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El Periódico Extremadura | Domingo, 26 de janeiro de 2020

Os quinze extremenhos da Guia Michelin

Junto às dois estrelas de Atrio, a edição de 2020 destaca seis restaurantes da região com o distintivo {Bib} {Gourmand} e outras oito recomendações que são garantia de qualidade

G. MORAL
08/12/2019

 

Não todos são estrelas, mas apontam a isso. Têm brilho e luz própria. Por isso se merecem um vazio na qual se considera a bíblia da gastronomia, a Guia {Michelín}. A emblemática publicação com mais de um século de história apresentou faz umas semanas em Sevilla sua nova edição para o ano 2020, na qual se incluem quinze estabelecimentos da Extremadura com diferentes reconhecimentos.

Em Cáceres encontra-se o único com estrelas, a máxima distinção da guia: Atrio, que mantém as duas estrelas {Michelín} em 2020. É «uma cozinha inovadora de maridagens clássicas, próxima aos austeros produtos da zona mas com um incrível poder/conseguir para potenciá-los e converter a experiência num festival de sabores», destaca a publicação.

Mas debaixo de as estrelas também há muita qualidade que merece ser reconhecida. Por isso a guia de 2020 coloca a outros seis restaurantes extremenhos o distintivo {Bib} {Gourmand}, um reconhecimento outorgado aos estabelecimentos que servem uma cozinha de grande qualidade a preços contidos (costumam oscilar entre os 30 e os 50 euros). «Há quem diz que este selo é a pedreira/formação das estrelas {Michelín}», conta Ángel Pereita, chefe de sala do restaurante {Lugaris} em Badajoz. Este é um dos dois locais extremenhos que acabam de ascender no lista gastronómica. «Não esperávamos esta nova distinção, a verdade, a ideia era manter-nos como um dos recomendados sem mais como {veníamos} aparecendo desde há 10 anos», conta. ¿Que supõe aparecer nesta classificação? «Estar aí é uma satisfação pessoal e uma {reponsabilidad} grande», reflete Ángel, que junto a Javier García, chefe de cozinha, abriram este negócio em Badajoz faz 14 anos.

O segundo restaurante da região que ostenta pela primeira vez o {Bib} {Gourmand} é A Quinta, a cozinha do Hotel Rural Villa Xarahiz localizado em Jaraíz de la Vera. Na semana passada, aproveitando o 18 aniversário do local, celebraram também a nova distinção {Michelín}. «Entre os recomendados levávamos já vários anos e agora nos dão um selo de qualidade superior. Não o esperávamos porque não jogamos na liga de um restaurante ao uso, somos parte de um hotel grande no qual se fazem muitas coisas, mas acredito/acho que será um impulso para esta casa, para nossa região e para fazer pátria», explica David Moreno, chefe de cozinha de A Quinta.

Este estabelecimento tem tradição. Pilar e Víctor tomaram as rédeas do negócio que os seus pais, Jesús e {Fidela}, já dirigiam no povo/vila. E esse é o sabor que quiseram manter no novo local convertido em algo muito maior que só/sozinho um restaurante. «Não perdemos os conceitos/pontos que não temos de perder na vida. Fazemos cozinha tradicional, não faltam as famosos miolos da avó {Fidela} ou seus {calderetas} de cabrito, mas também não {renunciamos} a inovar e fazer pratos curiosos». Aos menus diários/jornais e uma cuidada carta de qualidade, somam multidão de atividades que lhes servem para quebrar a rotina: degustações, visitas dos melhores profissionais, às quintas-feiras mudam a carta por um dia...

Para além dos dois novos {Bib} {Gourmand} na região, há outros quatro estabelecimentos extremenhos que já contavam com esta distinção na passada edição e a mantêm em 2020: {Madruelo} (em Cáceres), «com pratos de base tradicional definidos pela qualidade das matérias-primas, normalmente extremenhas, e umas {cuidadísimas} apresentações», destaca a guia; O {Almirez} (em Hervás), com «uma cozinha tradicional e da época de cuidadas apresentações»; O {Acebuche} (em Zafra), que destaca por seus «dois cartas {combinables} entre sim, uma a base de tapas e a outra, algo mais reduzida, com deliciosos pratos de tinja clássico e tradicional»; e, por último, {Nardi} (em Hervás), «uma opção culinária atual que sabe dar uma volta de porca à cozinha tradicional».

Mas aqui não acaba-se a qualidade gastronómica da região. A bíblia {Michelín} recomenda, além disso, outros oito restaurantes extremenhos que bem merecem no mínimo um visita. Estão reconhecidos com o distintivo ‘O Prato’ e são: A de Arco em Mérida, A {Rebotica} em Zafra, O Passo do Água em Badajoz, A Era de meu Avô em Arroyomolinos de la Vera, {Albalat} e Javier Martín (ambos em Cáceres), Curral do Rei em Trujillo e O {Palancar} em {Pedroso} de {Acim}, uma pequena localidade cacerenha de apenas 120 vizinhos/moradores. «Aparecer nesta guia supõe colocar-te no mapa e isso para uma zona rural é muito importante. Levamos entre os recomendados na Extremadura desde/a partir de o 2014 e estar aí requer um esforço contínuo, mas é muito satisfatório. Graças à guia temos clientes de todo o mundo», aponta {Getulio} {Nacarino}. Junto a sua mulher, a chefe de cozinha María del Pilar Burgos, abriram faz quase duas décadas o restaurante O {Palancar} junto ao convento que leva o mesmo nome em {Pedroso} de {Acim}. «É um sítio privilegiado, as vistas são únicas e se em cima se acompanha com uma cozinha de qualidade, a visita é obrigada».

Outro dos fogões mais recomendáveis, segundo os inspetores {Michelín}, está também um ambiente rural, em Arroyomolinos de la Vera. «Aos que vivemos nas zonas rurais estar nestas guias acredito/acho que mais difícil porque temos de {currárselo} muito e aparecer nelas é também mais necessário, para poder/conseguir dar-te a conhecer. A nós nos trouxe mais clientes, sem lugar a dúvidas», conta Ana María Albalat, a {metre} do restaurante A Era de meu Avô, um dos fixos entre os distinguidos com o O Prato dentro da guia. «Levamos desde/a partir de o 2007», diz. E isso requer esforço e estreitamente duro para manter a qualidade não só/sozinho da cozinha, também do serviço e o local. «É muito satisfatório quando vem um cliente com a Guia {Michelín} debaixo do braço».

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