Menú

El Periódico Extremadura | Quarta-Feira, 22 de novembro de 2017

Fomento adianta ao verão de 2019 o fim das obras do comboio rápido

As novas vias entre Badajoz e Mérida se começarão a instalar em dez dias. O ministro diz que vão a tão bom ritmo que acabarão meses antes de o previsto

G. MORAL
09/09/2017

 

As obras para que Extremadura tenha por fim uma nova rede ferroviária seguem/continuam avançando. O ministro de Fomento, Íñigo de la Serna, aproveitou ontem o dia da região, marcado pela reivindicação de um comboio digno, para reafirmar seu acordo/compromisso com Extremadura e «com a necessidade de melhorar as infraestruturas ferroviárias», assinalou a este diário/jornal.

De facto, o ministro anunciou que a execução do novo corredor que permitirá a circulação/trânsito primeiro de comboios diesel e posteriormente da alta velocidade, estará alguns meses antes de o previsto. Foi o próprio presidente do Governo, Mariano Rajoy, quem assinalou no passado mês de Abril em {Sevilla}, durante a celebração de 25 aniversário do TGV à capital andaluza, que a plataforma da alta velocidade extremenha estaria lista em finais de 2019. «O ritmo das obras vai com uma intensidade tão forte que estamos em condições de poder/conseguir dizer que vão a reduzir os prazos; a finalização das obras já não será em finais de 2019 mas no verão de 2019», anunciou o ministro ontem.

Também, também avançou a este diário/jornal que em apenas dez dias, a semana de 18 a 22 de {septimebre}, começarão os trabalhos para instalar o estendido de vias entre Mérida e Badajoz. «Isto reflete claramente que se está atuando», acrescentou.

COMBOIOS EM PROVA / Terminadas todas as obras do novo corredor, começaria a circulação/trânsito de comboios em prova, do que se encarregará a Agência de Segurança Ferroviária. «Essas provas tardarão uns meses que não estão quantificados, mas entendo que será pouco/bocado tempo», insistiu.

Assim, o corredor extremenho (Plasencia-Cáceres-Mérida-Badajoz) está praticamente ativo na sua totalidade. «Tinha muitas obras sem atividade e desde o começo da legislatura fomos capazes de reiniciar a maior parte dos troços. Nalguns nos temos visto destinados a ter que rescindir os contratos porque não se podiam reiniciar as obras nos termos nos que estava o projeto».

Da Serna avançou que o investimento prevista na conexão Plasencia-Badajoz é de 1.473 milhões de euros e já estão executados 955 milhões, o 76% do total. «Da paralisia que tínhamos na imensa maioria de troços nesta zona, conseguimos em pouco/bocado tempo reverter a situação e reiniciar a atividade. A situação é agora duma importante atividade», resenhou o ministro.

ELETRIFICAÇÃO / Desta forma, desde Fomento ratificam que as obras do traçado acabarão em 2019 e será em 2020 quando a via se {electrifique}, tal como já anunciou o ministro na sua última visita à região o passado Maio. Este último processo custará uns 220 milhões de euros e o processo seria compatível com a circulação/trânsito do comboio rápido pelo mesmo traçado, pelo que não teria que interromper os novos serviços. «Continuamos trabalhando também intensamente com a redação do projeto de eletrificação cumprindo com o acordo/compromisso de que esteja em 2020».

DE PLASENCIA A MADRID / Para além de Plasencia, o ministro anunciou ontem que neste mês de setembro vão a reativar os trabalhos no troço Navalmoral-Casatejada (10,6 quilómetros). «Esta obra esteve paragem/desempregada/parada muito tempo e agora se dá um passo até diante reiniciando os trabalhos para acabarlo», disse. Nesse traçado (Talayuela-Plasencia), Da Serna assinalou que há quatro troços mais pendentes de adaptar o projeto e um quinto troço, Arroyo de Santa María-Navalmoral (6,8 {km}), no qual temos de fazer um projeto completamente novo e que inclui a estação de Navalmoral. «Vamos a encarregar cedo a redação dos novos projetos para que todos eles estejam finalizados para sua licitação no 2018», precisou. Os trâmites estão em marcha e contam com um investimento de 855 milhões de euros.

A CONEXÃO COM TOLEDO / Fora já da região o ministro também quis referendar o acordo/compromisso adquirido numa recente visita a Talavera de la Reina, onde anunciou que Toledo se conetará com o corredor até Extremadura. «É absolutamente necessário fazer um estudo informativo dado que a declaração de impacto ambiental que existe já está caducada. Há aqueles que têm interpretado a necessidade deste estudo como tratar-se de um atraso ou um passo atrás, mas em nenhum caso. É um passo até diante». No passado 25 de Agosto se publicou no {BOE} a licitação deste estudo informativo que contempla um investimento de 1.120 milhões de euros. Esta conexão é um passo necessário para que a linha extremenha de alta velocidade possa chegar algum dia até Madrid, mas sua elaboração pode demorar-se ainda até dois anos.

Entretanto, Da Serna reconhece que é necessário realizar melhorias na rede convencional entre Plasencia-Madrid, para poder/conseguir ligar o troço extremenho em construção. «Estamos redigindo projetos, sobretudo desde {Humanes} a Monfragüe por valor de 54 milhões de euros e a previsão é acabar-los neste mesmo ano; aí também estamos dando um empurrão».

O titular de Fomento além disso ofereceu ontem outra data inovadora: será em Novembro quando se finalize o projeto para melhorar as vias no traçado de Badajoz a {Puertollano}. «Estivemos a trabalhar intensamente nestes meses e cedo iremos a Extremadura a apresentar este projeto».

As notícias mais...