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O fecho do mercado brasileiro deixa em {vilo} o 30% da colhe de ameixa

Extremadura confia em que tenha solução e defende que não supõem uma ameaça. O país sul-americano acaba de proibir as importações pelo temor a uma praga

 

Produtores numa das campanhas da recolhida da fruta. Geral 5 milhões de salários ao {añoi}. - o jornal

R. CANTERO
09/06/2020

Brasil tem decretado um fecho comercial para proteger ao país duma praga originalíssima de Europa e isso ameaça com deixar {varada} o 30% da colhe da ameixa extremenha, que tem ao país sul-americano um dos seus principais clientes internacionais. A decisão tem {pillado} por acaso aos produtores e centrais de fruta da região, quando estava prestes a começar a colheita e com uma margem de aplicação tão estreito que não houve opção de procurar vias de solução antes de que comecem a pegar/apanhar-se as peças com destino a Brasil. Extremadura envia à volta de um milhar de contentores a este país cada ano.

As autoridades brasileiras decidiram o passado dia 14 de Maio fechar as importações de ameixa de outros países europeus para evitar a bilhete da praga {lobesia} {botrana} (conhecida também como traça do cacho da vinha) que não causa nenhum dano na ameixa mas pode afetar de forma grave às zonas de vinhedos. A praga não está presente na Extremadura, {tqal} e como defendem desde/a partir de {Afruex}, mas essa larva sim é endémica na Europa e aí parece estar a razão do fecho que tem entrado em vigor no passado 1 de Junho.

muitas dúvidas/ Com essa medida, Extremadura não pode enviar nenhum contentor agora a Brasil e isso apresenta muitas dúvidas numa campanha que partia com muito boas perspectivas mesmo com um corte de produção que não se via mal, tendo em quanta a saturação que o excesso de produção causou outros anos e seus efeitos sobre/em relação a o preço. Nestes momentos, as cotização do preço é positiva na fruta de osso em geral.

«Temos uma ‘espada de {Damocles}’ importante. Mas esperamos que se possa encontrar uma solução», assegura o gerente da Associação de {Fruticultores} da Extremadura ({Afruex}), Miguel Ángel Gómez.

Os governos de Espanha e Brasil iniciaram já contactos bilaterais e também está à par da situação o embaixador espanhol nesse país, à procura de um acordo que permita manter o fluxo comercial como até agora e dar saída à ameixa que se está colhendo já.

A decisão se Brasil se deve a uma mudança normativo que parece que não está relacionado com um afã protetor por parte do governo de {Bolsonaro}, pelo menos quanto ao mercado de ameixa: ao estar no hemisfério sul, as produções de ameixa de Brasil e Europa se completam. Agora mesmo ali estão chegando ao inverno e portanto não há produção de ameixa e nos meses de inverno na Europa som eles os que estão produzindo ameixa e enviando-a ao continente. Com isso, o país sul-americano é o principal cliente internacional da ameixa extremenha e ali se enviam um milhar de contentores cada ano. A parte negativa, é que a produção extremenha tem também um enorme dependência deste cliente.

Poucas alternativas. Com a campanha já em marcha, a melhor alternativa passa por alcançar um acordo que permita manter o comércio com Brasil. «Se pode procurar outro mercado. Mas vais saturarlo e isso vai a provocar uma descida de preços exponencial que não beneficia a ninguém», raciocina Gómez.

mais de um milhão de salários/ A recolhida da fruta de osso ativa a principal campanha agrícola da região, com mais de cinco milhões de salários entre Maio e setembro, dos que um milhão e meio correspondem a l recolhido da ameixa. Juntamente com a ameixa e a cereja, que foram as primeiras em começar, já estão a plenário/pleno rendimento também a recolhida do pêssego e a {nectarina}, onde Extremadura também salienta.

A perspectiva de produção para neste ano rondava as 230.000 toneladas de fruta, algo menos que no passado ano (em torno de um 20%) pelos arranques que se produziram (umas 2.300 hectares) devido à baixa rentabilidade da fruta. Também tem influido na redução os danos ocasionados nalgumas zonas pelos aguaceiros e trovoadas dos meses de Abril e Maio. Dessas 230.000 toneladas, umas 75.000 correspondem a ameixas.

A descida da produção que prevê-se na Extremadura está em linha ao que prevê-se noutros países e zonas produções. Na região em todo o caso, se arrancaram o ano 2.300 hectares de de frutos e o sector está avaliando as alternativas de reconversão para melhorar a rentabilidade.