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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

O {rap} fala {castúo}

O jovem rapista de Barcelona Joacko Millán lança um tema composto integramente em ‘{estremeñu}’ H A canção ‘{Regina} {turdolorum}’ homenageia a Reina, o povo/vila de Badajoz no qual nasceu o seu pai

G. GUERRA
10/09/2017

 

«{Semos} {asina} lavor/trabalho {queando}’n {juellas} / {regina} extremenha {cositas} {güenas} / {golver} ao povo/vila e {mirá} {pá} a terra / {jazañas} e {juerzas} {pa} adoçar as penas». Esta poderia ser a letra de um poema desconhecido de Gabriel e Galã que levava guardado em gaveta décadas e algum extremenho encontrou depois de/após anos, mas não. A estrofe faz parte duma {cación} de {rap} que pulula pela rede desde há uns dias.

O dialeto extremenho que se fala em núcleos muito reduzidos na região e que sobrevive com dificuldade à desaparição mais imediata graças a coletivos como o Órgão de Seguimento e Coordenação do Extremenho e sua Cultura ({Oscec}) se coa re-encarnado em música. O autor é Joaquín Millán, alter ego de Joacko, um jovem rapista de Barcelona.

O interesse/juro de Joacko no {castúo} não é casual. O jovem de 21 anos vive em Lhes {Roquetes} de {Sant} {Pere} de {Ribes}, mas os laços que lhe unem a Extremadura são de sangue. O seu pai nasceu em Reina, um pequena aldeia ao lado de Llerena com apenas uma centena de habitantes e seus tios são extremenhos. Não recorda a última vez que visitou a região, mas confessa que gostaria de visitar a localidade que viu crescer a seus progenitores.

Embora lhe separam mais de mil quilómetros, Joacko tem mais perto de o que acredita o legado extremenho. Três livros que guardava o seu pai na estante sobre/em relação a a fala da região serviram de empurre para que o rapista {comenzara} seus versos em {castúo}.

‘{Regina} {Turdolorum}’ saiu à luz faz uma semana. Quase dois meses tem tardado em encaixar as palavras em {estremeñu} para que tivesse concordância e respeito. Reconhece que não sabe falarlo, tem ido ligando os versos com tempo e leitura. «Se o {leo}, posso entendê-lo», anota. O tema, que está disponível para seu ouve em Youtube desde finais de Agosto, viaja envolvido numa instrumental suave e imagens da jazida de {Regina} e textos com a história dos antepassados da localidade.

Embora este é o mais recente, não é a primeira vez que o MC compõe na língua extremenha. O catalão confessa a este diário/jornal que o que lhe chamou a atenção do {castúo} foi o «tom rural» que desprende na entoação e na gramática. Reconhece por outro lado que lhe atraiu que para sua surpresa «o dialeto apenas se falava na Extremadura». Era um espaço baldio em muitos campos e Joacko decidiu aproveitá-lo. «Há muitos rapistas que compõem letras em catalão, mas em {castúo}, muito poucos, mas sou o único», alega.

O jovem começou sua corrida/curso musical faz sete anos, mas por enquanto não o apresenta mais que como um hobby/adeptos. Faz parte do plantel duma pequena discográfica, {Crazy} {Records} {Music}, com {Ferta}, {Geyser} e {Okupa} 13. Não descarta girar por Extremadura para apresentar seu cumprido a uma língua da que muitos extremenhos renegam desde há décadas, mas sem pressa. «Agora estou à procura de emprego, num futuro nunca se sabe», anota.

«Graças por {muestral} que o {estremeñu} não é uma língua morta mas se {puei} {gastal} no {sigru} 21», lhe respondem em {castúo} nos comentários do tema na rede. Embora já se pode ouvir na internet, verá a luz neste ano na última maqueta do jovem ‘Inerte’ ({Crazy} {Records} {Music}, 2017), um título que demonstra justo o contrário, que o {castúo} parece estar quieto mas não está morto.

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