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El Periódico Extremadura | Domingo, 29 de março de 2020

O investimento estrangeira se situa em seu nível mínimo em mais duma década

A nível nacional, por outro lado, a cifra de 2018 supôs alcançar o máximo de toda a série histórica. No passado ano ficou abaixo de 12 milhões na região, a metade que no exercício anterior

REDACCIÓN
22/04/2019

 

O investimento estrangeira direta em Espanha marcou um novo máximo no 2018, com 46.828 milhões de euros, um 71% mais que no exercício precedente. Isso foi em termos brutos, mas também nos netos —uma vez descontadas as {desinversiones}—, o volume de capitais que chegou a Espanha foi de recorde, com 39.747 milhões, e um 153% de auge, superando os níveis precrise. Até agora o máximo era o de 2008, com 26.366 milhões netos.

Esta evolução contrasta com a seguida/continuada na Extremadura onde, à espera de que acabem-se materializando projetos como o macrocomplexo de lazer em Castilblanco ou a {azucarera} de Mérida, o investimento produtiva procedente do exterior continua a ser muito escassa. No passado ano quase não se contabilizaram 12 milhões de euros, o desembolso mais baixo entre todas as regiões. Foi a metade que no 2017, uma quinta parte que no 2016 e a pior cifra desde o 2008, quando foram quatro milhões.

O máximo da série histórica o marca na região o 2014, com 250,6 milhões de euros, dos que 235 tinham a Luxemburgo como país de origem imediata da investimento —junto a Países Baixos, é um dos principais quanto a trânsito do capital internacional—. Trata-se do ano no qual o Grupo Gallardo Balboa vendeu a {cementera} de {Alconera} à sociedade de capital-risco estado-unidense {Kohlberg} {Kravis} {Roberts} ({KKR}). Na última década, chegaram à região 535,85 milhões de euros ao todo.

Dentro dos fluxos de investimento exterior direta publicados pelo Ministério de Indústria, Comércio e Turismo se incluem as operações relativas a diferentes formas de participação no capital das empresas, sempre que com elas o investidor procure conseguir um controlo ou influencia na direção e administração da companhia. Na prática se considera que se consegue esse controlo quando a participação alcança ou supera o 10% do capital da empresa. Por este motivo, se lhe pressupõe maior estabilidade à investimento e também que podem gerar efeitos económicos diretos em termos de emprego ou de ativos fixos.

«Em linhas gerais, a chave está na falta de ambiente empresarial que há na região», esgrime Ramón Rivera, decano do Colégio de Economistas da Extremadura, na hora de explicar o porquê desta escassa capacidade de atração de capitais estrangeiros. Rivera incide, por um lado, na pouca avaliação que segue/continua tendo aqui a figura do empresário, pelo que defende que «temos de mudar de {chip}», deixar de lado «o conformismo» e fomentar a cultura empreendedora.

Por outro lado, acrescenta, as «circunstâncias físicas reais» seguem/continuam jogando contra. «Necessitamos melhores comunicações, conseguir o corredor do sudoeste, o comboio de alta velocidade, alguma autoestrada mais, como a Badajoz-Cáceres, ou um melhor acesso aos portos de Portugal», salienta.

Dos algo menos de 12 milhões de investimento direto estrangeira que chegaram a Extremadura no passado ano, em 10,8 era França o país onde residia o titular direto da investimento. A prática totalidade do resto se reparte entre Portugal (0,6 milhões de euros) e {Andorra} (0,4 milhões)

{DESINVERSIÓN} / Quanto à {desinversión} estrangeira, entendida como a venda de participações em capital, em liquidações, ou outros sempre que o investidor estrangeiro transmita seu parte a um residente, esta ascendeu a cinco milhões de euros na Extremadura no passado ano.

A distribuição autonómica da investimento estrangeiro apresenta habitualmente um alto grau/curso universitário de concentração, de acordo com a localização da sede social das empresas. Ao situar-se esta fundamentalmente em Madrid e Catalunha, estas recebem tradicionalmente em torno do 80% da investimento total. «No ano 2018, o 85% da investimento total se tem concentrado em Madrid face ao 6,4% em Catalunha. Isto se tem devido, em parte, às consequências resultantes dos movimentos {secesionistas} do 1-O, a partir do qual um grande número de empresas transferiram sua sede de Catalunha a Madrid», precisa o ministério no seu relatório. Em terceiro lugar, e também com um importante recuo —do 64%—, aparece o País Basco.

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