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El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de janeiro de 2020

Um de cada cinco alunos da região estuda na concertada

O modelo implica financiamento com fundos públicos para uma gestão privada do centro. A percentagem se incrementa a um de cada três no caso de Ensino secundário e em cidades como Badajoz

R. SÁNCHEZ
08/12/2019

 

Foi a inaugurar um congresso de Escolas Católicas e disse claramente que os pais podem dar-lhe o tipo de educação que queiram a seus filhos, que essa liberdade existe, mas que a Constituição não avaliza o direito das famílias a escolher um ensino religioso ou um centro educativo. As palavras da ministra de Educação e Formação Profissional em funções, Isabel Celaá, ainda indignam à concertada, que sentiu estas declarações como um ataque direto.

Desde/a partir de Extremadura, o presidente da Confederação Católica Nacional de Pais de Família e Pais de Alunos ({Concapa}), Ángel Borreguero, expressou: «Agora mais que nunca estão sendo calcados nossos direitos». E acrescentou: «Queremos poder/conseguir educar a nosso filhos em liberdade e para que se dê isto têm que deixar-nos escolher centro».

DE NOVO, O DEBATE / O certo é que Celaá voltou a abrir o debate da concertada, um modelo que se financia com fundos públicos mas que depois leva a cabo uma gestão privada. A maioria têm detrás uma patronal religiosa.

Na região um de cada cinco estudantes vai a um centro deste tipo. Segundo os dados que facilita a Conselheria de Educação e Emprego deste curso 2019-2020, se há 166.755 alunos na Extremadura, 134. 644 assiste à pública (779 colégios e planeamento/planejamento repartido pela comunidade) e 32.111 à privada-concertada (104 centros).

Nessas cifras se incluem todos os níveis (Infantil, Primária, ESO, Ensino secundário, FP). Mas a percentagem no caso de Ensino secundário aumenta a um de cada três estudantes. A proporção também se incrementa em cidades como Badajoz.

Às declarações de Ángel Borreguero responde o presidente da Federação Regional de Associações de Mães e Pais de Centros Públicos ({Freapa}), José Luis Casado Delgado, que ocupa este cargo desde há algo mais de um mês: «Eu estou de acordo com que tenha dois modelos de ensino: a pública e a privada. E que cada família tenha a liberdade de escolher a qual quer levar a seus filhos».

«MAIS BARATO» / Delgado continua: «Em finais de os anos 80 os governos socialistas em lugar de criar mais colégios públicas o que fizeram foi concertar salas de aula, que resultava mais barato». E anota: «Na Extremadura temos um grave problema de natalidade, nos {quedamos} sem alunos, de maneira que o que temos claro é que se temos de fechar unidades, as primeiras devem ser as concertadas».

Também se expressa o porta-voz da Associação Docentes Ensino Concertado Extremadura ({Adecex}), {Victor} Rodríguez, quem defende as declarações da ministra: «Tem toda a razão», afirma. Ele o resume assim: «Se um centro tem boa fama, os pais querem levar a seus filhos ali; mas se começam a entrar alunos de outros bairros, pois já esse mesmo centro deixa de estar tão solicitado».

O que Rodríguez sublinha se exemplifica, entre outros casos, com o conflito habitual em Os Maristas de Badajoz, onde o curso passado uns pais denunciaram a outros por falsos recenseamentos para poder/conseguir aceder a este colégio.

O porta-voz de {Adecex} também põe o foco em que não todos os concentrados têm um selo religioso, os temos de são cooperativas de professores (há 15 deste tipo na região).

RESPOSTA DA JUNTA / ¿Que diz a Junta de Extremadura? «Em nenhum artigo se expressa que as famílias tenham liberdade para escolher o centro. Não é que o diga a Conselheria de Educação ou o Ministério, é o que reflete a Constituição Espanhola. O direito de eleição está recolhido na {LODE} (lei com a que se criam/acreditem os concertos) e na {LOE}», explicam.

E acrescentam: «O direito a escolher não significa que a Administração tenha que conceder obrigatoriamente praça/vaga na escola prioritário dos pais, mas se têm que aplicar uns critérios, os mesmos para a escola pública e a concertada, para ser feito a atribuição duma praça/vaga».

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