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El Periódico Extremadura | Sexta-Feira, 20 de julho de 2018

Entre gritaria, insónia e diversão

A Plataforma Extremenha contra o Ruído considera que mais que um código ético, os empresários do lazer noturno deveriam cumprir a lei H Bares de Cáceres, Badajoz e Navalmoral comprometeram-se a respeitar a paz dos vizinhos/moradores

R. SÁNCHEZ
14/01/2018

 

Por um lado, o negócio, a diversão e o ruído. Por outro, o descanso/intervalo e a saúde. Bares versus/vs vizinhos/moradores, ou ao revés, uma confrontação que segue/continua aberta e com gretas e que tem detrás a realidade que experimentam os centros históricos das cidades: cada vez menos habitantes enquanto os locais de lazer ganham terreno. «Se vivesse mais pessoas no centro histórico, abririam mais lojas de bairro, porque seriam demandadas», reflete José María Iglesias, um dos porta-vozes da Plataforma Extremenha contra o Ruído.

Dezenas de bares do centro de Badajoz, da rua Pizarro de Cáceres (em Mérida e Plasencia não houve pronunciamento) e de Navalmoral de la Mata têm assinado já um código ético para tentar dalguma maneira selar certa paz com os vizinhos/moradores. Trata-se de uma série de medidas apresentadas pela Confederação de Empresários de Turismo da Extremadura ({Cetex}). A rubrica deste manifesto significa comprometer-se a, por exemplo, diminuir a algaravia que se forma na porta dos bares quando os clientes saem, para o qual se proibirá o transvase de bebidas a copos de plástico; ou fechar o local na hora estipulada. «Básicamente não saltar a lei, que é o que deveriam fazer, nessa altura não teria nenhum tipo de problema», sublinha José María Iglesias. «Porque quem incumpria e agora firma/assinatura/assina este código, o que está é reconhecendo que o fazia. ¿Quem vai a vigiar que não siga/continue acontecendo? Parece mais bem um lavado face», insiste.

A Plataforma Extremenha contra o Ruído está formada pela associação {Espantaperros} de Badajoz, Cacerenhos contra o ruído, Intramuros de Plasencia, Plataforma contra o ruído de Valdepasillas (Badajoz) e Afetados pelo ruído C/ José Ramón Mélida (Mérida). Seu objetivo principal é evidenciar que o não descansar é um problema sério de saúde e atenta contra um direito constitucional. «É que cabe a possibilidade de insonorizar os locais, mas supõe um investimento económico que não se está disposto a assumir. Ou também evitar que os clientes saiam à porta com a taça na mão, porque está proibido beber na rua».

Iglesias, não obstante, confia em que a assinatura desse código possa supor aproximar posturas e conseguir um equilíbrio. Mas reitera que acatar o regulamento seria o passo adequado.

Os empresários da hotelaria alegam que o sector cria/acredite um alto número de empregos na região e que o lazer noturno supõe, em geral, uma contribuição de 4% ao PIB. Por isso deixam claro que a pretensão é conciliar seus interesses com a paz e a tranquilidade dos vizinhos/moradores.

O lixo

Outro problema, a sujidade. O código ético assinado implica que «de maneira nenhuma se depositarão resíduos na via pública sempre que existam contentores». E aqui pedem a colaboração das câmaras municipais para que se adaptem os serviços e os horários de recolhida de lixos para ajudar igualmente no descanso dos residentes nas zonas onde a poluição acústica é mais elevada.

Mas esses mesmos câmaras municipais aos que se lhes pede colaboração, recorda o porta-voz da Plataforma Extremenha contra o Ruído, são os que mantêm ordenanças municipais que, «como é o caso de Badajoz, proíbem beber na rua, uma prática que segue/continua acontecendo nalguns bares do centro histórico de Badajoz».

O tentativa de aproximar posturas, tendo claro os interesses de cada parte, está sobre/em relação a a mesa. Os hoteleiros do lazer noturno querem defender seus negócios; os vizinhos/moradores, que o gritaria não lhes provoque insónia. E os clientes, que não acabe a diversão.

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