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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

A região, única na qual os automóveis diesel foram os mais vendidos em 2018

Se matricularam 7.518 unidades, um 16,8% menos que em 2017, mas mais que as 7.187 de gasolina. Em Espanha, a quota de mercado dos veículos de gasóleo se reduziu ao 35,8% no passado ano

REDACCIÓN epextremadura@elperiodico.com CÁCERES
07/01/2019

 

Por muito pouco/bocado, mas as vendas de automóveis e todo-o-terreno diesel na Extremadura conseguiram exceder no 2018, provavelmente já pela última vez, às dos veículos de gasolina. Fizeram-no apesar de sofrer um descalabro importante, de quase o 17%, lastradas por vários escândalos de {trucajes} nos teste de emissões por parte dos fabricantes, as críticas de aqueles que consideram esta tecnologia muito poluente e a ameaça de que os incrementos da fiscalidade vão a cevar especialmente com este combustível a muito curto prazo.

Foram apenas 331 unidades de diferença a favor do gasóleo (7.518 frente a 7.187) mas que converteram à extremenha na única comunidade de toda Espanha onde este carburante não foi desbancado do primeiro posto das vendas de automóveis. Em autonomias como Catalunha, Navarra, o País Basco, A Rioja, Comunidade Valenciana ou Castela e Leão a comercialização de automóveis de gasolina duplicou ou esteve perto de fazê-lo à dos diesel, por não falar de Canárias e Baleares, onde as multiplicaram por sete e por quatro, respetivamente. No acrescentado nacional, o gasóleo somou um 35,8% de quota de mercado.

Carlos Venegas, gerente de Grupo {Maven} e Filhos, companhia que conta com diferentes concessionários de {Hyundai}, Volvo e Ford na Extremadura, precisa que, por segmentos, «enquanto mais grandes vão sendo os veículos, mais quota de diesel se mantém. Por exemplo, nos {todocamino}, que agora estão muito na moda, a percentagem é muito alto». Reconhece que, de manter-se a atual tendência, é muito possível que este seja o último ano de liderança deste carburante, mas incide em que «os diesel que {vendemos} agora mesmo são bastante menos poluentes que os gasolina, e a poupança em combustível é muito grande», pelo que não partilha que se esteja diabolizando esta tecnologia.

Quanto ao maior aguente que estão tendo na Extremadura, assinala que pode ter contribuído a isso o que, numa região com as duas províncias mais grandes de Espanha por superfície, «a quantidade/quantia de quilómetros» que se faz em média aos veículos seja com frequência mais elevada que noutras zonas.

«Aqui na Extremadura se fazem muitos quilómetros», coincide também Fernando Mena del Pueyo, presidente da Associação Regional de Empresários de Estações de Serviço da Extremadura ({Aresex}) na hora de explicar o que o diesel tenha mantido o tipo um pouco melhor na região. Longas distâncias entre as povoações e o que a miúdo se trabalhe numa localidade diferente à de residência, aduz, são fatores que podem ter ajudado a sustentar suas vendas.

Não obstante, embora por agora o gasóleo suponha uma poupança por seu menor custo, Mena recorda que o objetivo do Governo é igualar sua carga/carrega impositiva com a da gasolina, pelo que este diferencial desapareceria. E se bem o Executivo quer que a equiparação se faça de forma «faseada», explica, esta medida suporá que o diesel custe «dez cêntimos mais por litro» que atualmente. Uma subida «tremenda» que soma-se ao cêntimo adicional que, no caso da região, temos de pagar desde no passado 1 de Janeiro por cada litro de gasolina ou gasóleo após igualar-se o Imposto sobre/em relação a Hidrocarbonetos em todo o país. Desta forma, em conjunto/clube, o encarecimento pode chegar a superar os cinco euros na hora de encher o depósito meio de um veículo de combustível.

Quanto às vendas de veículos com outros combustíveis (o que inclui aos híbridos ou os elétricos), os registos automóveis conseguiram exceder no passado ano a barreira das mil unidades na Extremadura, e supor um 6,42% do mercado de automóveis. O mais significativo, o auge que experimentaram, do 46,9%, em relação ao ano anterior.

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