+
Accede a tu cuenta

 

O accede con tus datos de Usuario El Periódico Extremadura:

Recordarme

Puedes recuperar tu contraseña o registrarte

 
 
 

A região rejeita uma {EBAU} única e advoga por fixar critérios comuns

O ministro de Educação quer rever a prova de acesso ao ensino superior: «Não pode ser que mude tanto/golo duma comunidade a outra». Aposta em estabelecer uns mínimos em todo o país para acalmar a polémica entre as regiões pelos resultados

 

Um grupo de alunos durante um dos exames da última {EBAU}. - EL PERIÓDICO

G. MORAL
08/03/2020

Dispostos a que tenha uma prova de acesso ao ensino superior mais homogénea, mas contra de estabelecer uma prova única em todo o território nacional. Esta é a postura que defende Extremadura diante da reforma da atual Avaliação de Ensino secundário para o Acesso à Universidade ({EBAU}) anunciada recentemente pelo ministro de Universidades, Manuel Castells, numa comissão do Congresso.

Detrás de este projeto está a velha polémica pelos díspares resultados entre comunidades nestas provas, que nos últimos anos vêm encabeçando comunidades como Extremadura e Canárias, dois autonomias que não costumam destacar noutros indicadores educativos. As diferenças, que na última prova de acesso ao ensino superior não variam nem sequer um ponto entre a primeira e a última classificada, servem cada Junho de arma de arremesso entre autonomias e têm no ponto de mira a Extremadura.

Em cada edição, Castela e Leão põe em dúvida o nível de exigência da prova de acesso ao ensino superior extremenha –fala de «notas infladas»– e critica que isso facilita aos alunos da região o acesso às praças/vagas das corridas/cursos mais cobiçadas –como Medicina em Salamanca–, já que a nota obtida nesta prova é válida em todo o território nacional –o que se conhece como distrito único universitário–.

A polémica não é nova, mas no passado ano se estendeu a outras comunidades: teve queixas massivas de estudantes da Comunidade Valenciana, que criticaram a dificuldade do exame de Matemáticas, e os dirigentes de Castela e Leão, Madrid e Galiza reclamaram um novo design, com uma única prova no país que acabe com as dúvidas e as disputas territoriais.

GRUPO DE ESTREITAMENTE / Perante o debate gerado, a nessa altura porta-voz do Governo central e ministra de Educação, Isabel Celaá, comprometeu-se o passado Junho a criar um grupo de estreitamente para corrigir as «incidências» e garantir a «equidade». Mas aquele acordo/compromisso segue/continua sem materializar-se e o grupo de estreitamente não chegou a reunir-se pelo paralisação das eleições legislativas. No entanto, a ideia de rever a prova de acesso ao ensino superior segue/continua em pé segundo avançou o novo ministro de Universidades. «Não pode ser que mudem tanto/golo os resultados duma comunidade a outra», assinalou Manuel Castells recentemente no Congresso. Para evitá-lo apresenta introduzir mudanças na prova, que em nenhum caso afetarão à edição deste ano e que estão por especificar. E na linha de Celaá, descarta uma única prova, como sustentam também a Conferência de Reitores de Universidades de Espanha –que assegura que não há um estudo objetivo que avalize tais diferenças–, a Universidad de Extremadura e a Conselheria de Educação e Emprego.

«Estamos de acordo em estabelecer uns critérios comuns mínimos em todo o país para a valorização da {EBAU}, conservando que as provas sejam diferentes em cada uma das comunidades», precisam desde/a partir de a conselheria extremenha. Aponta a harmonizar critérios de valorização, a fixar uns critérios comuns mínimos claramente definidos, mas «não estamos de acordo em estabelecer uma prova única em todo o Estado, que invadiria competências autonómicas em matéria educativa».

ORTOGRAFIA / Nesta linha se manifestam também desde/a partir de a universidade extremenha. «A UEx está completamente de acordo com que se acredita uma comissão que designe alguns princípios básicos que temos que seguir/continuar todas as universidades com a {EBAU}, como por exemplo, a partir de quantas faltas de ortografia se devem diminuir pontos, que tipo de calculadora temos de utilizar/empregar nos exames de Matemáticas ou que tipo de perguntas temos de fazer em História», apresenta Rocío Yuste, vicereitora de Estudantes, Emprego e Mobilidade da Universidad de Extremadura.

Com essas regras comuns, no seu entender, se avançaria para ter a prova de acesso ao ensino superior «mais igualitária e equitativa possível». Por que, assegura Yuste, «ter uma {EBAU} única para toda Espanha é impossível», já que cada cada comunidade tem um ensino secundário. A vicereitora explica que atualmente a ordem/disposição que cada ano dita o ministério para a avaliação de acesso à universidade não fixa esses mínimos comuns que se apresentam agora. «Nessa ordem/disposição se dice-nos os padrões de aprendizagem, como medir os resultados... mas nos falta esse avanço até as provas, matéria por matéria, uns mínimos que possamos respeitar todos e assim estaremos muito mais tranquilos e podemos defender desde/a partir de Extremadura que nossa prova é tão fácil ou difícil que a de qualquer outra comunidade espanhola», insiste Yuste.

¿Seria suficiente para acalmar a polémica territorial? «Para nós seria uma tranquilidade porque estamos completamente convencidos de que nossa prova é tão válida como a de qualquer outra universidade».