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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 22 de outubro de 2018

Propõem suprimir 93 praças/vagas docências em Primária e criar 138 em Ensino secundário

Os sindicatos assinalam que há mais margem para alargar as planteis/quadros orgânicas

G. MORAL
11/01/2018

 

Menos professores nas escolas e mais professores nos institutos. É a proposta das delegações provinciais de Educação para os centros públicos extremenhos face ao próximo curso escolar, que foi apresentada ontem aos sindicatos em sendas reuniões.

A descida de alunos, especialmente nas etapas inferiores, está detrás de a supressão de unidades de Infantil e Primária e com isso também do número de professores nas planteis/quadros orgânicas (aquelas praças/vagas fixas que existem nos centros). Assim, na província de Badajoz a proposta é eliminar 62 praças/vagas docências e outras 31 na de Cáceres, o que fazem um total de 93 professores menos em plantel/quadro orgânica no conjunto/clube da região.

O dado positivo está nos institutos. Em Ensino secundário e o resto de ensinamentos médias a tendência é a contrária e o projeto passa por criar 138 postos docentes nesta etapa na Extremadura (64 em Cáceres e 74 em Badajoz). O cômputo final é positivo, com 45 praças/vagas docências mais ao todo que este curso. Mas estes números são ainda provisórias e têm que ser negociados agora na Mesa Sectorial de Educação, que se celebrará em Mérida nos próximos dias, já que é necessário fechar as planteis/quadros orgânicas para poder/conseguir convocar o concurso de transferências autonómico previsto neste ano.

No caso de Infantil e Primária, o argumento principal para eliminar docentes é a descida da natalidade. No entanto, desde PEDE solicitam a retirada da proposta apresentada ontem e criticam que se apresentem supressões na escola pública em localidades onde existem centros concertados que, insistem, são complementares ali onde a oferta pública seja insuficiente. «Seria uma má gestão dos fundos o suprimir unidades públicas para manter as subsidiadas desnecessariamente». «A Conselheria de Educação não pode manter ou autorizar novas unidades concertadas se há vagas nos centros públicos».

Quanto às criações, para este sindicato a cifra proposta é «{paupérrima}» já que existe margem de criação de mais praças/vagas orgânicas pela avolumada plantel/quadro de interinos nos centros. Solicita também que se reduzam ou eliminem as praças/vagas itinerantes de especialistas e se acreditam praças/vagas orgânicas das especialidades de Francês e Português.

SEM ESTABILIDADE / Desde o sindicato {ANPE} mostram-se «surpreendidos» pelo elevado número de supressões previstas em Infantil e Primária e pelo «escasso número» de criações em Ensino secundário e as ensinamentos médias apesar da próxima oferta de emprego público com a que se incorporarão mais de 1.200 novos funcionários ao sistema. «A escassez de criações não é suficiente para estabilizar as planteis/quadros dos centros nem aos docentes, já que os novos funcionários certamente deverão estar sem destino definitivo durante anos», destacam desde {ANPE}. O sindicato lamenta que não se acreditam praças/vagas orgânicas de perfil bilingue e ainda que reconhece que a descida da natalidade pode repercutir nas planteis/quadros, adverte de que isto não contribui a melhorar a qualidade do ensino, especialmente na escola rural.

Desde CSIF, por seu lado, mostram-se contrários a qualquer supressão nos centros educativos e aquela que se produza tem que ser analisada «com lupa». Além disso, insistem em que é necessário aumentar as planteis/quadros para poder/conseguir dar estabilidade aos centros, especialmente agora que está prevista a chegada de novos funcionários docentes após concurso público que se celebrarão o próximo mês de Junho.

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