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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 25 de junho de 2018

O novo plano de emprego regional está dotado com 583 milhões de euros

Melhorar o acesso das mulheres ao mercado laboral é uma das prioridades. Inclui oito eixos e 34 medidas com o objetivo de reduzir as cifras de desemprego

CARMEN HIDALGO
12/06/2018

 

Oito eixos de atuação, 34 medidas e um orçamento global de 583 milhões de euros para dois anos. Estas são as cifras chaves do Plano de Emprego da Extremadura 2018-2019 que assinaram ontem o governo regional, os sindicatos e o patronato. Entre os seus objetivos está melhorar a relação do Serviço Extremenho Público de Emprego (Sexpe) com o cidadão e elevar a taxa de atividade das mulheres em termos de igualdade laboral. O presidente extremenho, Guillermo Fernández Vara, afirmou ontem tratar-se de um plano «acordado, inclusivo, conetado e bastante realista».

Este plano é a segunda fase do qual assinou-se para o período 2016-2017 com a intenção de identificar as fraquezas e fortalezas do mercado laboral extremenho. Vara indicou que no novo plano se produz uma mudança de «conceito/ponto» para pensar mais nas pessoas e menos nas cifras, já que não se pode descer o desemprego «a qualquer preço». Neste sentido, destacou que a partir de agora o Sexpe fará {acompañamientos} personalizados às pessoas desempregadas, mesmo uma vez tenham encontrado emprego para conseguir que este trabalhador, se é precário, deixe de sê-lo, e se é temporal, seja fixo. «{Venimos} duma época na qual o serviço público de emprego se limita a pagar pela obtenção do título da ESO aos desempregados ou por dar-se de alta como autónomos/trabalhadores independentes», precisou.

O presidente destacou a melhoria registada no mercado laboral extremenho com a diminuição do desemprego em mais de 20.000 pessoas, bem como um aumento «razoável» da ocupação, mas assegurou que o emprego continuará a ser uma «prioridade» para o executivo autonómico enquanto tenha 100.000 desempregados/parados. Assim, Vara agradeceu o «esforço comum» demonstrado pelos parceiros sociais e económicos face a trabalhamos/trabalhámos para melhorar a empregabilidad na região.

Entre as fraquezas do mercado laboral extremenho, Vara citou a baixa taxa de atividade e de emprego, especialmente entre as mulheres; a elevada temporalidade e a dualidade entre o emprego fixo e o temporal; a precariedade no emprego; o alto nível de desemprego nos desempregados/parados de longa duração; o desemprego juvenil e entre pessoas de risco de exclusão sociais; a situação dos jovens que saem da região à procura de emprego, para além da qualidade e quantidade/quantia da formação.

as medidas // Entre as medidas incluídas no plano de emprego está fortalecer a sinergia entre a formação {reglada} e para o emprego, velar por um mercado de trabalho inclusivo, a competitividade empresarial, o emprego de qualidade, bem como promover projetos que possibilitem a manutenção e o regresso da população. A isso se une desenhar sistemas de aprendizagem e aquisição de competências, promover a economia social e responsabilidade social empresarial, para além de fomentar a igualdade de circuntâncias na incorporação da mulher ao mercado laboral.

O chefe do executivo extremenho também manifestou que é essencial abordar estas mudanças já que se esperam «importantes investimentos» económicas na comunidade nos próximos anos, algumas delas privadas, o que faz pensar em que {redundarán} estes investimentos na melhoria das medidas previstas neste plano. Os parceiros sociais e económicos aprofundaram nas fraquezas do mercado laboral e nos objetivos expostos por Vara.

Por seu lado, a secretária geral de UGT Extremadura, Patrocínio Sánchez, sublinhou que a defesa do emprego é um «objetivo prioritário», tanto/golo na fase de crise como na de recuperação económica, pelo «lento e desigual» crescimento do emprego. Por isso, advogou por fazer um esforço tanto/golo em Espanha como na Extremadura para sair da crise «de forma solidária», criando «emprego de qualidade» e recuperando os «direitos laborais usurpados». No seu entender, as medidas a adotar para criar emprego devem levar aparelhada uma adequada proteção das pessoas desempregadas, a igualdade de oportunidades no acesso aos postos de trabalho e promover o papel do Sexpe face às agências privadas de emprego.

qualidade e segregação // A secretária geral de CCOO Extremadura, Encarna Chacón, lamentou que, embora os desempregados/parados têm sofrido uma descida nos últimos anos, Extremadura segue/continua tendo uma alta taxa de desemprego, que agrava-se no caso das mulheres. Nesta linha, anotou que a região necessita um plano de emprego para lutar contra as fraquezas, garantir maior «qualidade» no emprego e quebrar com a «segregação de género» do mercado laboral, para além de incidir em atuar para conseguir que os jovens formados não se vão embora da Extremadura.

Por último, o secretário-geral do patronato extremenha, Javier Peinado, insistiu na necessidade de consolidar o papel do Sexpe para que ofereça serviços integrados a empresas e trabalhadores. Também, apostou em políticas de emprego que apoiem iniciativas de empregadores, favorecendo a criação de empresas que gerem empregos competitivos. Também pôs o ênfase em conetar a formação com a atividade produtiva e identificar os projetos com mais possibilidades estratégicas, como no âmbito da economia verde e circular.

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