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A região lança um grito a favor da igualdade 8-M

Plataformas {LGTBI}, de {pensionsitas}, deficiência, sindicatos ou partidos políticos vão às marchas. Milhares de pessoas tomam as ruas de cidades e povos/povoações para fazer soar/tocar alto o clamor feminista

 

A manifestação celebrada em Zafra. - VÍCTOR PAVÓN

Ambiente feriado na marcha da capital de Badajoz. - S. GARCÍA

REDACCIÓN
09/03/2020

Miles de mulheres extremenhas tomaram ontem as ruas da região para lançar um grito a favor da igualdade num 8 de Março não tão massivo como em anos anteriores mas se cabe, mais combativo e reivindicativo. Leituras de manifestos, latadas de protesto, corridas/cursos, obras de teatro, exposições e concentrações foram acontecendo's ao longo/comprido da jornada em praticamente todos os municípios extremenhos para fazer soar/tocar alto o clamor feminista pela igualdade real e efetiva entre homens e mulheres.

As violências machistas, a liberdade sexual, a precariedade no emprego ou um menor salário pelo mesmo estreitamente som alguns dos motivos que levaram às extremenhas a sair à rua no Dia Internacional da mulher. Porque se conseguiram avanços nos últimos anos, mas ainda ficam brechas por fechar. As manifestações foram numerosas nas principais cidades da região, onde se reuniram mulheres de todas as idades, mas também com uma grande presença de homens e meninos. Segundo os dados facilitados pela Delegação do Governo, umas 3.500 pessoas foram à manifestação de Cáceres, que foi a mais multitudinária; umas 2.000 à de Badajoz (4.000, segundo os convocadores) e mais de 1.000 pessoas percorreram as ruas da capital autonómica.

Num ambiente feriado e sobretudo reivindicativo, a maré violeta congregou a representantes de plataformas de mulheres, reformados, jornalistas, coletivos {LGTBI} e da deficiência, estudantes, o coletivo cigano, sindicatos e políticos de PSOE, PP, Ciudadanos e Unidas por Extremadura. Todos se somaram ao grito feminista contra da desigualdade da mulher em matéria de emprego, rendimentos, empoderamento e conciliação, pois elas som as que sofrem a maior/velho taxa de desemprego e infrarepresentação nos postos diretivos e de responsabilidade nas empresas.

«O machismo vai a cair» foi a ordem mais repetida na maré violeta que percorreu as ruas de Cáceres. O completava um segundo verso, mais contundente ainda: «O feminismo vai a vencer». La concentração foi convocada pela Comissão 8M na praça/vaga de América.

O percurso/percorrido em Cánovas esteve acompanhado pelos cânticos e a {batukada} e os slogans enquadrados em cartazes. Como cada ano, o humor tornou-se na melhor arma, nesta ocasião para denunciar ao #{patriarcavirus}. Já na praça/vaga Maior/velho, celebrou-se um ato apresentado pela jornalista Pepa Ferreiro e o coletivo de criadoras de Cáceres, ataviadas com {refajos}, interpretou uma {performance} para denunciar estereótipos de género e reivindicar direitos para as mulheres. Tiveram as intérpretes um lembrança para as mulheres assassinadas pela violência machista e fecharam com um {haka}, o dança {maorí} neozelandês conhecido pelo râguebi, mas ao ritmo do ‘{Jacha}, {jigo} e {jiguera}’. Música e a leitura do manifesto fecharam os atos.

Em Badajoz, a marcha se iniciou às doze da manhã em na avenida de Huelva, face à sede da Delegação do Governo, e concluiu uma hora depois no passeio de São Francisco, onde a professora de instituto/liceu Belén Sierra foi a encarregada de ler o manifesto. «{Salgamos} à rua contra os que nos assinalam e sabem que estamos aqui para mudá-lo tudo», disse na sua intervenção.

Em seu manifesto, a Plataforma 8-M Badajoz recordou às 22 assassinadas por violência machista no que vai de ano em Espanha, criticou o «desamparo» por parte do Governo e lançou um grito de já chega ao acosso e às agressões sexuais. «Dá igual sós ou acompanhadas, bêbedas ou sóbrias, temos direito a voltar a casa», afirmou Sierra entre {aplusos}.

La marcha, com várias paragens/desempregadas/paradas durante o percurso/percorrido, uma delas perante os tribunais da avenida de Colón, decorreu sem incidências e com uma cabeceira muito ativa, que não parou de corear motes e ordens durante tudo o percurso/percorrido: «Não estamos todas, faltam as assassinadas», «somos o grito de quem já não tem voz» e «não é não, o outro é violação» som algumas das que se ouviram. À manifestação da capital de Badajoz assistiram, entre outros, o presidente da Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, a delegada do Governo, Yolanda García Seco, a porta-voz e conselheira de Igualdade, Isabel Gil Rosiña, e os porta-vozes dos grupos municipais de PSOE e Unidas Podemos.

LUTA E DENÚNCIA / «Machista ouve, Mérida está na luta» ou «queremos emprego, estreitamente nos sobra» foram alguns dos motes que puderam ouvir-se na marcha que atravessou o Ponte/feriado Romano e as ruas do centro de Mérida. {Catalina} Galã Banderas, da associação de mulheres {Malvaluna} e a Plataforma 8-M de Mérida, assinalou que ontem era um dia de celebração pelos conquistas legislativas e os avanços em matéria de igualdade, mas também «de luta e denúncia» da situação de desigualdade que ainda sofre a mulher: a brecha em matéria de emprego e salarial «é mais que evidente» pelo elevado número de mulheres no desemprego e com prestações ou pensões mínimas, sem esquecer que as agressões a mulheres som motivo de notícia «todos os dias».

La marcha terminou na praça/vaga de Espanha, onde se leu um manifesto com a participação de vários coletivos. Entre eles a associação da imprensa, que {pesentó} um boletim com as notícias feministas que gostaria de dar cedo: a nomeação da primeira presidenta da Junta de Extremadura ou da Real Academia da Língua, a desaparição da brecha salarial ou o fim da taxa cor-de-rosa para produtos de higiene feminina.

Em Plasencia, os atos celebrados ontem por ocasião do 8M estiveram organizados pela Associação contra a violência de género 8 de Março e a Plataforma Feminista de Plasencia. Começaram em torno das duas da tarde no parque de La Coroação, com a interpretação da coreografia em grupo ‘Um violador em teu caminho’, adaptada e que já têm dançado mulheres em numerosas partes do mundo. Já à tarde, às 18.30 horas, partia uma manifestação do mesmo parque, menos concorrida que a do ano passado e que se abria com um cartaz com o mote ‘Juntas somos mais fortes’. Jovens, famílias com meninos, mulheres e homens levavam cartazes com frases como «caladinha não {estás} mais gira» ou «nem estou triste, nem estou {menstruando}, grito porque nos estão assassinando». Já na praça/vaga Maior/velho se leram dois manifestos, o comum de 8 de Março e outro pelos direitos das mulheres refugiadas bloqueadas nas ilhas gregas.

Os atos pela comemoração de 8 de Março chegaram a praticamente todos os municípios da região. Em Zafra, por exemplo, se organizou uma multitudinária manifestação e também uma {performance}, e em Almendralejo meio milhar de mulheres participaram na XIV Corrida/curso da Mulher.