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El Periódico Extremadura | Sábado, 23 de septembro de 2017

Um pai de Badajoz reclama no Congresso uma FP adaptada

A comissão apoia a petição/pedido: «agora passamos ao capítulo do quando se fará». «Minha filha quer ser cozinheira mas nem sequer pode conseguir o título da ESO»

G. MORAL
14/09/2017

 

{Ángela} {Fernánez} tem 15 anos e acaba de começar 4º de ESO num instituto/liceu de Badajoz. Quer ser cozinheira mas o sistema educativo público lhe impede aceder a um ciclo de Formação Profissional porque nem sequer lhe vai a outorgar o título oficial de Ensino secundário por muito que se esforce e supere todos os exames como até agora. Tem síndrome de {Down}, necessita adaptação {curricular} e não está disposta a renunciar a seu sono/sonho.

Desde que faz mais de um ano o seu pai, José María Fernández Chavero, lhe perguntou a que gostaria de dedicar-se, em seu ambiente empreenderam uma luta para que {Ángela} possa estudar cozinha e para que o resto de alunos com diversidade funcional possam escolher também seu próprio futuro. E essa luta incansável chegou ontem ao Congresso dos Deputados. José María Fernández não pôde acompanhar ontem a {Ángela} no seu primeiro dia de classe porque compareceu na Comissão de Políticas Integrais da Deficiência.

Sua petição/pedido é clara: que os estudantes que necessitam uma adaptação {curricular} e superem o curso possam obter o título de ESO, «que lhes seja reconhecido como a qualquer outro aluno», e que com este diploma oficial baixo/sob/debaixo de o braço possam seguir/continuar formando's dentro do sistema educativo público com uma Formação Profissional adaptada. «Eu não {vengo} a pedir presentes, o que quero é justiça. Sou consciente das dificuldades, mas sabem que o que peço se pode e se deve fazer, e o que peço é que permitam que se faça num prazo de tempo não muito longo/comprido. A FP adaptada é possível e me {ofrezco} desde minha experiência e inquietude a participar em seu design», reclamou ontem Fernández Chavero. Este professor de Filosofia incidiu em três máximas: que essa FP adaptada se possa cursar em centros ordinários, «porque falamos de inclusão»; que se adaptem seus contidos e a metodologia, «não falo de encurtar nem oferecer nada»; e que não tenha limite de idade para começar e terminar os estudos.

APOIO / Numa alocução emotiva, Fernández relembrou o dia que nasceram {Ángela} e seu irmão gémeo Manuel. Reconhece que aquela noite quando suspeitaram do Síndrome de {Down} derramaram mais duma lágrima e começaram a viver o presente. Manuel quer ser médico e poderá consegui-lo se estuda, mas {Ángela} não terá as mesmas oportunidades por muito que estude.

A petição/pedido deste pai a apoiam muitos outros cidadãos, municípios inteiros, a Asamblea de Extremadura e desde ontem também tem o apoio dos principais partidos do Congresso. «O capítulo dos apoios já o dou por fechado, agora começamos com o capítulo da temporalidade, de como e quando poderá ser uma {relidad}», valorizou Fernández após a comissão. Os principais grupos parlamentares assinalaram que é possível mudar a regulação para criar já essa FP adaptada embora desde o PP consideraram que melhor introduzir esta procura no pacto pela educação que se está negociando na atualidade.

Sem o título de ESO nem uma FP adaptada, a {Ángela} só/sozinho lhe fica decantar-se por alguma das quatro opções hoje permitidas para os alunos com diversidade funcional: solicitar praça/vaga num centro de educação especial, participar nalguma associação, repetir 4º de ESO ou cursar uma FP básica para obter o título de ESO que em princípio já teria cursado. Mas estas dois últimas opções «não são apropriadas desde o ponto de vista pedagógico porque não há fracasso escolar, as dificuldades linguísticas as {tratamos} com o logopeda e não há transtornos de conduta. Minha filha e seus companheiros não necessitam motivação mas adaptar contidos e metodologias», apontou ontem Fernández numa sala do Congresso.

E voltou a insistir: «A palavra deficiência discrimina as capacidades que tem. Têm vocês a possibilidade de emendar um erro, um esqueço, e fazer um sistema educativo mais justo com os que mais necessitam. Terminem com esta discriminação, ponham os meios necessários para formar profissionalmente a uns jovens estudantes, não deficientes, que não querem depender de ordenados e subsídios do Estado, que tem talentos e sonhos». Como o de {Ángela} por ter o título de ESO e converter-se em cozinheira.

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