Menú

El Periódico Extremadura | Domingo, 19 de agosto de 2018

A modificação do plano dentário permitirá atender a 170 meninos com o lábio {leporino}

A proposta inicial é que se possa financiar com um limite de 5.000 euros cada intervenção. O SES prevê incluir o tratamento completo de {ortodoncia} para cobrir toda a recuperação

R. CANTERO
11/06/2018

 

O SES prevê cobrir com até 5.000 euros o tratamento de {ortodoncia} dos meninos com lábio {leporino}. Essa é a razão pela que se iniciou a tramitação duma modificação no decreto que regula o Plano de Atenção Dentária da Extremadura ({Padiex}) com o que se cobre a assistência aos meninos de entre 6 e 15 anos e que até agora não tinha entre a pasta disponível de serviços este tratamento para os menores com este defeito congênito.

A Direção Geral de Assistência Sanitária do SES sustenta que a modificação do decreto se apresenta para atender as necessidades dos meninos com importantes {malformaciones} {craneofaciales}, que precisam tratamentos cirúrgicos com {ortodoncia}, especialmente quanto aos casos de meninos com fissuras do paladar, também conhecido como lábio {leporino}.

A incidência estimada do lábio {leporino} é de um caso por cada 10.000 nascimentos, pelo que na Extremadura podem nascer entre 10 e 15 meninos ao ano com estas patologias. Não há registo de casos já diagnosticados, mas se {aplicamos} essa taxa de incidência à população de entre 0 e 12 anos resultaria um coletivo de aproximadamente 170 meninos.

Até agora a pasta do SES inclui unicamente o tratamento com cirurgia da reconstrução, que se realiza nos primeiros anos de vida do menor. Não leva-se a cabo nos hospitais extremenhos mas no Hospital Menino Jesús de Madrid, mas é o SES o que se faz cargo de financiarlo. No entanto, este tipo de meninos costumam ter maior tendência a apresentar depois {oclusiones} dentárias e outro tipo de problemas bucodentárias que não estavam incluídos na pasta de serviços da saúde dentária. Isso é precisamente o que mudará com a modificação do decreto, do qual acaba-se de publicitar a resolução que põe em marcha a tramitação. A previsão é que as mudanças se acometam ao longo/comprido deste ano para que possam estar a funcionar a mais tardar ao longo/comprido de 2019.

A necessidade de tratamento se determinará por parte dos cirurgiões {maxilofaciales} e {odontólogos} e a previsão é que se financie o custo com um limite de 5.000 euros. «Se tem valorizado que esse pode ser o custo completo de um tratamento destas características», diz María Dolores Zapata, chefe de saúde bucodentária do SES. Esse é o projeto que se tem incluído na modificação do decreto em trâmites, embora poderia estar sujeito a mudanças durante o processo pendente.

«Temos tido em conta que estes tratamentos costumam ter um custo de entre 3.500 e 5.000 euros», recorda Zapata. Em todo o caso, uma vez que se inicie o tratamento a ideia é que se financie por completo, embora exceda o limite de idade de 15 anos que tem o plano dentário infantil na Extremadura.

Esta modificação era uma procura dos pais de meninos com lábio {leporino} na Extremadura, que mesmo chegaram a recolher firmas/assinaturas de apoio através da plataforma {Change}.{org}.

As notícias mais...