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A Junta criará um observatório de preços e ajudas para o sector frutícola

García Bernal defende que «não tudo é preto» no campo e a oposição/concurso público critica sua visão otimista. Subsidiará com 10 milhões a plantação de novas variedades de osso, excluído o olival superintensivo

 

A conselheira de Agricultura, Desenvolvimento Rural, População e Território, Begoña García, no plenário/pleno de ontem. - EL PERIÓDICO

ROCÍO ENTONADO
06/03/2020

Não tudo é «preto» no campo extremenho. Disse-o ontem a conselheira de Agricultura, Desenvolvimento Rural, População e Território, Begoña García Bernal, que compareceu no plenário/pleno da Assembleia a pedido do PP para informar da situação do sector após a onda de protestos que os produtores iniciaram faz umas semanas. García Bernal pediu «unidade de ação» para combater os problemas do campo e anunciou novas medidas como a criação de um observatório de preços e uma linha de 10 milhões de euros em ajudas para a substituição de cultivos frutícolas. Não obstante, a {consjera} açambarcou todas as críticas da oposição/concurso público por falar só/sozinho «da cara A», que no entender de PP, Podemos e Ciudadanos pouco/bocado tem a ver com o sentimento generalizado dos agricultores e os protestos na rua.

García Bernal explicou que Extremadura conta com um sector agrário «muito plural» e defendeu que não é justo que se generalize tudo o negativo. Reconheceu que existe um problema de preços «nalguns produtos concretos» como a fruta ou o óleo/azeite, mas também destacou que noutros como o ovino e o ibérico as coisas estão melhorando. «Embora a alguns lhes custe aceitarlo, não tudo o sector tem essa negra perspectiva», apontou a conselheira, que recordou além disso que Extremadura é a primeira produção nacional de tabaco e tomate, segunda em arroz e terceira em milho e cultivos hortícolas.

A conselheira valorizou além disso que todas as administrações públicas reconheceram as fraquezas do sector e estão tomando medidas, destacando a ação do Governo central com um decreto de medidas urgentíssimas para melhorar a rentabilidade das explorações. Umas medidas que agora se terminarão de perfilar com as comunidades, que entre outras questões deverão encarregar-se de realizar as inspeções e controlos necessários. No âmbito autonómico, García Bernal apontou além disso que se estão a dar os primeiros passos para a criação de um Observatório de Preços Agrários que, pelo menos com os produtos mais importantes a nível regional, possa oferecer informação dos preços em origem, de saída de empresa de transformação e ao consumidor. Para a posta em marcha deste observatório e sua manutenção será necessária a colaboração de produtores, armazenistas, transformadores, distribuidores e comércio.

Outra das medidas pelas que apostará a Junta para dar solução aos problemas «estruturais» do sector é a diversidade de cultivos, especialmente no âmbito frutícola, para o qual se estabelecerá uma linha de ajudas dotada com 10 milhões de euros. Em relação, García Bernal explicou que não se financiará a substituição de de frutos por olival superintensivo (gera menos mão de obra), mas trata-se de fomentar «tudo o relacionado com as novas variedades» de fruta. «Certamente não é (uma solução) para hoy nem para amanhã e se tem que estudar pelo sector», disse García Bernal, que apontou que a proposta já conta com um relatório/informe treinador favorável.

«Unidade de ação e estreitamente para procurar a melhoria do sector primário», insistiu a conselheira na sua intervenção, na qual também quis deixar claro que a PAC é «uma prioridade para Extremadura e também uma nova oportunidade para melhorar a rendimento dos produtores e diminuir a volatilidade dos preços». A conselheira açambarcou todas as críticas da oposição/concurso público por oferecer uma visão demasiado otimista e afastada da realidade que se vive na rua com os protestos. PP, Ciudadanos e Unidas Podemos consideraram além disso que a comparência da titular de Agricultura chega tarde e lhe {afearon} que não tenha sido a pedido própria.

PAPEL MOLHADO / Desde/a partir de o PP, a deputada Mercedes Morán advertiu da situação «limite» que vive o sector, com um benefício inferior num 32% ao do resto de atividades económicas. Assinalou que as medidas apresentadas pelo Executivo regional som «papel molhado» e relativamente às ajudas à conversão {varietal} da fruta de osso, perguntou à conselheira «que acontece com o resto de sectores».

Na mesma linha, o deputado de Ciudadanos Fernando Baselga considerou insuficiente o decreto de medidas urgentíssimas do Governo e pediu que se tomem medidas imediatas a curto e meio prazo. Entre elas, reduções fiscais e na fatura elétrica ou fazer compatível o subsídio agrário com o emprego para incrementar os rendimentos dos jornaleiros.

Por último, a porta-voz de Unidas por Extremadura, Irene de Miguel, instou à Junta a escolher entre o pequeno agricultor e o «de sala» e apostar a nível autonómico por um modelo «mais sustentável, mais local e mais diversificado».