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Monago acredita que o corte da PAC será a «{extremaunción}» do campo

Sánchez promete ajuda aos pecuários e agricultores face à crise de preços. O presidente do PP critica a proposta da UE de recortar os fundos até um 14%

 

Agricultores durante um protesto, numa imagem de arquivo. - EL PERIÓDICO

REDACCIÓN
16/02/2020

O presidente do PP extremenho, José Antonio Monago, afirmou ontem que um corte de fundos na Política Agrária Comum (PAC) de até um 14% pode supor a «{extremaunción}» para o campo extremenho. Assim pronuncia-se após conhecer a proposta de orçamento da União Europeia (UE) para 2021-2027 elaborada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, que prevê uma dotação de 329.300 milhões de euros para a PAC, um 13,9% inferior aos 382.500 milhões que se destinam no quadro 2014-2020. Numa nota, o PP exige, «pelo menos, o mesmo dinheiro que até agora» e assegura que não vai aceitar, de maneira nenhuma, «nem um cêntimo de euro menos para nossos agricultores e pecuários».

Monago pede além disso ao PSOE que «reaja» e «se ponha as pilhas» para dar a cara por um sector que é «vital» para a economia extremenha, e pergunta ao presidente da Junta, Guillermo Fernández Vara, que tem pensado fazer seu governo «para evitar que o campo extremenho morra». Adverte de que se o corte que se propôs leva-se a cabo, não teria solução para o campo extremenho, pois «agora mesmo é muito difícil assegurar a rentabilidade» pelos baixos preços e os altos custos de produção que suporta o sector agrícola. Por isso insiste em que um «machadada» nos fundos da PAC para os próximos sete anos faria «inviável» nenhuma exploração agrária, e recorda que «estamos a falar do futuro de milhares de famílias extremenhas».

O líder do PP regional assinala além disso que não é a primeira vez que se propõem cortes para a PAC, «mas graças a dois ministros espanhóis como Loyola de Palácio e Miguel Arias Cañete, que defenderam em Bruxelas que não se {recortara}, Extremadura não perdeu nem um euro». «Bem pelo contrário que acontece agora, onde a vicepresidenta do Governo, {Nadia} {Calviño}, já propôs um corte de até um 15% na PAC quando ocupava o cargo de diretora-geral de Orçamentos da Comissão Europeia», aponta. «Se quem nos tem que defender, acredita nesses cortes, mau vamos», conclui Monago.

Por outro lado, o presidente do Governo, Pedro Sánchez, prometeu ontem aos agricultores e pecuários que lhes ajudará a fazer frente à crise de preços e incide em que a «causa do campo foi sempre a causa do PSOE e o continuará a ser». Sánchez lançou este mensagem ao sector agrário na sua intervenção no Comité Federal do PSOE, que reúne-se em Ferraz. O chefe do Executivo incide em que nas {proclamas} das mobilizações dos agricultores e pecuários dos últimos dias se está interpelando ao Governo para que lhes ajude e, por isso, lhes quis lançar uma mensagem de tranquilidade. «{Contad} com o Governo. Os agricultores e pecuários podem contar com o PSOE», assegura.