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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 17 de fevereiro de 2020

A região soma 3.310 desempregados no pior Outubro dos últimos cinco anos

A Segurança Social perde 2.740 filiados/inscritos (-0,68%), uma cifra que evidencia que «se destruiu emprego». Volta a superar a barreira dos 100.000 desempregados/parados após finalizar os contratos em serviços e o campo

REDACCIÓN
06/11/2019

 

O outono volta a ser negro para o emprego na Extremadura. O fim dos contratos temporários no sector serviços e o campo geraram 3.310 novos desempregados no pior Outubro dos últimos cinco anos. O desemprego sobe um 3,4% em relação ao mês anterior, a filiação à Segurança Social cai um 0,68% (há 2.740 ocupados menos que em setembro) e a região volta a superar a barreira dos 100.000 desempregados/parados que deixou atrás em Março, se bem a tendência anual continua a ser positiva. Para a Junta, os dados se devem à tendência histórica que faz com que o desemprego suba em Outubro e comece depois a descer «até finalizar o ano», mas os sindicatos apontam uma vez mais à sazonalidade e os contratos laborais «de muito baixo nível».

Segundo os dados publicados ontem pelo Ministério de Emprego, em Outubro o desemprego subiu em todos os sectores exceto no coletivo que procura seu primeiro trabalho (cai em 934 pessoas) e aumenta especialmente no sector serviços, que taça o 80% dos novos demandantes. O secretário-geral de Emprego da Junta, Javier Luna, explicou que o aumento obedece ao fim dos contratos na hotelaria (833 novos desempregados), o comércio (206) e as substituições de na administração pública (1.238). As campanhas agrícolas também têm condicionado os resultados com 1.016 desempregados/parados mais neste sector, algo que também tem afetado à agroindústria, que sobe em 446. Por territórios, a subida do desemprego se tem notado especialmente em Badajoz, Mérida, as Vegas del Guadiana e Miajadas.

Apesar de tudo isto, Luna destacou que Extremadura é a quinta comunidade na qual menos cresce o desemprego e «não se tem comportado pior que outras, mas bastante melhor». Além disso, em relação a Outubro do ano passado há 4.530 desempregados menos (uma queda/redução do 4,3% face ao 2,3% nacional), o que nos permite ter ainda «um colchão importante» para que essa média/meia anual continue a ser positiva. Em qualquer caso, Luna recordou que estes dados seguem/continuam a tendência histórica da Extremadura, que sempre registou subidas do desemprego no mês de Outubro exceto nos anos 2006 e 2007, em plena efervescência da bolha do imobiliário.

DESDE 2015 / Mas a subida deste 2019, com mais de 3.000 novos desempregados/parados, é a mais alta dos últimos cinco anos, segundo puseram a manifesto os sindicatos. Num comunicado, CCOO assinalou que nesta ocasião o incremento se produz «com maior intensidade que em anos anteriores», de forma que a taxa do 3,4% mensal é a mais elevada para um mês de Outubro desde o ano 2015. O sindicato sublinha além disso que a subida do desemprego na região é superior à média/meia nacional em taxa mensal (3,18%) e que as mulheres, com um total de 62.682 desempregadas, representam o 62% do total.

Assim, para CCOO, os dados confirmam que, um ano mais, se repete o patrão de destruição de emprego que sofre a região após o verão fruteiro da reforma laboral, que «{precariza}» o mercado de trabalho, e duma estrutura económica na qual o peso da indústria é «muito reduzido» e que a coloca «em pior posição num cenário de {ralentización}». Quanto à filiação à Segurança Social, alerta duma redução de mais de 2.740 pessoas em alta laboral em relação ao dado do mês anterior (0,68%), uma questão, para CCOO, «muito preocupante» porque evidencia a perda real de emprego.

Na mesma linha expressou-se o sindicato UGT. O secretário de Formação e Emprego, Ricardo Salaya, enquadrou na «normalidade» que o desemprego suba em Outubro devido à sazonalidade do mercado de trabalho extremenho e os contratos «de muito baixo nível», que geram emprego instável e «com umas condições salariais pobres» em sectores como a hotelaria e os serviços. A isso se somam outros fatores externos como a falta de um governo estável em Espanha, a incerteza do {brexit} ou a guerra comercial com Estados Unidos, fatores que têm {ralentizado} o ritmo de crescimento do emprego.

Por último, a Confederação Empresarial Extremenha (Creex), reclamou segundo os dados uma melhor formação ligada ao emprego para combater a sazonalidade e temporalidade do mercado de trabalho extremenho. Seu secretário-geral, Francisco Javier Peinado, lamentou num comunicado os dados e tal como os sindicatos, pôs a manifesto que Extremadura volta a superar a barreira dos 100.000 desempregados. Peinado reiterou a necessidade de dar início medidas encaminhadas a melhorar as capacidades e habilidades dos demandantes de emprego na Extremadura, com o objetivo de impulsionar uma mudança na configuração do tecido produtivo, atualmente «muito baseado» em serviços e agricultura.

O secretário-geral da Creex lamentou além disso que após uns meses onde a comunidade «encurtava a brecha com os dados nacionais», se tenha produzido uma queda/redução de 2.740 filiados/inscritos. Uma cifra que evidencia que «se destruiu emprego» e que há dificuldades pela escassa formação.

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