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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 24 de novembro de 2017

Mais de 200 presidentes da câmara municipal se somam à reivindicação por um comboio digno

Trujillo, Llerena, Don Benito ou Mérida foram alguns dos municípios signatários. Ao abrigo da {Fempex}, subscrevem na Assembleia o Pacto pelo Caminho de ferro

R. E.
08/09/2017

 

A ordem foi clara: sem um comboio moderno não pude ter desenvolvimento para esta terra. Extremadura comemora seu dia com o olhar posta no caminho de ferro após «a vergonha» vivida este verão, com um incidente cada três dias em média numas vias que nalguns troços datam do século XIX e ainda conservam as travessas de madeira. Ontem foram os presidentes da câmara municipal aqueles que deram o golpe em cima da mesa para dizer já chega, devolvendo assim ao municipalismo um protagonismo perdido nos atos do Dia da Extremadura. Mais de 200 regedores de todos os cores políticas se somaram na Assembleia ao Pacto pelo Caminho de ferro para contribuir desde a esfera local a esta justa reivindicação, num ato presidido pelo líder do Executivo regional, Guillermo Fernández Vara, e o presidente da Federação de Municípios e Províncias da Extremadura ({Fempex}), Francisco Buenavista.

O acordo/compromisso dos presidentes da câmara municipal é um novo passo no caminho que se iniciou em Março de 2016 com a assinatura do pacto por parte dos sindicatos UGT e CCOO e a Confederação Regional Empresarial Extremenha (Creex), e que posteriormente abriu-se aos grupos parlamentares com representação na Assembleia. O documento recolhe/expressa o {diagnostico} de situação, bem como o conjunto/clube de reivindicações com horizonte ao 2019 e as procuras de modernização do caminho de ferro na Extremadura, que passam por uma conexão de alta velocidade com Madrid e comboios do século XXI em distâncias médias e curtas.

Mérida, Don Benito, Villanueva de La Serena, Llerena, Trujillo, Fuente del Maestre, Calamonte, Alburquerque, Madrigalejo, {Ahillones} ou {Romangordo} foram alguns dos municípios que subscreveram o pacto no decurso dos atos institucionais celebrados na Câmara autonómica por ocasião do Dia da Extremadura.

Segundo explicou Buenavista, os mais de 250 signatários se obrigam a levar a seus respetivos plenários/plenos num prazo de 30 dias a consideração do Pacto pelo Caminho de ferro e seu {adhsión} ao mesmo. Além disso, lhes instou a dar difusão do documento em suas localidades e a ser consequentes com as decisões que no futuro se possam acordar na mesa de seguimento do pacto. O presidente da {Fempex} qualificou de «vergonhoso espetáculo» as constantes avarias que este verão têm sofrido os serviços ferroviários extremenhos e recordou que o caminho de ferro é «sinónimo de contemporaneidade, de geração de emprego e riqueza e de fixação da população ao território». «Nada justifica que esta região careça duma infraestrutura adequada ao século XXI», afirmou Buenavista.

CONTRA NINGUÉM / Por seu lado, Guillermo Fernández Vara assegurou na sua intervenção que o pacto não vai contra ninguém e que não se firma/assinatura/assina para desgastar, mas para fortalecer o acordo/compromisso pelo comboio e que essa solução que se procura chegue o quanto antes. Ao fio com o discurso oferecido minutos antes de este ato no hemiciclo, apontou que a iniciativa servirá para que o conjunto/clube das forças políticas espanholas que vão a estar no debate da financiamento autonómico saibam que «se estão exigindo resultados iguais a situações absolutamente desiguais».

No entanto, o chefe do Executivo sim agradeceu que o atual presidente de Administrador de Infraestruturas Ferroviárias ({Adif}), Juan Bravo, tenha sido o primeiro capaz de «pegar o touro pelos chifres» e vir à região -esteve no congresso da secção ferroviária de CCOO- para pôr-se mãos à obra e tratar de dar solução a um problema para o qual nem sequer a própria {Adif} encontra justificação.

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