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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 21 de septembro de 2018

Indignação, nervos e resignação

Mais de 4.000 estudantes extremenhos foram de novo ontem às salas de aula universitárias para repetir um ou dois exames da {EBAU} com desigual resultado, pois enquanto uns saíram satisfeitos, a outros lhes pareceu mais difícil que a primeira prova

A. M. ROMASANTA / G. MORAL
13/06/2018

 

Indignación, nervos, cansaço e, sobretudo, resignação, pois não lhes ficava outra. Mais de 4.500 estudantes extremenhos que na semana passada pisavam pela primeira vez um sala de aula universitária, voltaram ontem a alguma das sete sedes nas que a Universidad de Extremadura (Uex) celebra as provas da Prova de acesso ao ensino superior (agora {EBAU}): Badajoz, Cáceres, Plasencia, Navalmoral de la Mata, Mérida, Don Benito, Villanueva de la Serena e Zafra. A imensa maioria dos alunos convocados tinha que repetir um exame e pouco/bocado mais de 400, dois, devido à filtração das provas que se realizou na quarta-feira passado através da web da universidade, por um erro que já se tem apurado que foi humano, certamente não intencionado, e que tem provocado dois demissões, a do vice-reitor de Estudantes e Emprego, {Ciro} Pérez, e do presidente do tribunal qualificador, Javier Benítez, que se mantém no cargo até que termine o processo de avaliação.

Com bastante antecedência, os estudantes foram chegando às salas de aula, onde em voz alta eram chamados para entrar. Era a mesma cena que tinham vivido –e sofrido– seis dias antes. Os primeiros em examinar-se foram os de Matemáticas, Latim e Fundamentos do Arte, às 10.00 da manhã. Às 12.15 horas celebraram-se as provas de Matemáticas Aplicadas às Ciências Sociais, Geologia, Grego e Design. Eram as cadeiras das que se tinham examinado na quarta-feira da semana anterior a segunda hora e à tarde, que ficaram anuladas pela filtração.

Com «indignação» foi à Escola de Engenharia Industrial David Galindo, procedente do instituto/liceu de Talavera la Real que, com 35 companheiros, devia estar na Alemanha com a viagem de fim de curso, preparado desde Dezembro. Partiam no sábado até ao terça-feira, mas têm tido que suspendê-lo e esperam recuperar os 400 euros que cada um tem pago, incluídos os que não se apresentam a Prova de acesso ao ensino superior. Tivesse querido não ter que repetir o exame de Matemáticas. «Eu não deveria estar aqui agora mesmo, é injusto», embora o primeiro lhe saiu mau e esperava melhorar o resultado com esta segunda oportunidade.

Ao seu companheiro Alberto Tienza também lhe saiu mau a primeira prova. Ontem se apresentava além disso a Matemáticas de Sociais «e me {tiraré} aqui toda a amanhã». Entendia que o que ocurreu na Extremadura se pode interpretar noutras universidades como vantagem ou desvantagem porque «podemos tirar melhores ou piores notas que no anterior».

Carmen Cruz e Pilar Márquez foram a Badajoz procedentes de Olivença. Ambas fizeram bastante bem o primeiro exame de Matemáticas Aplicadas às Ciências Sociais «por isso me dá bastante raiva ter que repetirlo agora». Carmen estava tranquila «porque o que já {sabías} antes o {sabes} agora» e só/sozinho tem tido que rever, mas lamentava que tenham tido que atrasar suas férias. Ambas se examinaram além disso na quinta-feira de Economia para melhorar nota «pelo sim pelo não». Pilar acredita que se os exames não se tivessem repetido «prejudicaria à pessoas que se quer ir a estudar fora, porque pensariam deles que tinham jogado com vantagem». Na sua opinião, o prestígio da Uex se vê afetado por tudo o sucedido, «porque não é normal/simples que aconteça numa prova tão importante».

A indignação se repetiu ontem na Faculdade de Direito de Cáceres. «É uma vergonha», criticavam {Andrea}, {Mabel} e Gema, que como elas mesmas reconheceram tinham estudado muito pouco/bocado para o novo exame de Matemáticas aplicadas. «Só/sozinho revimos e ontem à tarde». Para Luzia {Cabrera}, especialmente, foi um aborrecimento ter que passar pelo mesmo e duas vezes. Tem repetido Latim e Grego, os dois exames que mais lhe ponderam para o grau/curso universitário de Tradução e Interpretação que quer estudar em {Sevilla} e além disso os que melhor lhe saíram. «Necessito quase um 11, tenho muita pressão». «No fim a uns lhe virá bem a repetição e a outros bem pelo contrário, mas de qualquer maneira é uma injustiça», concluiu Gerardo.

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