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Surto em Navalmoral: 20 contágios e ordem/disposição de busca do paciente zero

A pessoa que originou o contágio chegou por meio de Migrações sem saber-se que tinha {covid}-19 Além disso há 50 pessoas isoladas por prevenção e se têm {extremado} as medidas de vigilância

 

O conselheiro de Saúde e Serviços Sociais da Junta, José María Vergeles. - {JUNTAEX}

ROCÍO SÁNCHEZ RODRÍGUEZ
26/06/2020

Após o alvoroço formado em torno do aumento de contágios de Navalmoral de la Mata e as denúncias do PP, o conselheiro de Saúde e Serviços Sociais da Junta e vice-presidente segundo, José María Vergeles, deu ontem de manhã uma conferência de imprensa para explicar que ocurreu nesta localidade cacerenha. Segundo assinalou, a origem do surto está num pessoa procedente de Almería ({adonde} chegou em patera desde/a partir de o {Magreb}) que foi transferida a Extremadura através do programa de Atenção Humanitária e Proteção Internacional dependente da Secretaria de Estado de Migrações do Governo de Espanha. Foi o 24 de Maio e se desconhecia que estava contagiado de {covid}-19. «O dia 29 de Maio se produz um contacto desde/a partir de a secretaria de Estado de Migrações para dizer-nos que essa pessoa que chegou de Almería esteve em contacto estreitamento com outra pessoa transferida a Soria e que deu positivo na {PCR}. Nessa altura lhe fazemos a prova e {iniciamos} o estudo epidemiológico», explicou Vergeles.

A consequência: há 20 casos ativos de coronavirus em Navalmoral e 50 pessoas isoladas. «Delas 30 já deram negativo na {PCR} mas permanecem em isolamento por prevenção. Além disso, se deram quatro altas».

O titular de Saúde já falou ontem de «surto» na localidade cacerenha, embora disse que não gosta de a palavra pela alarma que gera. Esta vez fez referência a seis habitações/casas/vivendas (até agora falava de dois) nas que convivem estas pessoas. «Som quase todas jovens, com sintomas leves ou {asintomáticas}», assegurou.

Vergeles sublinhou que se sentia orgulhoso de dar sempre toda a informação e de dizer a verdade, mas não foi até quase acabar a conferência de imprensa quando, a perguntas dos jornalistas, informou de que esse paciente zero que tem originado o surto em Navalmoral de la Mata estava em paradeiro desconhecido e com uma ordem/disposição de busca e captura.

Afirmou que foram informados desta situação na quarta-feira. «Deu positivo em coronavirus faz já mais de 14 dias, pelo que provavelmente seja alta epidemiológica e seu {PCR} seja negativa, mas já está avisada a Delegação do Governo desta situação».

Perante o risco de alarma social, Vergeles recordou que não existe transmissão comunitária descontrolada em Navalmoral de la Mata e que por enquanto não vai-se a aplicar nenhuma medida de confinamento porque o vírus não tem saído desse grupo de {convivientes}: «Temos atuado desde/a partir de o princípio igual que se fora um surto. Há um incremento de casos positivos, tudo eles do ambiente {magrebí}, com vínculos de relação entre eles, não há transmissão comunitária descontrolada, de maneira que é totalmente falso que vamos a {reescalar} ali», insistiu o titular de Saúde.

A presidenta da Câmara Municipal de Navalmoral, Raquel Medina, voltou a chamar à acalma reiterando que «os contágios estão controlados». Já pediu que esta situação não se converta em «um surto xenófobo».

Em relação a que em Arroyo de la Luz com similar número de casos se decretou o isolamento social da população, Vergeles explicou que agora há mais meios, mais informação do vírus e mais coordenação policial, pelo que não considera necessária esta medida.

¿PORQUE É QUE VIAJOU? / Desde/a partir de o PP denunciaram que porque é que se fez este transferência em plenário/pleno Estado de Alarma quando ainda não se permitia a mobilidade interprovincial. Desconhecem que os transferências dentro de programas de atenção humanitária sim estavam autorizados por ser «essenciais». Não obstante, é certo que nesse processo falharam os protocolos sanitários, porque não se evitou o contágio. Perguntado/questionado Vergeles por como valorizava esta realidade, respondeu que é competência de Migrações, «não sou quem para valorizar se o estreitamente está bem ou mal», embora acrescentou que tivesse sido oportuno informar desta chegada para decidir que seguimento realizar.

Também não tem funcionado a vigilância do paciente zero, em paradeiro desconhecido.

Atualmente, entre Policia Municipal e Guardia Civil se estão intensificando as medidas de controlo.

DEFESA / A delegada do Governo na Extremadura, Yolanda García Seco, defendeu o processo da conselheria de Saúde e manifestou: «Hoje em dia também não se lhe estão a fazer provas a todos os cidadãos que vêm a Espanha, mas sim existem uns procedimentos como controlo de temperatura ou vigilância de sintomas; se se dá um caso positivo se faz um seguimento dos contactos e se lhes põe em isolamento. Portanto, o protocolo em Navalmoral é exatamente o mesmo que se se tivesse produzido em qualquer outro cidadão que tivesse vindo doutra província ou doutra comunidade autónoma».

Por seu lado, Vergeles apontou: «Entendo que a cidadania está preocupada e que as redes sociais chegaram para ficar e que detrás de elas estão os boatos. Mas os políticos devemos dar exemplo e perguntar-nos se é mais pessoa alguém que em lugar de entrar numa patera, o faz pelo aeroporto. Que esta crise sanitária não se converta numa crise social. Não é adequado que a direita e a extrema-direita estejam usando esta crise sanitária, não se merece-o a sociedade».

«{Atendemos} a pessoas -continuou o conselheiro-, e me dá igual a raça, a nacionalidade, a ideologia e a religião, {atendemos} a pessoas com maiúsculas, a isso nos {dedicamos}».

Do mesmo modo recordou: «Aqueles que acreditam que podem estar livres do vírus, que podemos temos uma normalidade, estão enganados: nos esperam entre seis meses e um ano onde vão a produzir surtos e focos ativos». De facto, em Espanha há agora mesmo 34 surtos repartidos por tudo o país. «Isto é o que nos espera na nova normalidade até que tenhamos uma solução farmacológica, seja em forma de tratamento ou em forma de vacina».

a parte diário/jornal / Também, o relatório/informe diário/jornal da direção geral de Saúde Pública de ontem notificou dois novos contágios na Extremadura: um na área de Saúde de Mérida e outro mais na área de Navalmoral, mas não relacionado com o grupo de {convivientes} do município, mas localizado na zona de saúde de Villanueva de la Vera.

Quanto aos casos suspeitos, teve 143 e se descartaram 151. Deram-se 57 altas epidemiológicas mais, o que eleva a 4.281 os pacientes que se têm curado na região.

A parte mais positiva é que cumprem-se duas semanas sem falecidos por coronavirus na comunidade e que os hospitais extremenhos seguem/continuam livres de pacientes de {covid}-19.

E em relação às residências de maiores/ancianidade, foco da pandemia, só/sozinho dois estão afetadas nestes momentos pelo vírus: Virgem da Montanha de Casar de Cáceres, e Os Pinheiros de Plasencia.

Estes centros contam com 11 pessoas isoladas (10 em Os Pinheiros após dar oito altas e 1 em Virgem da Montanha).

Desde/a partir de a conselheria de Saúde asseguram que som casos antigos aos que se lhe estão realizando as provas {PCR} «para poder/conseguir dar altas enquanto {negativicen}».