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Um {Cid} {Campeador} «inteligente e analítico»

Um ensaio histórico aprofunda no personagem de Rodrigo Díaz de Vivar desde/a partir de a perspectiva militar

 

O autor 8 David Porrinas. -

REDACCIÓN CÁCERES
17/01/2020

A História gosta e desperta interesse/juro nos leitores. Assim o tem comprovado o professor e investigador da Universidad de Extremadura David Porrinas González, cujo ensaio histórico O {Cid}. História e mito de um senhor da guerra, publicado pela editorial {Desperta} {Ferro}, vai pela terceira edição num mês e meio. Figura como um dos livros mais vendidos em {FNAC} ou Amazon.

Médico/ doutor em História pela UEx com a dissertação Guerra e cavalaria na plena Idade Média. Condicionantes e atitudes bélicas, Castela e Leão, séculos XI-XIII, dirigida pelo catedrático da UEx Francisco García Fitz, David Porrinas sempre se tem sentido atraído pela Idade Média e a cavalaria medieval.

Em sua obra define ao {Cid} {Campeador} como «um senhor da guerra, analítico e inteligente», que foi capaz de articular «um exército profissional híbrido de cristãos e muçulmanos». A estratégia de o {Cid} é «original», pois «nos {encontramos} numa época na qual não há exércitos profissionais nem permanentes e o {Cid} consegue articular um exército profissional», explica o autor numa entrevista. «É um líder militar, um senhor da guerra, inteligente, analítico, com uma grande capacidade de adaptação a circunstâncias mudáveis e adversas, e com uma visão bélica e estratégica global», assegura Porrinas.

No seu entender, o {Cid} «aproveita o estado de fraqueza dos reinos de Taifas para converter-se no único rei de taifas cristão». De facto, o {Cid} «governa Valência durante os quatro primeiros anos à maneira de um taifa muçulmano, aplicando o direito e as costumes islâmicos porque não tem contingente populacional suficiente para governar esse senhorio à maneira cristã». «Necessita à população autóctone para ser principado de Valência e poder/conseguir seguir/continuar recebendo tributos que necessita para ele e os seus», aponta.

O estudo desta faceta militar permite conhecer, tal como se revela no ensaio, os tentativas de vassalagem com o Papa para conservar o senhorio. Após a morte se seu único filho homem numa batalha contra os {almorávides}, «o {Cid} dá um giro/gracioso a sua atuação política dentro de Valência e começa a governar à maneira de um príncipe cristianismo, baixo/sob/debaixo de a proteção de um Papa que diretamente nomeia um bispo para Valência».

Sobre/em relação a se a imagem real dista muito da imagem literária que oferece Cantar de Meu {Cid}, Porrina considera que «bastante», pois a do poema é «a de um guerreiro idealizado». De facto, no Cantar «o assedio de Valência passa despercebido, enquanto muitas das batalhas largamente descritas são fictícias».