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El Periódico Extremadura | Segunda-Feira, 22 de outubro de 2018

Junta e sindicatos pactuarão em 3 meses as melhorias de horário no SES e Educação

Destacam a boa disposição do Executivo mas pedem «factos/feitos» dentro de um calendário concreto. CSIF, UGT Y CCOO apresentam recuperar as 18 horas letivas para docentes e voltar às 35 em saúde

ROCÍO ENTONADO
13/01/2018

 

Primeiro foi em Administração Geral e agora em Saúde e Educação. A Junta de Extremadura comprometeu-se com os sindicatos CSIF, CCOO e UGT a pactuar nos próximos três meses medidas que permitam melhorar os horários de docentes e sanitários depois de/após que já no passado verão se chegasse a um acordo para o resto de funcionários. Foi numa reunião de trabalho que teve lugar ontem entre os representantes sindicais e a vicepresidenta e conselheira de Administração Pública, Pilar Blanco-Morales; o conselheiro de Saúde e Políticas Sociais, José María Vergeles, e a titular de Educação e Emprego, Esther Gutiérrez.

As propostas, que deverão concretizar-se agora em diferentes reuniões e mesas sectoriais, passam por recuperar as 18 horas letivas para os docentes em Ensino secundário e voltar às 35 semanais no Servicio Extremeño de Salud (SES). As medidas a adotar para isso deverão acordar-se no primeiro trimestre do ano e se bem os três sindicatos participantes na cita/marcação/encontro de ontem destacaram a boa disposição do Executivo regional, também exigiram «factos/feitos» e um calendário concreto que permita avançar nas melhorias prometidas.

«Trata-se de recuperar e restituir todos os direitos que os empregados públicos tinham antes da crise», explicou o presidente CSIF, Benito Román. No fim do encontro, pôs a manifesto a «valentia» da Junta por ter posto ao fim uma data para pactuar essas melhorias, mas ao mesmo tempo recordou que «as palavras estão muito bem e o que se necessitam são factos/feitos». Caso contrário, disse, CSIF adotará «as medidas de pressão oportunas».

Román também insistiu na necessidade de que exista uma maior coordenação entre conselherias para este e outros assuntos, pois não pode ser que as melhorias de horário cheguem antes a uns trabalhadores e que a outros ou que nas oposições/concurso público nalguns casos os méritos dêem um 40% da nota e noutros um 30%.

Também desde UGT e CCOO seus representantes na reunião mostraram-se dispostos a negociar para chegar a um acordo sobre/em relação a a flexibilização horária nos próximos meses. O responsável do Sector Autonómico de CCOO, Guillermo Barroso, explicou que a Junta está analisando custos do que suporá voltar aos horários que estes trabalhadores tinham antes da crise como passo prévio ao início da negociação. Advogou por que no primeiro trimestre do ano «fiquem todas as questões concluídas e depois, se é necessário, estabelecer um calendário para sua aplicação». Tal como CSIF, Barroso valorizou a boa vontade da Junta mas pediu que duma vez se expressem por escrito/documento estas boas intenções para «devolver aos trabalhadores os direitos arrebatados».

ATRASO / Na mesma linha, a secretária de Administração Autonómica da Federação de Serviços Públicos ({FSP}) de UGT, María Ángeles Rodríguez, mostrou a disposição do sindicato a negociar mas criticou o atraso na aplicação das medidas de flexibilização em Saúde e Educação. «Vamos a estar vigilantes para que se cumpram neste primeiro trimestre. {Consideramos} que deveriam ter-se abordado muito antes porque a intenção que manifestou o presidente é que estivessem antes do 31 de Julho de 2017», disse.

Como se recordará, a Junta assinou o passado setembro com CSIF, UGT e CCOO um acordo de flexibilização horária para os empregados públicos em tanto/golo se recupera a jornada de 35 horas semanais. Para ‘compensar’ as duas horas e média/meia mais que os funcionários trabalham semanalmente desde o 2012, se pactuaram medidas como cursos de formação por internet desde casa ou dispor de 15 minutos de cortesia à entrada e saída do posto de trabalho. Não obstante, só/sozinho são de aplicação na Administração Geral, dado que Saúde e Educação estão submetidas a condições especiais pelos períodos letivos e os turnos, daí que seja necessário abrir uma negociação específica que se abordará a partir de agora.

Segundo manifestaram ontem os sindicatos, o acordo rubricado em setembro já se está cumprindo praticamente na sua totalidade «à falta de umas franjas nalguns centros de trabalho». A plataforma para os cursos de formação entrará em funcionamento de forma iminente da mão do Instituto/liceu Nacional de Administrações Públicas ({INAP}).

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