma mensagem a favor da igualdade de género e contra a violência machista. «Me sinto orgulhoso de muitas coisas desta terra, mas sobretudo, de ver a mudança operado na presença da mulher em postos de responsabilidade», concluiu.

A OPOSIÇÃO/CONCURSO PÚBLICO / Embora a principal reivindicação pelo Dia da Extremadura era um comboio digno, Monago também quis deixar claro no seu discurso que «o principal problema» da Extremadura é o desemprego. «Há mobilizações que são legítimas, mas não mobilizar-se pela prioridade diminui lógica a outras reivindicações», disse o popular, para quem «não é casual» que hoje seja o primeiro Dia da Extremadura de toda uma década sendo líderes em desemprego em Espanha e Europa. Na mesma linha, o porta-voz de Podemos, Álvaro Jaén, assinalou que Extremadura hoje «não tem nada que celebrar», pois há 560.000 conterrâneos que têm tido que emigrar. «Todos os dias deveríamos {recordar} essa Extremadura fragmentada em 560.000 pedaços», afirmou.

Também tomou a palavra a presidenta da Assembleia, Branca Martín, quem reivindicou «um comboio do século XXI por justiça» para Extremadura, que «se merece avançar em consonância com os tempos». Martín aproveitou também a ocasião para, uma vez mais, «plantar a bandeira da igualdade», no seu entender «a mãe de toda evolução social».

O ato, que abriu-se com o hino de Espanha e se fechou com o da Extremadura, esteve presidido pela delegada do Governo na Extremadura, Cristina Herrera; o presidente do Tribunal Superior de Justicia de Extremadura, Julio Márquez de Prado; os presidentes das assembleias provinciais de Cáceres e Badajoz, Rosário {Cordero} e Miguel Ángel Gallardo, e o presidente da Câmara Municipal de Mérida, Antonio Rodríguez Osuna. Em primeira fila, entre outros muitos, o ex-presidente Juan Carlos Rodríguez Ibarra. Fora, umas 50 pessoas de diferentes coletivos sociais se manifestaram pela modernização do comboio, o fecho definitivo da central nuclear de Almaraz e o cumprimento da lei {LGTBI}.

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