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El Periódico Extremadura | Terça-Feira, 26 de septembro de 2017

Extremadura premeia ao desporto, a música, a educação e a cooperação

Colégio São José, {Orfeón} Cacereño e o Santa Teresa obtêm a Medalha regional . A médico Vitória López e o cantautor Pepe Extremadura também a receberam

R. ENTONADO / C. HIDALGO region@extremadura.elperiodico.com MÉRIDA
08/09/2017

 

Cinco Medalhas ao desporto, a música, a educação e a cooperação. O teatro romano de Mérida acolheu ontem à noite o ato de entrega das Medalhas da Extremadura, o máximo reconhecimento que outorga a região. A equipa de futebol feminino Santa Teresa; a escola São José de Villafranca de Los Barros, o {Orfeón} Cacereño; o cantautor José Ronseiro ‘Pepe Extremadura’ e a cooperante María Victoria López Blázquez, diretora de {Medicos} {Mundi}, foram os premiados neste ano. Todos recolheram ontem seus galardões num emotivo e reivindicativo ato celebrado na capital autonómica perante umas 3.000 pessoas e conduzido pelos jornalistas extremenhos Ana Galán e Luis Troya.

A celebração arrancou uns 20 minutos depois de/após o previsto, com o içado de bandeiras e a interpretação do hino de Espanha a cargo da Orquestra Jovem Cidade de Mérida baixo/sob/debaixo de a direção de Pilar Vizcaíno. Seguidamente teve lugar a entrega de Medalhas, o «discurso cidadão», neste ano a cargo da jornalista e também Medalha da Extremadura Pepa Bueno (em 2015 se decidiu excluir deste ato os discursos políticos) e finalmente, o grupo ‘{Mestura}’, integrado por extremenhas e dirigido por Jesús Ortega, interpretou o hino regional como «broche feminino que reivindica o papel que tem tido a mulher ao longo/comprido da história do flamenco». O ato concluiu com o processo do {Ballet} Folclórico da Extremadura, dirigido por Eduardo Acero.

O primeiro em recolher o galardão foi a escola São José de Villafranca de Los Barros. Seu diretor, Rafael Mateos, quis estender o reconhecimento a toda a comunidade educativa extremenha e apesar da polémica dos últimos dias (à que não referiu-se no seu discurso) mostrou sua alegria pelo galardão. «Passaram 125 anos com o mesmo espírito de serviço à sociedade extremenha e aberto a tudo sem distinção. Recebemos esta Medalha com alegria, humildade e responsabilidade para seguir/continuar formando homens e mulheres para os demais, como diz nosso mote», afirmou.

O GALARDÃO MAIS PREZADO / Depois foi o revezo do {Orfeón} Cacereño. Seu presidente, Juan Carlos Bravo, assegurou muito comovido que a concessão da medalha figurará como «o mais prezado galardão» entre os centenas de reconhecimentos que enchem suas vitrinas. Bravo fez visível a ilusão/motivação e o orgulho do {Orfeón} por ter sido distinguido e destacou seu trabalho diário/jornal e amor pela música, que muitas vezes obriga a seus componentes a deixar de lado suas obrigações para entregar-se a seus repertórios.

A terceira premiada da noite foi a médico Victoria López Blázquez, diretora de {Medicos} {Mundi} Extremadura e premiada por o seu trabalho e dedicação aos demais. Reconhecida também com o prémio Príncipe das Astúrias de Humanidades, López destaca por o seu trabalho durante o genocídio de Ruanda.

A premiada mostrou-se muito agradecida ao recolher a Medalha da Extremadura. Explicou que sua trajetória como médico no continente africano faz parte de «uma vocação clara ao serviço dos mais pobres». «Cada vez estou mais convencida de que somos o que fazemos. E se é coerente e honesto, a vida tem mais sentido para nós e os demais», disse uma das galardoadas mais aplaudidas, que considerou seu reconhecimento «um empurrão claro a favor dos mais pobres e uma aposta decidida pela colaboração e a cooperação».

O acento reivindicativo da noite o pôs o cantautor José Ronserio ‘Pepe Extremadura’, que conseguiu neste ano a Medalha após cinco candidatas frustradas. «Me sobram os motivos para estar agradecido, por isso {tiendo} minha mão desde o teatro romano e me {declaro} vosso amigo. Que te premeiem sempre é fantástico e gratificante, sobretudo os que nos {decidamos} a este {maravillo} e complicado mundo da música», afirmou o cantautor, que congratulou-se por «ter conseguido o milagre» de ser profeta em sua terra, algo que atribuiu ao «carinho» que lhe têm os extremenhos. Ronseiro, que se definiu a sim mesmo como «o cantautor dos extremenhos», considerou «uma vergonha» que o Mosteiro de Guadalupe (hoje acolherá os atos religiosos do Dia da Extremadura) siga/continue pertencendo à diocese de Toledo. E o do comboio, disse, «mais do mesmo»: «nos estão tomando o cabelo de maneira descarada e já vai sendo hora de que digamos basta, não somos uma república {bananera}», assinalou.

As últimas em receber/acolher o galardão foram as raparigas do clube de futebol Santa Teresa. Seu presidente durante os últimos 13 anos, Pablo Ritoré, defendeu a Medalha «a um clube, a um sono/sonho facto/feito realidade». Uma equipa feminino que transporta cada 15 dias a Badajoz e a região por tudo o território nacional e um dos poucos que têm uma equipa em primeira e em segunda. «Um exemplo de positivismo, trabalho, humildade, ambição e sobretudo, igualdade no desporto». «¡Viva Santa Teresa Badajoz. Viva Extremadura. E Viva Espanha!», concluiu a entrega de Medalhas.

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