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El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 22 de novembro de 2017

Mais de 200 menores sofrem ciberacosso sexual e ameaças nos últimos 5 anos

Também teve 50 extremenhos de entre 14 e 17 anos investigados ou detidos por esta causa. Publicitar fotos numa rede social duma companheira de classe despe, um dos factos/feitos habituais

R.S.R. region@extremadura.elperiodico.com CÁCERES
10/09/2017

 

Um grupo de {whatsapp} que se cria/acredite como um jogo mais no qual há vários menores de 16 anos que brincam e provocam até que conseguem que alguma das raparigas presentes no {chat} lhes mande uma foto despe. Depois um deles a publica na rede social Facebook «com a intenção de rir-se dela, de humilhá-la». Aconteceu faz uns meses em Badajoz e é um dos casos que refletem uma realidade presente e preocupante na Extremadura. «Cada vez se dão mais situações de menores contra menores, de jovens de 15 e 16 anos que assediam a seus próprios companheiros», explica a advogada penalista de Badajoz Estrella Santiago. E o matiz sexual quase sempre está detrás.

Os dados do portal de estatística de criminalidade do Ministerio del Interior expressam que nos últimos cinco anos (no período de 2011 a 2016) foram 202 menores extremenhos as vítimas de ameaças e coações ou delitos sexuais levados a cabo através de Internet, uma ferramenta que sempre multiplica os efeitos e que, a priori, permite o anonimato.

Nesse mesmo período também teve 50 menores de entre 14 e 17 anos detidos ou investigados por estas causas. «Para que tenha acusação e a justiça atue tem que existir um tipo de conduta repetitiva que faça saltar as alarmes», sublinha Santiago.

«{SOCIÓPATAS}» / Em relação aos casos de vítimas de ameaças e coações (são 89 concretamente dos 202 registados ao todo), a advogada de Badajoz reflete: «É incrível que tenha menores de 16 anos que se convertem em autênticos {sociópatas}. Comportam-se como adultos e têm um impulso muito forte por humilhar e vexar a seus próprios companheiros ou companheiras».

Quanto aos delitos sexuais (supõem 113), «é muito habitual que tudo comece como uma relação na qual se engana ao menor, é fácil inventar-se outra personalidade em Internet, e que acabe com assédio sexual e inclusivamente se pretenda o contacto físico».

Neste sentido, Santiago faz uma diferença entre factos/feitos nos que o delito o comente um menor ou o faz um adulto. «No primeiro caso, em termos gerais, a intenção é rir-se publicamente duma companheira de classe; no segundo há muitas possibilidades de que essa imagem despe que manda o ou a menor ou esse vídeo terminem num rede de pornografia infantil. É muito mais grave», detalha. E acrescenta: «Embora também temos tido situações em que um casal de adultos quebra e ele lhe envia fotos a alguns amigos dela despe para que as subam às redes sociais como vingança. Em qualquer caso, embora essas imagens se tenham remetido a primeira vez com consentimento, fazê-las públicas é um delito contra o honra dessa pessoa, e está castigado pelo código penal».

ENGANO / Neste sentido acrescenta que há casos nos que o acusado/arguido se defende dizendo que a todo o momento o menor ou a menor permitiram a relação: «Mas o problema é que esse adulto se tem ido introduzindo em sua vida, convertendo-se em indispensável, fazendo's passar por outra pessoa, às vezes por alguém de sua mesma idade, de maneira que o engano existe desde o princípio».

As penas de cadeia que se aplicam neste tipo de delitos vão desde os dois até os seis anos sempre e quando não exista contacto carnoso. «Quando ainda não cumpriram os 18 anos, tudo depende do caso, da colaboração dos pais... Há muitos condicionantes a ter em conta na hora de aplicar a pena aos menores».

Outro assunto grave que sublinha esta advogada penalista é quando quem se converte em vítima apresenta algum tipo de deficiência. «Estes casos supõem uma percentagem menor na Extremadura, mas também os temos. Aqui a pena é maior porque estamos a falar de circunstâncias especiais», explica.

E insiste em pôr o foco no problema entre os menores de idade, «porque as ameaças, coações e delitos sexuais entre companheiros de classe seguem/continuam aumentando na região».

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