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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 19 de septembro de 2018

{Unai} Surdo defende legislar contra a precariedade e a temporalidade

«Espanha não vai a competir pela via de pagar ordenados de 700 ou 800 euros», {arguye}. «Faz falta sair desta espiral de desigualdade», assegura o líder sindical

REDACCIÓN
11/01/2018

 

O secretário-geral de CCOO, {Unai} Surdo, indicou ontem que, para além de a derrogação da reforma laboral, já do tratar-se é de legislar contra a precariedade e o abuso da temporalidade no emprego. Surdo, quem interveio num ato com uns 400 delegados de CCOO na Extremadura para analisar a situação {socieconómica} da região e de Espanha, apontou previamente aos meios que «já não trata-se só/sozinho de derrogar as reformas laborais». No seu entender, a legislação laboral que existia antes de 2009 também não era a desejável, já que Espanha antes da crise tinha taxas de temporalidade acima de 30%, pelo que se faz necessário que «este país mude a forma na qual se gere a contratação e não pode ser que as empresas de forma sistemática recorram às práticas mais {precarizadoras} do emprego».

Nesse sentido, criticou que se recorra a contratos temporários, à utilização de falsos autónomos/trabalhadores independentes ou à externalização «simplesmente para reduzir custos salariais». {Unai} Surdo acrescentou que «tudo isto o tem provocado a legislação» com umas reformas laborais destinadas «a descer os ordenados e a desvalorizar internamente o país», informa EFE.

«Faz falta sair desta espiral de desigualdade» e para isso advogou por um «novo modelo laboral em Espanha», para além de especificar que não se trata de «voltar ao de 2009» mas a «inventar uma coisa diferente».

O dirigente sindical deixou claro que «Espanha não vai a competir no futuro pela via de pagar ordenados de 700 ou de 800 euros» e disse que «se alguém pensa que este país tem futuro assim, pois é não vê por onde vai o mundo».

No seu entender, muito pelo contrário, o que se necessita, para além de investimento produtivo e em tecnologia, é estabilidade no emprego, «pessoas que se vincule ao longo/comprido do tempo numa empresa e se forme para seguir/continuar trabalhando e sendo produtivo nela», argumentou.

«Nossa legislação foca e aponta justo ao contrário, a que sempre se quebre a corda pela parte mais débil, que é o precário e muitas vezes a precária, que é o falso autónomo/trabalhador independente, que é o trabalho externalizado que recebe um 30 %», {aguyó} Surdo, quem instou a «quebrar esta dinâmica», porque «é injusta e é além disso antieconómica». O dirigente de CCOO acrescentou que «isto o tem que entender o Governo e o patronato» e que para isso «lutará» seu sindicato.

«SINDICALISMO DE PROXIMIDADE» / Por outro lado, {Unai} Surdo destacou a aposta de CCOO pelo «sindicalismo de proximidade» e por lutar contra «a crescente desigualdade que se está instalando na sociedade espanhola».

Criticou que o modelo de saída da crise esteja baseado na precariedade do emprego e precisou que «não é nenhuma casualidade que Espanha, que está produzindo já os mesmos bens e serviços que produzia antes da crise, somente tenha recuperado o 70% por cento do emprego que tinha antes da crise».

Surdo denunciou, além disso, que a melhoria na produtividade além disso não esteja chegando aos salários, pelo que CCOO, insistiu, «quer protagonizar essa ofendida contra a desigualdade». O dirigente sindical deixou claro que «ou em Espanha há uma subida generalizada dos salários, ou este país tem um problema de justiça social mas vai ter também um problema de sustentabilidade económica».

Por seu lado, a secretária geral de CCOO na Extremadura, Encarna Chacón, denunciou a situação de «máxima precariedade» que vive a região e destacou a importância de pactos como o da subida do {SMI} para comunidades autónomas como a extremenha, para além de adiantar que 2018 vai ser «um ano de luta, um ano intenso» para chegar aos objetivos que persegue o sindicato.

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