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El Periódico Extremadura | Domingo, 8 de dezembro de 2019

O SES começará a realizar o teste pré-natal não invasivo o próximo Abril

A prova é uma análise de sangue que poderia evitar o 70% das {amniocentesis}. A elaboração dos folhas de contratação tem atrasado a sua posta em marcha vários meses

ROCÍO ENTONADO region@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
02/12/2019

 

O Servicio Extremeño de Salud (SES) não começará a realizar às mulheres grávidas o teste de peneirado pré-natal não invasivo até ao próximo mês de Abril. Trata-se de uma análise de sangue que se realiza no fim do primeiro trimestre do gravidez para detetar anomalias genéticas no feto e evitaria por volta de do 70% das {amniocentesis}. Extremadura está atualmente entre as comunidades que não financiam esta prova (Madrid, Comunidade Valenciana ou Cantabria sim o fazem) e o SES anunciou no passado mês de Maio que ia a dar início.

No entanto, o processo se tem demorado mais do esperado pelo atraso na redação dos folhas de contratação e segundo confirmam fontes da Conselheria de Saúde e Serviços Sociais, não será até dentro duns meses quando definitivamente comece a funcionar nos hospitais da região. O investimento prevista para isso ascende a 138.600 euros.

O teste pré-natal não invasivo é uma análise de sangue que se realiza à grávida a partir da semana 10 para estudar os fragmentos do ADN fetal (da placenta, fundamentalmente) presentes no plasma materno, o que permite detetar {trisomías} e outras alterações {cromosómicas} no feto, por exemplo Síndrome de {Down}. Além disso, nos casos que se requeira, também pode determinar o sexo fetal sem margem de erro e o fator {RH-D}.

ATRASO DA MATERNIDADE / O atraso progressivo da a maternidade (quase o 8% das extremenhas dão a luz superados os 40 anos, face ao 3,7% de faz só/sozinho uma década) leva associado um maior/velho risco de {aneuploidías} (mudança no número {cromosómico}) e são cada vez mais as mulheres que têm que fazer frente à decisão de submeter-se a provas invasivas durante a gestação, o que acrescenta risco a seu gravidez. De facto, cada vez é maior/velho o número de positivos no programa de peneirado combinado atual, conhecido como tripla {screeening}. Este tem em conta a idade da mãe, as características {fenotípicas} do feto observadas na ecografia da semana 12 e os marcadores bioquímicos presentes na sangue materna.

Em caso de que o ginecólogo detete risco analisando estes parâmetros, agora é a própria {gestante} a que decide se vai a um laboratório privado para realizar o teste pré-natal não invasivo (seu custo supera os 500 euros) ou se submete a uma {amniocentesis} ou outros tipos de provas como a biópsia {corial}, segundo o caso. Provas, reconhece o SES, que «não são inócuas e levam associado um risco de perda {gestacional}».

Por isso, a intenção é substituir o tripla {screening} pelo teste de peneirado pré-natal não invasivo. Este se estenderá a todas as pacientes {gestantes} do SES (independentemente da idade) a partir da semana 10 de gravidez, «porque anteriormente a fração de ADN fetal em sangue materna pode ser ainda baixa». Os resultados se obteriam num prazo de entre 4 e 10 dias.

Não obstante, temos de {recordar} que a nova análise de sangue é um método de peneirado, não de diagnóstico, pelo que se atira um resultado positivo se necessita confirmação depois com uma prova invasiva. Além disso, existe uma percentagem de mulheres que, bem por apresentar um risco alto de {cromosomopatía}, bem por {malformaciones} ecográficas, ou por uma {translucencia} {nucal} determinada no feto, requerem da {amniocentesis}.

FALSOS POSITIVOS / O SES explica que o tripla {screening} se tem consolidado em quase todas as comunidades como prova de peneirado pré-natal e conseguiu melhorar a deteção de anomalias {cromosómicas}, mas ainda há uma percentagem de falsos positivos em dito peneirado que gera a realização de provas invasivas desnecessárias com os efeitos adversos consequentes.

Esse percentagem de falsos positivos vem a ser de um 5% e a taxa de deteção ronda o 93-96% em condições ótimas, enquanto o teste pré-natal não invasivo apresenta uma taxa de falsos positivos inferior ao 0,1% e uma taxa de deteção superior ao 99%, «razão pela qual esta técnica nos tem aberto um campo que nos obriga a reconsiderar-nos nossa estratégia de peneirado atual», detalha.

Tendo em conta esta circunstância, o SES estima que com a realização do teste de peneirado pré-natal não invasivo às grávidas extremenhas poderiam suprimir umas cem {amniocentesis} anualmente, mais do 70%.

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