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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

O novo crédito ao consumo supera num 13% ao hipotecário sobre/em relação a habitação

A cifra supõe um 12,3% de incremento em relação à do ano anterior. Desde 2013 cresce um 66%. O financiamento para carros ou outros bens e para consumo em geral somou 409,8 milhões em 2017

REDACCIÓN
10/06/2018

 

O novo crédito ao consumo continuou no passado ano com a tendência {alcista} que tem vindo experimentando nos últimos exercícios. Na Extremadura cresceu outro 12,3%, segundo os dados da Associação Nacional de Estabelecimentos Financeiros de Crédito ({Asnef}), e já acumula um aumento do 66% desde o 2013. Ao todo, o financiamento concedida por estes estabelecimentos na comunidade autónoma durante o 2017 para a compra de carros, aquisição de outro tipo de bens como eletrodomésticos e para consumo em geral, foi de 409,8 milhões de euros. Desta forma, superou em mais de um 13% ao crédito hipotecário sobre/em relação a habitação outorgado na região, que nesse mesmo período foi de 361,2 milhões de euros, com cifras do INE. Uma situação que, além disso, leva repetindo-se já vários anos.

Desde esta associação se atribui este incremento —que prevê-se manter durante o 2018— à criação de emprego e às subidas salariais, elementos ambos que ajudam a melhorar a capacidade de compra das famílias. Mas o certo é que as entidades financeiras estão apostando de forma generalizada pela financiamento ao consumo impulsionadas em boa medida também pelo facto de que para elas trata-se atualmente de empréstimos muito mais rentáveis que os hipotecários. «Agora as entidades financeiras quase não oferecem depósitos para captar poupanças, mas sim créditos muito fáceis. Basta abrir a web de qualquer conta bancária de um particular, que o primeiro que te aparece é um aviso dizendo't que {tienes} preconcedido ‘x’ dinheiro. Mesmo nos caixas/caixas automáticas», explica Carlos Arjona, perito em consumo financeiro.

DADOS ESTATAIS / A nível nacional, o financiamento ao consumo supôs no 2017 quase 31.026 milhões de euros, o que ronda um 15% de incremento em relação ao ano anterior, consoante os dados de {Asnef}, uma patronal que agrupa às entidades mais importantes do sector em Espanha, entre elas financeiras de firmas/assinaturas de automóveis e grandes superfícies, filiales de bancos ou companhias especializadas neste segmento. Deles, 11.520 milhões corresponderam ao sector de automoção, que aumentou num 16,8% o volume da novo financiamento «Se te compras um carro nestes momentos, não te oferecem nenhuma vantagem por pagá-lo em numerário, o que procuram é que o faças mediante algum crédito ao consumo pelas comissões que eles têm e as taxas de juro que aplicam», precisa Arjona.

Em seu último ‘Relatório/informe de estabilidade financeira’, publicado faz umas semanas, o Banco de Espanha avisa dos riscos que pode implicar um excessivo crescimento do crédito ao consumo, «um segmento de negócio que costuma ter uma crédito malparado relativamente elevada e no qual as garantias jogam um papel menor». Na opinião do supervisor, «dado o ambiente de baixos taxas de juro no qual se desenvolve o negócio bancário, poderia acontecer que as entidades estivessem procurando oportunidades de obter rentabilidades maiores/ancianidade à custa de incorrer em maiores/ancianidade riscos, pelo que a evolução deste tipo de crédito e seu crédito malparado terá que seguir/continuar-les com atenção nos próximos trimestres».

Nesta linha, Carlos Arjona aponta que as facilidades que se estão a dar neste tipo de produtos «estão sendo excessivas. E já não só/sozinho estamos a falar das entidades que tradicionalmente ofereciam estes créditos ao consumo, o estão a fazer todas. Quase sem justificação nenhuma, te ‘soltam’ o dinheiro». No seu entender, a possibilidade que existe de resolver todos os trâmites através da internet também está contribuindo a seu auge.

No seu relatório, o Banco de Espanha incide em que desde meados de 2015 Espanha apresentou taxas de crescimento do crédito ao consumo acima da média/meia da zona euro e que a partir do equador de 2016 se situou à cabeça destas economias, com taxas de crescimento que excedem o 10%, enquanto no resto de países têm oscilado entre o 5 % e o 10%. Não obstante, se matiza/precisa, esta tendência dos últimos anos em Espanha pode explicar-se também «pelo menos em parte» por uns inferiores níveis de verba/partida, uma vez que entre 2011 e 2012 se experimentou uma contração nesta classe de financiamento de entre o 8% e o 12%, enquanto no conjunto/clube da zona euro foi de apenas o 2%. Agora, a melhoria na atividade económica e na taxa de emprego permitiria materializar algumas «decisões de consumo represadas e adiadas a consequência da crise».

Do total da financiamento ao consumo contabilizada em Espanha no 2017, mais de um terço, 10.578,2 milhões de euros, foi ‘{revolving}’. Trata-se de uma linha de crédito com um limite estabelecido da que o cliente pode dispor durante um tempo determinado. A prática totalidade deste montante (9.988,6 milhões de euros) era mediante cartão. «É um crédito muito perigoso, porque te deixa a porta aberta a seguir/continuar dispondo dele», enfatiza Arjona, quem incide em que, desde o primeiro momento, o consumidor tem que planificar a devolução do dinheiro emprestado, «porque não o podes deixar aí permanente, para que te sigam/continuem recebendo interesses e mais interesses». «Se está voltando a fomentar o sobreendividamento, comprar com dinheiro que não é próprio. O problema é que as pessoas perdeu o medo que tinha com a crise», anota este perito.

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