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El Periódico Extremadura | Domingo, 20 de outubro de 2019

Umas 8.700 pessoas recebem atenção por dependencias, na sua maioria tabaco e álcool

As campanhas de sensibilização têm conseguido chegar a 190.000 jovens

EFE
09/10/2019

 

Um total de 8.745 pessoas foram atendidas na Extremadura durante 2018 por dependencias com e sem substância, na maioria dos casos ao tabaco e o álcool, já que seu consumo é legal e «está interiorizado na cultura». O mapa de dependencias na região se carateriza pelo «policonsumo», encabeçado pelo tabagismo e alcoolismo, aos que soma-se o consumo doutras substâncias como o canábis, «muito mitificado na rua e entre jovens, que o consideram uma substância terapêutica que lhes ajuda a estudar, descontrair-se, e inclusivamente a ter mais força no desporto».

Assim o explicou ontem a secretária técnica de Toxicodependência, Pilar Morcillo, em declarações aos meios no quadro duma reunião com presidentes da câmara municipal e vereadores de câmaras municipais extremenhos para informar-lhes acerca das linhas de trabalho na prevenção de dependencias. Ao ato também foi a diretora-geral de Saúde Pública, Pilar Guijarro; o presidente do Comité Autonómico a Cruz Vermelha na Extremadura, Jesús Palo; e o presidente da Federação de Municípios e Províncias da Extremadura ({Fempex}), Francisco Buenavista.

Morcillo assinalou que, no âmbito da prevenção, as campanhas de sensibilização ocasos em marcha chegaram a um total de 190.000 jovens, entre elas dois protocolos de confiscação e suspeita de substâncias delituosas em centros educativos, especialmente de Ensino secundário, que envolvem a «um monte de profissionais». Estes planos de deteção e prevenção de dependencias entre jovens se dirigem de forma igualitária a jovens e raparigas dado que antes as mulheres estavam mais afastadas do início de consumo a idade precoce, mas nos últimos anos se tem equiparado ao dos homens.

Morcillo também referiu-se ao «impacto» que causam na rua os locais de jogo presencial, embora, segundo os dados da Junta, «o principal problema está no dispositivo telemóvel que permite aos jovens aceder de forma online». Neste sentido, Palo assinalou que a abertura destes locais tem provocado um aumento na dependencia ao jogo, pelo que se trabalha na sensibilização em centros escolares para evitar que os menores vão a estes centros.

Quanto à evolução das dependencias, disse que não existe uma tendência clara e variam em função das idades, de forma que nos últimos anos se tem observado um aumento no consumo de tabaco e álcool e têm regressado ao mercado substâncias como a heroína. Por seu lado, Buenavista salientou o trabalho das entidades locais na luta contra as dependencias com coletivos de risco como os menores e jovens.

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